Maior disponibilidade de produtos e melhores preços garantiram resultado positivo para a companhia
A Raízen Energia, maior grupo sucroenergético do Brasil, registrou lucro líquido de R$ 439,8 milhões no acumulado da safra 2020/21. O resultado de janeiro a março de 2021, período de entressafra que finaliza o ciclo, foi divulgado por sua controladora, Cosan, na última sexta-feira, 14.
O lucro acumulado da temporada ficou 820,1% acima do registrado em 2019/20, de R$ 47,8 milhões. O aumento se deve especialmente ao resultado do terceiro trimestre, de R$ 385,9 milhões; na entressafra, o dado ficou em R$ 181,1 milhões, 25,9% abaixo dos R$ 244,4 milhões do mesmo período da safra anterior.
O documento também destaca os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da companhia. Efetivamente, o indicador chegou a 5,48 bilhões no acumulado da temporada, 24,8% acima do resultado anterior, de R$ 4,39 bilhões. Na entressafra de 2020/21, o Ebitda ficou em R$ 1,55 bilhão, 19,6% abaixo do mesmo período do ano anterior, de R$ 1,92 bilhão.
Já no Ebitda ajustado, o comparativo do acumulado teve uma diferença menor, de 13,7%, saindo de R$ 3,4 bilhões em 2019/20 para R$ 3,9 bilhões em 2020/21. Entre janeiro e março, o resultado mais recente ficou em R$ 1,04 bilhão, queda de 32,8% em relação aos R$ 1,54 bilhão do período anterior.
Confira, na versão completa, restrita para assinantes, mais detalhes do fechamento da safra 2020/21 da Raízen, com informações sobre produção, comercialização dos produtos e perspectivas para o futuro da empresa.
A Raízen Energia, maior grupo sucroenergético do Brasil, registrou lucro líquido de R$ 439,8 milhões no acumulado da safra 2020/21. O resultado de janeiro a março de 2021, período de entressafra que finaliza o ciclo, foi divulgado por sua controladora, Cosan, na última sexta-feira, 14.
O lucro acumulado da temporada ficou 820,1% acima do registrado em 2019/20, de R$ 47,8 milhões. O aumento se deve especialmente ao resultado do terceiro trimestre, de R$ 385,9 milhões; na entressafra, o dado ficou em R$ 181,1 milhões, 25,9% abaixo dos R$ 244,4 milhões do mesmo período da safra anterior.
O documento também destaca os lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da companhia, especialmente na área chamada Renováveis & Açúcar. “Tivemos crescimento robusto de Ebitda na safra 2020/21, maximizando a estratégia de comercialização de produtos e capturando ganhos importantes de produtividade e de eficiência em custos”, afirma o CEO da Cosan, Luis Henrique Guimarães.
Efetivamente, o indicador chegou a 5,48 bilhões no acumulado da temporada, 24,8% acima do resultado anterior, de R$ 4,39 bilhões. Na entressafra de 2020/21, o Ebitda ficou em R$ 1,55 bilhão, 19,6% abaixo do mesmo período do ano anterior, de R$ 1,92 bilhão.
Já no Ebitda ajustado, o comparativo do acumulado teve uma diferença menor, de 13,7%, saindo de R$ 3,4 bilhões em 2019/20 para R$ 3,9 bilhões em 2020/21. Entre janeiro e março, o resultado mais recente ficou em R$ 1,04 bilhão, queda de 32,8% em relação aos R$ 1,54 bilhão do período anterior.
Produção e vendas
A moagem de cana durante a entressafra é tradicionalmente bem baixa, senão nula. Em 2020/21, conforme divulgado pela Raízen, a companhia moeu apenas 18 mil toneladas de cana-de-açúcar própria, ficando acima do mesmo período de 2019/20. Desta forma, o processamento total da temporada chegou a 61,45 milhões, 3,1% acima do acumulado anterior, de 59,62 milhões de toneladas.
O documento destaca a produção recorde de 8,3 milhões de toneladas de açúcar equivalente, crescimento de 7% no comparativo safra a safra, e o mix de produção total, que foi 52% voltado para o açúcar – na entressafra, por outro lado, ele foi 100% direcionado para o etanol.
“A maior produtividade agrícola do período (10,2 kg ATR/ha, variação de 6%) foi consequência dos investimentos que vêm sendo realizados para maximização da produção (TCH) dos canaviais, bem como do maior ATR, beneficiado pelo clima mais seco”, indica o documento, que complementa: “Este efeito proporcionou maior disponibilidade de produtos para venda”.
Efetivamente, o destaque fica com a comercialização total de açúcar ao longo da temporada, que atingiu 7,3 milhões de toneladas, 88,3% acima das 3,9 milhões de 2019/20. Só no período da entressafra, foram vendidas 2,04 milhões de toneladas, crescimento de 8,6% no comparativo anual. O alto volume, porém, fica abaixo do resultado do terceiro trimestre de 2020/21.
Este acréscimo de mais de 88% nas vendas se deve ao “maior volume produzido e à expansão das operações de originação e revenda, em linha com a estratégia da Raízen de ampliar sua atuação na cadeia de valor do açúcar”, explica o documento. Vale destacar que 82,3% das vendas de toda a safra foram para o mercado externo.
Com um preço médio de R$ 1.549 por tonelada do adoçante, crescimento de 30% no comparativo safra a safra – resultado da estratégia de hedges da companhia, que garantiu melhores valores –, a receita líquida com a comercialização acumulou R$ 11,48 bilhões, 144,8% acima dos R$4,65 bilhões de 2019/20.
O documento ainda ressalta o Ebitda ajustado da operação de açúcar da companhia, que subiu 60% no comparativo anual e totalizou R$ 1,7 bilhão. De acordo com a empresa, as vendas a preços médios melhores e a “captura de eficiências em custos” justificam o crescimento.
Já a comercialização de etanol, por outro lado, teve queda de 10,8% no volume, ficando em 4,75 bilhões de litros em 2020/21 contra 5,32 bilhões de 2019/20. O documento explica que o decréscimo na venda de terceiros, de 24%, e a pequena expansão na própria, de 5%, propiciaram o resultado. Esta redução é consequência da queda no consumo nacional de combustíveis devido à pandemia de coronavírus.
Ainda assim, a receita com as vendas de etanol pela Raízen aumentou 8,4% no comparativo safra a safra, indo de R$ 11,48 bilhões para R$ 12,44 bilhões. A subida dos preços compensou o menor volume comercializado.
Em relação aos estoques de etanol da Raízen, estavam armazenados 336 milhões de litros ao final da temporada 2020/21 – menor do que o registrado na safra anterior e a terceira quantia mais baixa desde 2016/17.
Já as vendas de energia tiveram queda de 31% no comparativo anual devido a preços menos atrativos no mercado à vista. Desta forma, a receita líquida da safra 2020/21 totalizou R$ 2,1 bilhões, redução de 45%, em função do menor comercializado a inferiores preços médios de venda (R$ 114/MWh, -21%).
A soma destas vendas – além das de outros produtos e serviços, que ficou em R$ 1,7 bilhão – totalizou a receita de R$ 9,42 bilhões no trimestre, crescimento de 4,8% ante os R$ 8,99 bilhões do mesmo período de 2020/21. Este é o segundo maior resultado da Raízen no indicador, ficando apenas atrás do trimestre anterior. No acumulado da safra, esta receita chegou a 32,09 bilhões, 4,5% acima dos 30,71 bilhões da temporada anterior.
Investimentos e possibilidades
O relatório ainda destaca os investimentos feitos durante a safra 2020/21: R$ 2,9 bilhões, um crescimento de 3% no comparativo anual explicado pelo plano de melhorias operacionais, pela inflação e aumento da taxa de câmbio no período.
“Estes efeitos foram parcialmente compensados pela contínua captura de eficiências nos processos operacionais da companhia”, comenta o documento, que completa: “Por consequência, o custo caixa unitário (ex-Consecana) da safra 2020/21 encolheu 3% em comparação ao período anterior, evidenciando o resultado da jornada de eficiência da companhia”.
O CEO da Cosan, Luis Henrique Guimarães, destaca os resultados consistentes do trimestre, ancorados nas macrotendências globais, muitas delas aceleradas pela pandemia. “A Raízen segue liderando a transição energética brasileira para uma matriz cada vez mais limpa, reinventando o futuro da energia”, afirma.
Além disso, ele reitera que estão se preparando para uma eventual oferta inicial de ações (IPO) da Raízen, que ocorrerá em momento oportuno e ainda está sujeita a aprovações finais. Isso reforça “a visão de portfólio ideal, que passa por ter as nossas subsidiárias também listadas”, afirma Guimarães.
NovaCana DATA
Rafaella Coury – NovaCana