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Financeiro

Raízen tem lucro líquido de R$ 1,4 bilhão no terceiro trimestre da safra 2021/22

Moagem de cana-de-açúcar da companhia alcançou 75,9 milhões de toneladas no acumulado da safra 2021/22


Suno Notícias - 15 fev 2022 - 09:01

A Raízen obteve, no terceiro trimestre da safra 2021/22, R$ 1,4 bilhão de lucro líquido consolidado sem ajustes. Este valor é 100% superior ao terceiro trimestre de 2020/21, quando havia registrado R$ 408,5 milhões.

Por sua vez, o valor ajustado da Raízen totalizou R$ 1,2 bilhão no terceiro trimestre da safra. No mesmo período do ano anterior, ele era de R$ 384 milhões.

De acordo com a companhia, o terceiro trimestre da safra trouxe oportunidades para os negócios e, em apenas nove meses, a empresa já superou a receita e o Ebtida (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de todo o ano-safra 2020/21.

“Aproximadamente 75% do nosso resultado é proveniente de fonte limpa e renovável. Estamos caminhando de forma consistente para cumprir nossas metas e compromissos assumidos no IPO. Tudo isso nos dá ainda mais força para seguirmos na missão de redefinir o futuro da energia”, escreveu o CEO da Raízen, Ricardo Mussa.

A receita operacional líquida totalizou R$ 55,3 bilhões. Deste total, R$ 7,4 bilhões vieram do segmento de renováveis (etanol, cogeração de eletricidade e outros produtos); R$ 5,9 bilhões do de açúcar; e R$ 45,4 bilhões de marketing e serviços (distribuição de combustíveis e lojas de conveniência, além de operações na Argentina e no Paraguai). Nessa conta, os ajustes e eliminações totalizaram o resultado negativo de 3,7 bilhões.

Já o Ebtida consolidado totalizou R$ 4,4 bilhões, avanço de 18% na comparação com terceiro trimestre da safra 2020/21.

Moagem e produção

De acordo com a Raízen, as usinas de cana-de-açúcar moeram 7,4 milhões de toneladas no trimestre, totalizando 75,9 milhões de toneladas no acumulado da safra. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, houve retração de 49% e 13%, respectivamente.

“A redução no volume de processamento de cana-de-açúcar nesta safra se deve principalmente aos efeitos da estiagem prolongada; às geadas que afetaram parte do Centro-Sul, impactando inclusive o cronograma de colheita da safra; e a episódios de incêndios em diversas regiões em virtude do clima seco”, justifica a companhia.

O desempenho ainda foi agravado pela queda na concentração de açúcares totais recuperáveis (ATR), que foi de 136,4 kg/t no acumulado de abril a dezembro. Ainda assim, segundo a Raízen, a retração poderia ter sido maior: “O impacto adverso do clima foi atenuado pelo resultado positivo dos investimentos e foco na gestão voltada para melhoria contínua de produtividade e eficiência agrícola”.

Com isso, a produção de açúcar e de etanol da companhia também caiu. No caso do adoçante, foram fabricadas 469 mil toneladas no trimestre (-53,3%) e 5,18 milhões de toneladas no acumulado (-17%). Já em relação ao biocombustível, a produção foi de 351 milhões de litros de outubro a dezembro (-49,6%) e 3,09 bilhões de litros nos três trimestres da temporada (-10,7%).

Ainda de acordo com a Raízen, as vendas de etanol totalizaram 1,29 bilhão de litros no trimestre (-25,4%) e 3,49 bilhões de litros na safra (-18,9%). “A redução no volume de vendas de etanol próprio no trimestre e no período acumulado reflete a estratégia de comercialização para o ano e a menor disponibilidade de produto, devido à quebra de safra”, explica.

Por sua vez, a comercialização de açúcar foi de 2,26 milhões de toneladas no trimestre (-35%) e de 6,14 milhões de toneladas no acumulado (-17,8%).

“A queda na produção e no volume vendido de açúcar foi compensada pelo melhor preço médio que atingiu R$ 2.279/t (+44%), beneficiando-se do cenário mais positivo de preços da commodity, alavancado pela maior participação da Raízen na cadeia de valor do açúcar”, completa.

Resultado operacional

O capex, despesas do capital para investimentos, totalizou R$ 1,6 bilhão no trimestre, alta de 62% na comparação de mesmo período; e R$ 34 bilhões no período acumulado, avanço de 38%. Conforme o documento, os valores estão em linha com o plano de investimentos previsto para o ano.

As despesas com vendas, gerais e administrativas somaram R$ 405 milhões no trimestre (+6%) e R$ 1,2 bilhão no acumulado da safra (+19%), resultado de maiores gastos com logística, fretes e da inflação, parcialmente compensados pelo menor volume de vendas no período.

O custo da dívida líquida da Raízen foi de R$ 325 milhões no trimestre devido principalmente ao aumento na taxa Selic na comparação entre os períodos.

A empresa encerrou o trimestre com uma dívida líquida de R$ 19,2 bilhões. A alavancagem fechou o trimestre em 1,7 vez (período de 12 meses), versus 2,7 vezes um ano antes.

Segundo o documento, o desempenho da alavancagem reflete a melhora do resultado operacional; a entrada de recursos do IPO, compensada pela saída de caixa referente à aquisição da Biosev; e os estoques de açúcar e etanol a serem comercializados posteriormente.

A posição de caixa e equivalentes da Raízen alcançou R$ 5,2 bilhões, além da disponibilidade de US$ 1 bilhão em linha de crédito rotativa com sindicato de bancos.

Poliana Santos
Com informações adicionais NovaCana


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