Financeiro

Pequenos investidores já podem reservar ações de IPO da Raízen

Estreia da empresa na B3 está prevista para o dia 5 de agosto


Exame - 22 jul 2021 - 07:58 - Última atualização em: 22 jul 2021 - 10:27

Começou nesta quarta-feira, 21, o prazo para que o pequeno investidor participe da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), da Raízen, sucroenergética dos grupos Cosan e Shell. O período de reserva para entrar no IPO da joint venture vai até o dia 2 de agosto e a empresa estreia na B3 no dia 5 do mesmo mês, com o ticker RAIZ4.

Líder em biocombustíveis, a Raízen pode levantar R$ 6,7 bilhões no IPO, considerando o ponto médio da faixa indicativa, que vai de R$ 7,40 a R$ 9,60 por papel.

Se as ações saírem pelo preço máximo e houver demanda suficiente para venda de lotes extras, a oferta pode captar até R$ 10,4 bilhões, o que a colocaria entre as maiores ofertas da história da B3. O maior IPO já registrado na bolsa brasileira foi o do Santander, em 2009, que levantou R$ 13,2 bilhões.

Os investidores que quiserem participar do IPO precisam avisar sua corretora sobre quantos papéis gostariam de comprar no IPO e por qual preço. O valor mínimo para participar é de R$ 3 mil e o máximo é de R$ 1 milhão.

A oferta é primária, ou seja, todos os recursos serão encaminhados para o caixa da companhia, sem venda de participação dos sócios. A Raízen afirmou que pretende usar os recursos da oferta para construir novas plantas para expandir a produção e as vendas de biocombustíveis. Os planos envolvem, também, investimentos em eficiência e produtividade e na infraestrutura de armazenagem e logística para suportar o crescimento de volume de renováveis e açúcar.

A companhia teve receita líquida de R$ 114,6 bilhões no ano-safra encerrado em março de 2021, o que a coloca entre as cinco maiores empresas do Brasil em receita.

A Raízen conta com 26 unidades de produção de açúcar, etanol e bioenergia – um número que deve chegar a 35 após a incorporação da Biosev. Uma meta divulgada anteriormente indicou que a moagem de cana da companhia poderia aumentar para até 64 milhões de toneladas na safra 2021/22.

A oferta é coordenada por BTG Pactual, Citigroup, Bank of American, Credit Suisse, Bradesco BBI, JPMorgan, Santander, XP Investimentos, HSBC, Morgan Stanley, Safra e Scotiabank

Beatriz Quesada
Com informações adicionais da Reuters