Financeiro

São Martinho vê lucro líquido avançar 45,4% no quarto trimestre de 2020/21


Reuters - 22 jun 2021 - 08:53

A empresa de açúcar e etanol São Martinho registrou lucro líquido de R$ 207,36 milhões no quarto trimestre da temporada 2020/21, alta de 45,4% em relação a igual período do ciclo anterior, informou a companhia nesta segunda-feira.

Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado somou R$ 568,2 milhões no quarto trimestre fiscal da empresa, queda de 1,9% na comparação anual.

A receita líquida da São Martinho alcançou R$ 1,16 bilhão no período, leve alta de 0,9% no ano a ano. Do total, o faturamento com açúcar cresceu 16,9%, a R$ 542,3 milhões, enquanto a receita com etanol recuou 13,2%, para R$ 567,7 milhões.

“Mesmo diante dos desafios que se mostraram, conseguimos um ano com recorde de resultados operacionais e financeiros”, disse a companhia em nota, citando as dificuldades representadas pela pandemia de Covid-19.

No ano completo de 2020/21, a São Martinho obteve lucro líquido R$ 927,1 milhões, salto de 45,1% ante 2019/20, enquanto o Ebitda ajustado atingiu R$ 2,19 bilhões, alta de 17,8%.

Mais cedo, a empresa do setor sucroenergético havia apresentado seu guidance para a temporada 2021/22, indicando que a estiagem no Centro-Sul do Brasil deve resultar em uma moagem de cana 8,9% menor neste ciclo, a 20,5 milhões de toneladas.

A fabricação de açúcar pela companhia deverá recuar 18,7% em 2021/22 na comparação anual, para 1,2 milhão de toneladas, enquanto a produção de etanol tende a cair apenas 0,5%, para 1,01 bilhão de litros.

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A São Martinho ainda disse que em 31 de março de 2021, a fixação de preço de açúcar para a temporada atual, totalizava o volume de, aproximadamente, 939 mil toneladas, o que representa cerca de 97% da cana própria, a um preço de R$ 1.634 por tonelada.

Para a safra 2022/23, as fixações totalizavam 343 mil toneladas de açúcar, o que representa em torno de 38% da cana própria, a um preço de R$ 1.773 por tonelada.

“Considerando o cenário de preços ocorrido ao longo de 2020 e início de 2021, e nossa decisão de mix de produção mais direcionado a produção de etanol para a safra 21/22, já estamos 97% protegidos na exposição ao preço de açúcar”, disse a empresa.

Quanto ao cenário de médio e longo prazo, a São Martinho afirmou que vê preços de açúcar com tendência para um patamar mais elevado, “dada a restrição de oferta relevante do Brasil combinada com a possível mudança no mercado de etanol indiano a partir de 2022, que deverá enxugar parte do excedente da produção de açúcar da região (pelo menos 4 milhões de toneladas por ano)”.

Gabriel Araujo

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