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Nova comercialização de CBios indica desvalorização dos créditos do RenovaBio

Enquanto a primeira negociação teve CBios negociados a R$ 50, agora, cada título foi vendido a R$ 15; novamente, compra foi realizada por parte não obrigada

NovaCana 4 min de leitura

Dez dias após a divulgação da primeira negociação de CBios, créditos de descarbonização criados pelo RenovaBio, a segunda negociação já consta na plataforma da B3, a bolsa de valores do país, onde é feito o registro das comercializações.

O diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Miguel Ivan Lacerda, também comentou o assunto em sua página pessoal no LinkedIn.

Lacerda divulgou que, ontem (25), foram adquiridos 2 mil créditos a R$ 15 cada. Ou seja, o número de títulos vendidos é superior ao primeira transação – quando foram comercializados apenas 100 CBios –, mas o valor ficou abaixo do registrado anteriormente. Na primeira venda, cada unidade foi negociada, em média, por R$ 50,50.

A diferença do total das transações, então, foi de R$ 24,95 mil, já que a primeira totalizou R$ 5,05 mil e a segunda, R$ 30 mil. Desta forma, com o maior número de crédito vendidos, a nova negociação movimentou um maior valor financeiro, mesmo que o crédito tenha sido desvalorizado.

Lacerda e o sistema da B3 informaram que, novamente, a comercialização foi feita envolvendo uma parte não obrigada no programa, ou seja, os CBios não foram adquiridos por um distribuidor de combustíveis que tem uma meta a cumprir.

Saiba mais sobre a negociação de CBios e o cenário atual do RenovaBio no texto completo.

Dez dias após a divulgação da primeira negociação de CBios, créditos de descarbonização criados pelo RenovaBio, a segunda negociação já consta na plataforma da B3, a bolsa de valores do país, onde é feito o registro das comercializações.

O diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Miguel Ivan Lacerda, também comentou o assunto em sua página pessoal no LinkedIn.

Lacerda divulgou que, ontem (25), foram adquiridos 2 mil créditos a R$ 15 cada. Ou seja, o número de títulos vendidos é superior ao primeira transação – quando foram comercializados apenas 100 CBios –, mas o valor ficou abaixo do registrado anteriormente. Na primeira venda, cada unidade foi negociada, em média, por R$ 50,50.

A diferença do total das transações, então, foi de R$ 24,95 mil, já que a primeira totalizou R$ 5,05 mil e a segunda, R$ 30 mil. Desta forma, com o maior número de crédito vendidos, a nova negociação movimentou um maior valor financeiro, mesmo que o crédito tenha sido desvalorizado.

Lacerda e o sistema da B3 informaram que, novamente, a comercialização foi feita envolvendo uma parte não obrigada no programa, ou seja, os CBios não foram adquiridos por um distribuidor de combustíveis que tem uma meta a cumprir.

Para Lacerda, este cenário é preocupante porque diminui a possibilidade de criação de valor para o CBio. “A aquisição do CBio por investidores que não fazem parte do setor de combustíveis reduz o preço da cesta de combustíveis ao consumidor”, afirma.

As informações sobre o estoque, a geração e as negociações dos créditos podem ser conferidas no site da B3. Porém a consulta aos volumes negociados traz um resultado equivocado, com uma contabilização feita em dobro. Os dados diferem das outras planilhas da B3 e do que foi divulgado por Lacerda – e até mesmo pelo primeiro comprador, a consultoria Datagro.

Atualmente, o estoque de CBios ativos está em 1,08 milhões. Dentre eles, 2,1 mil estão de posse de companhias que não têm metas a cumprir.

Metas e estoque

Atualmente, qualquer interessado, pessoa física ou jurídica e, especialmente, as distribuidoras obrigadas, pode adquirir CBios. Para isso, basta fazer um contrato com alguma das corretoras autorizadas pelo programa para negociação dos créditos.

Segundo fontes do mercado, as distribuidoras ainda não iniciaram seus processos de compra tanto por conta das metas, que estão sendo revistas, quanto pela tributação de 34% que deve ser aplicada aos créditos.

A nova meta, que está em consulta pública, determina que as empresas que comercializaram combustíveis fósseis em 2019 terão que adquirir 14,53 milhões de CBios – pré-pandemia de coronavírus, a quantidade ultrapassava os 28 milhões. Desta forma, por ora, o número de créditos registrados na B3 representa 7,43% do que deve ser adquirido ao longo do ano.

Rafaella Coury – NovaCana

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