Até o final de agosto, mais de 95% dos títulos emitidos pelas produtoras de biocombustíveis não havia sido comercializado
Embora as novas metas do programa RenovaBio já tenham sido determinadas, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) ainda não publicou quantos créditos de descarbonização (CBios) as distribuidoras de combustíveis fósseis precisarão adquirir em 2020. A princípio, fontes ouvidas pela Agência Estado asseguram que será mantido o volume submetido à consulta pública pelo Ministério de Minas e Energia (MME): 14,53 milhões.
Caso isso se comprove, o número de CBios ofertados até o fim de agosto seria suficiente para atender a 48,3% da demanda criada pelo programa. Segundo números disponibilizados pela B3 – responsável por acompanhar o mercado de créditos –, um total de 7,02 milhões de títulos foram emitidos até 1º de setembro.
De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), por sua vez, até 31 de agosto, as usinas já haviam apresentado notas fiscais de venda suficientes para a geração de 7,8 milhões de créditos. Desta forma, mais 783 mil CBios podem ser disponibilizados nos próximos dias.
Ainda conforme as informações apresentadas pela B3, as distribuidoras que têm uma meta obrigada a cumprir já adquiriram 297,1 mil títulos até o momento. Aproximadamente 68% deste total – 203,07 mil CBios – foi comprado na segunda quinzena de agosto, caracterizando um aquecimento do mercado.
Saiba mais sobre o mercado de CBios – incluindo preços, volumes negociados, mercado entre investidores e o número de créditos aposentados – no texto completo (exclusivo para assinantes).
Embora as novas metas do programa RenovaBio já tenham sido determinadas, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) ainda não publicou quantos créditos de descarbonização (CBios) as distribuidoras de combustíveis fósseis precisarão adquirir em 2020. A princípio, fontes ouvidas pela Agência Estado asseguram que será mantido o volume submetido à consulta pública pelo Ministério de Minas e Energia (MME): 14,53 milhões.
Caso isso se comprove, o número de CBios ofertados até o fim de agosto seria suficiente para atender a 48,3% da demanda criada pelo programa. Segundo números disponibilizados pela B3 – responsável por acompanhar o mercado de créditos –, um total de 7,02 milhões de títulos foram emitidos até 1º de setembro.
De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), por sua vez, até 31 de agosto, as usinas já haviam apresentado notas fiscais de venda suficientes para a geração de 7,8 milhões de créditos. Desta forma, mais 783 mil CBios podem ser disponibilizados nos próximos dias.

Ainda conforme as informações apresentadas pela B3, as distribuidoras que têm uma meta obrigada a cumprir já adquiriram 297,1 mil títulos até o momento. Aproximadamente 68% deste total – 203,07 mil CBios – foi comprado na segunda quinzena de agosto, caracterizando um aquecimento do mercado.
A quantia, entretanto, é equivalente a pouco menos de 2% da meta proposta para o programa, que deve ser cumprida até 31 de dezembro.
A última quinzena de agosto também se caracteriza pela primeira redução no volume de CBios em posse de investidores que não têm metas a cumprir. Em 17 de agosto, o estoque de créditos em partes não obrigadas caiu de 39,57 mil para 33,45 mil, um montante que tem se mantido estável desde então.

Segundo a B3, apenas 18 CBios foram retirados de circulação até agora, por meio da chamada aposentadoria.
Preço dos CBios
De acordo com a B3, 276,1 mil CBios mudaram de mãos durante a segunda quinzena de agosto. No período, cada crédito foi negociado, em média, a R$ 19,81. O valor está levemente abaixo da média histórica de R$ 19,85.
Desde a primeira venda de CBios, em 15 de junho, a B3 afirma que 583,5 mil títulos já foram negociados. Durante todo o período, o maior valor já registrado foi R$ 51 – referente à primeira negociação. Em contrapartida, o preço mais baixo aconteceu em 25 e em 30 de junho, quando cada crédito foi adquirido por R$ 15.

Ao longo do mês de agosto, porém, a variação nos valores foi baixa. No período, os CBios foram negociados entre R$ 19,50 e R$ 22.
Renata Bossle – NovaCana