Financeiro

RenovaBio: Três bancos já estão em conversa com MME para escrituração de CBios


Money Times - 26 nov 2019 - 08:56 - Última atualização em: 10 dez 2019 - 13:56

Com o RenovaBio rodando a partir de janeiro, os primeiros bancos a escriturarem os créditos de descarbonização (CBios) serão Santander, Itaú e Citibank – o primeiro já está confirmado, enquanto os outros dois ainda estão em negociação. A informação é do coordenador de biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Paulo Costa.

Com o amadurecimento do novo papel e o aumento da liquidez esperada para o segundo semestre de 2020, a pasta espera tanto um maior número de emissores quanto de instituições atuantes. A expectativa é a de que todos os bancos de varejo e outros, como o Citi, entrem no processo.

Por hora, o mercado ainda questiona qual será ser o valor de face inicial dos CBios. Paulo Costa evita avaliar “para não ancorar o mercado”, mas afirma que trabalha com a previsão de que um CBio possa valer, inicialmente, em torno de US$ 10.

No momento, a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) já conta com aproximadamente 160 produtoras – entre usinas de etanol, processadoras de biodiesel e outras – em processo de certificação. Além disso, cinco usinas já estão certificadas para emitirem CBios.

Isso, porém, não significa que todas vão começar 2020 vendendo CBios. “O aprendizado vai determinar a entrada dos agentes em todas as pontas, tanto na produção quanto na negociação de mercado”, avalia o executivo do MME, que tem acelerado as conversas e reuniões com empresários nesta reta final até a decolagem do RenovaBio.

Certificação e auditoria

O processo de certificação das usinas começa por uma auditoria interna, onde é realizado um mapeamento de todos seus processos e fornecedores.

Após o preenchimento da calculadora do programa, a RenovaCalc, as empresas devem contratar uma auditoria externa para inspecionar as informações. Atualmente, 10 firmas inspetoras já foram autorizadas pela ANP para esta função e para a realização de uma consulta pública obrigatória a respeito da nota atribuída a cada biocombustível.

Ao final do processo, as usinas poderão emitir CBios de acordo com a nota atribuída ao processo produtivo – quanto menores as emissões, melhor a nota – e no volume de biocombustível vendido às distribuidoras.

Na sequência, os títulos serão negociados no mercado, podendo ser adquiridos tanto pelas distribuidoras, que possuem metas a cumprir, quanto por outros interessados.

Giovanni Lorenzon
Com edição novaCana.com