Financeiro

Menor consumo de combustíveis afeta perspectiva da S&P para seis sucroenergéticas

Adecoagro, Cerradinho, Cocal, CMAA, Coruripe e Jalles Machado tiveram perspectiva de crédito alterada de estável para negativa; São Martinho e Raízen não foram afetadas


novaCana.com - 09 abr 2020 - 10:53

Já é de conhecimento do setor de etanol que a pandemia de coronavírus e a forte queda nos preços do petróleo devem afetar a demanda pelo biocombustível e, consequentemente, os resultados das companhias. Acompanhando este cenário, a S&P Global Ratings comunicou ações de rating negativas para seis sucroenergéticas brasileiras.

De acordo com a agência de classificação de risco, as companhias tiveram suas perspectivas alteradas de estável para negativa por conta de métricas de crédito e liquidez pressionadas. Com isso, a S&P entende que as empresas podem ter suas notas rebaixadas na próxima avaliação.

As companhias afetadas foram: Adecoagro, Cerradinho, Cocal, Companhia Mineira de Açúcar e Álcool Participações (CMAA), Coruripe e Jalles Machado. Além delas, a S&P também acompanha os desempenhos de São Martinho e Raízen, mas optou por manter a perspectiva estável de ambas.

“A tendência geral negativa reflete a probabilidade de rebaixamento dos ratings, dependendo da capacidade das empresas de se adaptarem ao aumento das necessidades de capital de giro, ao ajuste nos investimentos e à rolagem de vencimentos de curto prazo para preservar caixa”, aponta a agência.

De acordo com a S&P, embora a demanda de etanol possa se recuperar no segundo semestre de 2020, as incertezas sobre o momento devem pressionar a liquidez das empresas e “deteriorar” suas métricas de crédito. O comunicado ainda reforça que possíveis rebaixamentos dependerão da flexibilidade de cada empresa para maximizar a produção de açúcar, dos volumes de fixações de preços de açúcar e do colchão de liquidez, além de outros fatores individuais.

“Os participantes do setor estão tentando mudar seu mix de produção de etanol para açúcar, mas eles ainda têm de fazer frente às elevadas necessidades de capital de giro para carregar a maior parte dos volumes de produção de etanol em meio à queda nos preços”, descreve a S&P, que completa: “Em nossa opinião, isso pressionará as métricas de crédito e a liquidez nos próximos trimestres”.

No texto completo, saiba mais sobre as projeções da S&P para o mercado de açúcar e etanol, assim como as perspectivas para todas as empresas do setor sucroenergético analisadas pela agência.


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