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Número de CBios disponíveis atende a 56% da meta do RenovaBio para 2020

Distribuidoras já compraram mais de 600 mil títulos – mais da metade das aquisições ocorreu na última quinzena

NovaCana 4 min de leitura

A recente definição das metas do programa RenovaBio, publicada em Diário Oficial no dia 10 de setembro, mexeu com o mercado dos créditos de descarbonização inerentes ao programa, os CBios. Agora, as distribuidoras confirmaram que precisarão comprar 14,53 milhões de títulos até o final do ano.

No momento, conforme dados da B3 – bolsa de valores responsável pelo acompanhamento deste mercado –, aproximadamente de 8,13 milhões de CBios já foram emitidos pelas usinas produtoras de biocombustíveis. Esta quantia é suficiente para atender a 55,9% da meta estabelecida para este ano.

Ao mesmo tempo, também de acordo com a B3, apenas 77 créditos foram retirados de circulação até agora. Este processo, chamado aposentadoria, acontece quando uma distribuidora ou investidor decide “dar baixa” no CBio para atender a sua meta individual ou compensar suas emissões de CO2. Com isso, o número de títulos disponíveis no mercado corresponde a quase a totalidade de créditos já emitidos.

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), por sua vez, até 9 de setembro já haviam sido gerados lastros suficientes para a emissão de 8,54 milhões de CBios. Desta forma, mais 412,2 mil créditos podem ser disponibilizados para comercialização nos próximos dias.

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A recente definição das metas do programa RenovaBio, publicada em Diário Oficial no dia 10 de setembro, mexeu com o mercado dos créditos de descarbonização inerentes ao programa, os CBios. Agora, as distribuidoras confirmaram que precisarão comprar 14,53 milhões de títulos até o final do ano.

No momento, conforme dados da B3 – bolsa de valores responsável pelo acompanhamento deste mercado –, aproximadamente de 8,13 milhões de CBios já foram emitidos pelas usinas produtoras de biocombustíveis. Esta quantia é suficiente para atender a 55,9% da meta estabelecida para este ano.

Ao mesmo tempo, também de acordo com a B3, apenas 77 créditos foram retirados de circulação até agora. Este processo, chamado aposentadoria, acontece quando uma distribuidora ou investidor decide “dar baixa” no CBio para atender a sua meta individual ou compensar suas emissões de CO2. Com isso, o número de títulos disponíveis no mercado corresponde a quase a totalidade de créditos já emitidos.

cbios b3 1 estoques 160920

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), por sua vez, até 9 de setembro já haviam sido gerados lastros suficientes para a emissão de 8,54 milhões de CBios. Desta forma, mais 412,2 mil créditos podem ser disponibilizados para comercialização nos próximos dias.

Mercado aquecido

Segundo informações disponibilizadas pela B3, as distribuidoras de combustíveis fósseis – que têm uma meta a cumprir – adquiriram 618,23 mil títulos até o momento. Só na primeira quinzena de setembro foi comprado 53% deste total, 327,44 mil CBios.

Ainda assim, o número de créditos atualmente em posse das distribuidoras é equivalente a aproximadamente 4,2% da meta do programa. Para atender ao objetivo estabelecido pelo CNPE, 13,87 milhões de CBios devem ser comercializados – e aposentados – até 31 de dezembro deste ano.

cbios b3 2 vendidos 160920

O mercado está sendo considerado aquecido desde o final de agosto, quando o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) se reuniu para definir os novos objetivos do programa. Na ocasião, embora a meta ainda dependesse da aprovação presidencial, já circulava no mercado a informação de que seriam adotados os valores sugeridos pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

A divulgação oficial das metas, no entanto, foi acompanhada por um aumento no preço médio das negociações. Na média, os CBios comercializados na primeira quinzena de setembro foram vendidos a R$ 21. O valor está 2,82% acima da média histórica dos créditos, R$ 20,43.

No período, o preço mais alto foi registrado em 15 de setembro, R$ 24. Já o mais baixo se repetiu nos dois primeiros dias do mês: R$ 19,75.

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Desde a primeira venda de CBios, em 15 de junho, a B3 afirma que 1,16 milhão de títulos já foram negociados. Durante todo o período, o maior valor registrado foi R$ 51, referente à primeira negociação. Em contrapartida, o preço mais baixo aconteceu em 25 e em 30 de junho, quando créditos foram adquiridos por R$ 15 cada.

Renata Bossle – NovaCana

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