Financeiro

O resultado de 45 sucroenergéticas visto por meio de 14 indicadores econômico-financeiros

Consultoria FG/A apresenta desempenho financeiro e operacional de grupos que representaram 60% da moagem do Centro-Sul durante a temporada 2018/19


novaCana.com - 06 fev 2020 - 08:53

Analisar o setor sob a ótica de indicadores – como alavancagem, liquidez e margem Ebitda – torna mais clara a disparidade e as dificuldades financeiras enfrentadas pelas sucroenergéticas. Afinal, ser maior não significa ser melhor: é preciso produzir mais a cada hectare de canavial, obter mais receita a cada litro de etanol ou saca de açúcar, além de ter um endividamento menor em relação à moagem.

Para observar estes e outros aspectos, a consultoria FG/A realizou um levantamento com 45 companhias do setor, apresentando diferentes indicadores agrícolas e industriais durante a temporada 2018/19.

Com 345,73 milhões de toneladas, a amostra corresponde a 60% da moagem do Centro-Sul; segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em 2018/19, foram moídas 572,7 milhões de toneladas na região.

Durante a NovaCana Ethanol Conference 2019, o sócio-fundador da FG/A, Juliano Merlotto, expressou alguns comentários sobre os dados. Segundo ele, a performance financeira do setor foi bastante parecida com a de 2017/18, especialmente na receita líquida por tonelada; mesmo que as usinas tenham sofrido com a depreciação nos preços do açúcar, elas conseguiram migrar seu mix de produção para o etanol e balancear os resultados. Além disso, margem Ebitda e Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) tiveram poucas mudanças entre as duas últimas safras.

Por outro lado, a despesa financeira das companhias destoou devido especialmente à variação cambial. “Tivemos um pouco mais de desembolso com juros, com uma alavancagem maior”, explicou Merlotto. Outro aumento foi na dívida por tonelada de cana, que passou de R$ 140/t para R$ 160/t. “Apesar da variação, na média, ser de R$ 20/t, alguns players alavancaram muito o seu balanço, principalmente por conta do câmbio e da performance operacional. Também vemos players com boa performance que reduziram o endividamento ano contra ano. Há uma variabilidade muito grande”, expressa.

A dívida líquida por Ebitda, um indicador um pouco mais sensível às mudanças, saiu de 2,4 vezes para 3,1 vezes, um aumento anual de 29,1%, conforme o analista da FG/A. Parte da “culpa” por esse aumento vem do campo. Merlotto explicou que o clima ruim fez com que as usinas tivessem que investir um pouco mais em cana – por vezes, as companhias precisaram até mesmo dar suporte aos fornecedores que tiveram problemas financeiros.

Além disso, devido ao mercado atrativo, empresas em boa situação financeira passaram a investir mais na produção de etanol e na cogeração. Com isso, elas também ampliaram seus endividamentos.

Confira, na versão completa, 14 gráficos com os indicadores econômico financeiros de 45 players analisados pela FG/A:

- Faturamento líquido sobre moagem
- Ebitda sobre moagem
- Margem Ebitda
- Dívida líquida sobre moagem
- Variação da dívida líquida sobre moagem
- Alavancagem
- Liquidez corrente
- Caixa sobre dívida de curto prazo
- Custo-caixa sobre moagem
- Despesas administrativas sobre moagem
- Despesa financeira líquida sobre moagem
- Ebitda sobre soma da dívida de curto prazo e da despesa financeira líquida
- Ebitda sobre despesa financeira líquida
- Dívida líquida sobre rendimento operacional


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