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Financeiro

Pesquisa com 88 usinas demonstra melhora nos resultados financeiros em 2020/21

Análise do Pecege apresentou melhoria em dados de receita, alavancagem, liquidez e endividamento na média setorial, mas destaca a já conhecida disparidade do setor


NovaCana - 14 dez 2021 - 09:53

A temporada 2020/21 foi, inegavelmente, favorável para o setor sucroenergético – pelo menos para a média.

Algumas usinas melhoraram a sua eficiência operacional no período, com a evolução do controle de custos, justamente porque foram desafiadas logo no início da safra, especialmente por conta do início da pandemia de coronavírus.

Houve significativa melhora na geração operacional de caixa, em grande medida motivada pela elevação da receita de vendas, principalmente do açúcar. Também ocorreu redução do endividamento médio do setor, assim como evolução da posição de liquidez tanto pelo aumento de caixa quanto pelo reperfilamento da dívida.

Tais afirmações foram feitas pela economista Beatriz Ferreira durante evento realizado pelo Instituto de Pesquisa e Educação Continuada em Economia e Gestão (Pecege). Na ocasião, ela apresentou um estudo feito pelo instituto sobre os indicadores econômico-financeiros do setor sucroenergético durante o ciclo 2020/21, realizado com 88 grupos de açúcar e etanol.

“De forma geral, olhando para a média do setor, houve um ganho de musculatura financeira para a próxima safra, mas temos que lembrar que isso não foi unânime entre todas as usinas”, ponderou Ferreira. Isso ocorre, pois ainda existe grande disparidade entre os grupos que pode se intensificar num cenário de elevação significativa de preço e custos, como afirma a economista.

Ferreira ainda diz que o efeito do período de comercialização na apuração da receita líquida de vendas é essencial para identificar as diferenças entre as usinas da amostra. “Quando olhamos, por exemplo, para o preço do VHP, que vai ser refletido na receita líquida de vendas das usinas, ele vai ser fortemente impactado não só pelo mercado spot [à vista] mas pelos preços que foram fixados pelas unidades lá atrás”, destaca. Portanto, sofre influências tanto da fixação do preço do açúcar no mercado da ICE, de Nova Iorque, quanto do câmbio.

No caso do etanol, a comercialização é mais forte no mercado à vista, o que torna o período de venda importante. Conforme Ferreira, as usinas que tinham baixa liquidez e precisavam desse caixa comercializaram o biocombustível justamente no início do ciclo, gerando um efeito negativo na apuração da receita líquida de vendas.

Confira na versão completa e restrita aos assinantes do NovaCana a análise realizada pelo Pecege, com gráficos ilustrativos, apresentando dados de receita líquida, endividamento, liquidez, alavancagem e demais detalhes pertinentes à pesquisa.


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