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Financeiro

São Martinho capta R$ 1,2 bilhão com debêntures verdes


Suno - 17 jan 2022 - 09:44 - Última atualização em: 17 jan 2022 - 15:03

A São Martinho levantou uma cifra de R$ 1,2 bilhão com a sua última emissão de debêntures, conforme comunicado nesta sexta-feira, 14. Com isso, os títulos verdes emitidos pela companhia ficaram 20% acima do esperado, já que a projeção inicial da São Martinho era de levantar R$ 1 bilhão.

Os papéis, não-conversíveis em ações, foram divididos em duas séries. A primeira tranche, que arrecadou R$ 648 milhões, terá remuneração calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mais 5,97% ao ano e vencimento em dez anos. Por outro lado, a segunda série de debêntures, de R$ 552 milhões, irá pagar o IPCA mais 6,10%, com vencimento em 15 anos.

Quando a São Martinho anunciou a emissão de debêntures, a empresa destacou que o capital seria utilizado no desenvolvimento, construção e operação de projetos, como a manutenção de canaviais e usinas em São Paulo. A companhia também deve investir em plantio de cana, manutenção de entressafra e equipamentos em sua usina de Goiás.

A emissão foi caracterizada como “verde” e recebeu aval da agência de classificação de risco Standard & Poor’s, que entendeu que a operação estava alinhada aos princípios da International Capital Market Association e do Green Bond Principles.

O coordenador-líder da oferta de debêntures foi a XP Investimentos.

Resultado da São Martinho

O grupo, em seu último resultado financeiro, demostrou um lucro líquido de R$ 368,4 milhões no segundo trimestre do ano-safra 2021/22, encerrado em 30 de setembro. A última linha do balanço do São Martinho representa alta de 11% ante o registrado em igual período da temporada 2020/21, de R$ 331,9 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia sucroenergética subiu 65,9% na mesma base de comparação, para R$ 790 milhões. Já a receita líquida do grupo São Martinho alcançou R$ 1,425 bilhão no segundo trimestre da safra, alta anual de 54%.

O lucro caixa ficou em R$ 431,49 milhões no trimestre, 37,8% superior ao verificado no mesmo período da temporada passada. A dívida líquida subiu 20,5% entre os meses de março e setembro de 2021, para R$ 3,2 bilhões.

A alavancagem, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda, passou de 1,38 vez em setembro de 2020 para 1,21 vez no mesmo mês de 2021. O capex de manutenção da companhia somou R$ 300,19 milhões no segundo trimestre da safra, aumento de 30,2% em relação ao de igual período da safra anterior.

Eduardo Vargas


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