Financeiro

Linha de crédito do BNDES para estocagem de etanol terá impacto limitado, diz Fitch

Em relatório, agência de classificação de risco argumenta que financiamentos não devem ser acessíveis para empresas em dificuldades financeiras


novaCana.com - 17 jun 2020 - 09:49 - Última atualização em: 17 jun 2020 - 15:08

A aprovação de um pacote de financiamentos do (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) BNDES para o setor sucroenergético, anunciada em 4 de junho, deve trazer um pequeno alívio apenas às empresas de açúcar e etanol mais orientadas ao biocombustível, segundo relatório publicado pela agência de classificação de risco Fitch Ratings.

“A queima de caixa tem sido alta para os produtores brasileiros durante o início da safra 2020/21 e a linha de crédito de R$ 3 bilhões para financiar o armazenamento de etanol, se totalmente desembolsada, não atende suficientemente às necessidades atuais do setor”, complementa.

Ainda de acordo com a Fitch, a nova linha do BNDES não deve ser acessível para empresas em dificuldades, pois a liquidez bancária permanece concentrada nas companhias com melhor saúde financeira. Além disso, os bancos parceiros devem concentrar o crédito nas empresas com as melhores métricas de suas carteiras.

“O auxílio pode beneficiar não mais que 10% da produção total de 28 bilhões de litros de etanol que se espera produzir em 2020/21”, aponta o relatório, que segue: “É improvável que ele chegue às empresas em dificuldades financeiras, pois a linha de crédito foi projetada para incluir bancos privados”.

A Fitch argumenta que o reembolso de dois anos e o período de carência de 12 meses aumentam a atratividade da linha em tempos de condições de crédito mais difíceis no Brasil. Ainda assim, a maior parte dos emissores classificados pela agência teria boa capacidade de negociação e risco de refinanciamento abaixo da média, sendo menos provável que elas se beneficiem dos termos e condições do BNDES para o auxílio financeiro.

“Para o setor, o auxílio financeiro tem potencial para suportar os preços do etanol ao ajudar as empresas a manter níveis de estoque elevados e evitar a venda de etanol nos preços atuais”, analisa, mas pondera: “Já as empresas com flexibilidade financeira adequada, que optaram por manter os estoques de etanol e maximizar a produção de açúcar, podem acabar obtendo ganhos menores com as vendas de etanol no final da safra em curso”.

Saiba mais sobre a análise da Fitch Ratings no texto completo (exclusivo para assinantes).


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