Financeiro

Lucro da São Martinho cresce 66,6%, para R$ 142,7 milhões, no 4º tri da safra 2019/20


Agência Estado - 30 jun 2020 - 08:25

O grupo São Martinho reportou lucro líquido de R$ 142,7 milhões no quarto trimestre do ano-safra 2019/20, encerrado em 31 de março. O resultado representa alta de 66,6% ante o registrado em igual período da temporada 2018/19. Os resultados foram divulgados ontem à noite, após o fechamento do mercado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia sucroenergética subiu 13,7% na mesma base de comparação, para R$ 579,51 milhões.

Durante toda a safra, o lucro líquido acumulado subiu 103,5%, para R$ 639,01 milhões. O Ebitda ajustado da safra avançou 12,9% no período, para R$ 1,857 bilhão.

A receita líquida do grupo alcançou R$ 1,146 bilhão no trimestre, alta anual de 2%; no acumulado, o avanço foi de 9,5%, para R$ 3,701 bilhões. O lucro caixa ficou em R$ 164,86 milhões (+4,3%) no trimestre e em R$ 713,547 milhões (+54,7%) no acumulado da safra.

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A dívida líquida consolidada subiu 19,9% no trimestre encerrado em março na comparação interanual, passando para R$ 2,87 bilhões no último trimestre da temporada. A alavancagem passou de 1,46 vez para 1,55 vez.

No início de abril, a companhia afirmou que a forte desvalorização do petróleo e a desaceleração no consumo de açúcar em função da pandemia de coronavírus levariam o grupo a apresentar resultados mais fracos no trimestre.

Assumindo como base o hedge robusto de açúcar feito pela empresa antes da pandemia, entretanto, os analistas do banco elevaram a recomendação para as ações da empresa de neutro para compra, com preço-alvo de R$ 23 por ação.

Produção

A companhia relatou processamento de 22,64 milhões de toneladas de cana ao fim da temporada. A produção de açúcar ficou em 1,106 milhão de toneladas, 11,4% acima do fabricado na safra anterior. Já a do etanol ficou 6,9% acima, em 1,172 bilhão de litros.

Na comparação com a safra 2018/19, o processamento de cana aumentou em 10,7%, mas o Açúcar Total Recuperável (ATR) médio caiu 2%, para 139,4 quilos por tonelada. O mix entre açúcar e etanol foi praticamente o mesmo: 63% para o biocombustível e 37% para o adoçante em 2019/20, ante 64% e 36%, respectivamente, em 2018/19.

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A partir desta estratégia de produção, a companhia realizou a venda de 1,1 milhão de toneladas de açúcar na temporada, obtendo uma receita de R$ 1,24 bilhão com vendas a um preço médio de R$ 1.143,6/t. Desta forma, na comparação anual, houve um aumento de 7,7% no volume comercializado e de 4,1% no preço médio, resultando em um crescimento de 12,1% na receita com o produto.

Já em relação ao etanol, o volume vendido chegou a 1,11 bilhão de litros na temporada, o que representa uma queda de 3,5% em relação ao resultado da safra anterior. Porém, como o preço médio teve uma elevação de 10,7%, chegando a R$ 1,940,5/m³, a receita líquida obtida aumentou 6,9%, totalizando R$ 2,15 bilhões na temporada.

Por fim, a companhia ainda comercializou 973 GWh de energia elétrica, o que representa um aumento anual de 9,6%. Neste caso, porém, houve uma queda de 4,7% no preço médio, que ficou em R$ 224,5/MWh. Isto minimizou o impacto do aumento das vendas sobre a receita líquida obtida de R$ 218,4 milhões, o que caracteriza um aumento de 4,5%.

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Investimentos

O capex de manutenção da companhia somou R$ 433,05 milhões no quarto trimestre da safra, aumento de 15,2% em relação ao de igual período da safra anterior. O crescimento no acumulado da safra é de 12,9%, para R$ 1,137 bilhão.

A empresa atribui o aumento à alta dos “preços de insumos, como defensivos e fertilizantes, reflexo da variação cambial ocorrida no período, que impactou os investimentos relacionados ao plantio de cana e tratos culturais, combinado com o aumento da área plantada no período”, afirma no comunicado.

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O capex de melhoria operacional, composto por investimentos relacionados às trocas de equipamentos agrícolas e industriais, visando crescimento de produtividade, somou R$ 30,12 milhões no trimestre encerrado em março, retração de 23,9%.

Quanto ao capex de expansão, a companhia realizou investimentos que somaram R$ 34,161 milhões no quarto trimestre da safra, queda anual de 46,2%.

Para a safra 2020/21, a empresa estima um capex de manutenção de aproximadamente R$ 1,17 bilhão. Adicionalmente, estão previstos cerca de R$ 100 milhões de investimentos em melhoria operacional e projetos.

Julliana Martins
Com informações adicionais novaCana.com


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