O grupo São Martinho reportou um lucro líquido de R$ 429,7 milhões no terceiro trimestre do ano-safra 2022/23, o que representa uma queda de 38,3% ante o apurado em igual etapa do ano anterior. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia sucroenergética recuou 13,2% na mesma base de comparação, para R$ 774,9 milhões.
A receita líquida do Grupo São Martinho alcançou R$ 1,534 bilhão no terceiro trimestre da safra, alta anual de 0,2%, resultado de menores preço de comercialização de etanol (-13,5% sobre o terceiro trimestre de 2022) e maiores preços de açúcar (+13,2%).
Por sua vez, o índice de alavancagem da companhia em 31 de dezembro era equivalente a 1,24 vez a relação entre a dívida líquida e o Ebitda ajustado. No segundo trimestre de 2022/23, este número era de 1,27 vez.

Segundo a empresa, ao final de 2022, as fixações de preço de açúcar para a safra 2022/23 totalizavam cerca de 349 mil toneladas, a um preço de aproximadamente R$ 2.509/t. Para a safra 2023/24, as fixações totalizavam perto de 533 mil toneladas de açúcar a um preço de cerca de R$ 2.316/t.
O resultado financeiro do terceiro trimestre totalizou uma despesa de R$ 273,38 milhões, apresentando um aumento de 105,8% em relação ao mesmo intervalo do ano passado. Segundo a empresa, a variação do resultado reflete, principalmente, do aumento das despesas ao longo da safra, resultado da marcação a mercado dos derivativos (sem efeito caixa) que transformam (SWAP) a parcela da dívida em dólar e pré-fixada em indexação ao CDI.
No acumulado da safra 2022/23, a São Martinho registrou uma moagem de 20,02 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, alta de 0,6% na comparação com a temporada anterior. Por sua vez, a produção de açúcar foi de 1,21 milhão de tonelada (-7,4%), enquanto a de etanol foi de 898,9 milhões de litros (-1,6%).

A menor produção apesar do ligeiro avanço na moagem se deve à menor concentração de açúcar total recuperável (ATR) na cana, que caiu 4,5% em relação a 2021/22, de 146,7 kg/t para 140 kg/t.
“A performance decorre dos efeitos das condições climáticas ocorridas ao longo da safra 2021/22 – período de seca prolongado e geadas (que ocorreram em julho de 2021 em parte dos canaviais)”, justifica a companhia.
Gabriela Brumatti
Com informações adicionais NovaCana