Financeiro

Pecege analisa os custos de produção e a rentabilidade de 69 usinas em 2020/21

O gasto médio para a produção da cana foi de R$ 9.184,60/ha, 7,5% a mais que em 2019/20; despesas industriais, administrativos, com vendas e bioeletricidade também cresceram


NovaCana - 03 ago 2021 - 08:53

De maneira geral, as usinas sucroenergéticas do Centro-Sul brasileiro não têm motivos para reclamar no que diz respeito a rentabilidade da temporada 2020/21, ainda que tenham experimentado custos mais altos.

Em um ciclo permeado por altos e baixos, o setor saiu de um ‘céu de brigadeiro’ para um ‘mar de incertezas’ a partir de abril, em um cenário especialmente motivado pela pandemia de coronavírus. No fim da safra, o panorama foi positivo e “até melhor” do que se esperava no início, conforme relata o professor João Rosa, que atua como gestor de novos projetos do Instituto de Pesquisa e Educação Continuada em Economia e Gestão (Pecege).

Durante o evento Expedição Custos Cana, Rosa relembrou como a temporada se desenhou promissora, com o açúcar tendo recuperação de preço no início de 2020, além de redução da taxa básica de juros, fator favorável para um setor com alto valor relacionado aos seus ativos. A estes elementos se somavam, ainda, as expectativas positivas do primeiro ano do RenovaBio.

Entretanto, em abril, houve uma virada: o início da pandemia e das restrições de mobilidade social foram somados ao conflito entre Rússia e Arábia Saudita que fez o petróleo chegar a preços negativos. Além disso, o atraso na aprovação das reformas e a desvalorização do câmbio também contribuíram para um panorama desfavorável.

Ainda assim, os bons preços do açúcar, a recuperação do etanol vista ao longo do ano e as receitas com cogeração auxiliaram no resultado de uma temporada que teve, também, a colaboração dos créditos de descarbonização (CBios) e dos subprodutos. Além disso, Rosa observa que as chuvas vistas no começo de 2020 aumentaram a produtividade agrícola e a qualidade da matéria-prima. Tudo isso, segundo ele, atenuou o impacto do crescimento nos custos de produção contabilizado pelas usinas.

“Tivemos recorde na produção de açúcar e margens econômicas expressivas. Na média, mais para uns e menos para outros, foi uma safra de boa rentabilidade”, resume.

“Foi um ano desafiador em termos de custos, mas foi muito bom em termos de preço, algo que veremos com outra intensidade nesta temporada [2021/22]. O custo vai aumentar em uma grande proporção, mas com preços melhores”, João Rosa (Pecege)

Confira, na versão restrita para assinantes, gráficos e análises sobre:

- Custos das usinas na produção de cana-de-açúcar em 2019/20 e 2020/21;
- Custos das usinas no processamento industrial em 2019/20 e 2020/21;
- Custos das usinas na produção de bioeletricidade em 2019/20 e 2020/21;
- Despesas gerais, administrativas e com vendas das usinas em 2019/20 e 2020/21;
- Custos e rentabilidade dos CBios em 2020/21;
- Dispersão dos gastos das usinas em cada etapa – das mais eficientes a menos eficientes;
- Rentabilidade geral do açúcar e do etanol em 2019/2020 e 2020/21;
- Custos com arrendamentos em 2020/21;
- Indicadores técnicos médios das usinas analisadas em 2019/20 e 2020/21.


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