PUBLICIDADE
BN novacana 1300x150
Financeiro

Fiagro tem potencial para sucroenergéticas, mas ainda depende de “maior robustez”

Regulamentação do fundo foi considerada apressada por sócio-diretor da MBAgro


NovaCana - 19 nov 2021 - 08:44

Ainda que o setor sucroenergético esteja acessando cada vez mais o mercado de capitais de dívida e a bolsa de valores, a representatividade do agronegócio ainda é pequena. O sócio fundador da Vectis, Alexandre Aoude, exemplifica a questão: segundo ele, o agro representa quase 27% do Produto Interno Bruto (PIB), mas apenas 5% das empresas que estão na bolsa de valores são deste setor.

“É lógico que não é uma correlação de um para um, mas mostra o tamanho do potencial de crescimento”, disse durante a 21ª Conferência Datagro, realizada no final de outubro. Ele crê que o Brasil se consolidou como uma potência do agronegócio mundial, tornando-se muito competitivo e eficiente. “Tudo isso a despeito do nosso grande sócio, o governo, atrapalhar bastante”, criticou.

Ele compara o desempenho no mercado de capitais do agronegócio com o do setor imobiliário, que já tem acesso há mais tempo, ainda que seja menos relevante na economia em tamanho e porte. “É um setor que tem uma proporção de acesso de dívida a mercado de capitais muito maior proporcionalmente. É uma tendência que vai mudar e que vai ser revertida. Não cabe ao setor agro ser tão pouco participativo”, completa.

Além disso, analisando as atuais opções de financiamentos existentes, Aoude explica que as emissões de Certificados Recebíveis do Agronegócio (CRA) estão avançando lentamente. “Temos os recursos aprovados do Plano Safra e o PIB agro continua crescendo a uma velocidade muito alta. Então, é muito difícil que esse setor se financie dependendo única e exclusivamente do BNDES e dos bancos”, acredita.

As emissões de debêntures também são pequenas, conforme Aoude, assim como a penetração em modalidades de longo prazo. “Temos que fomentar de uma forma muito responsável que os mercados absorvam mais e mais os CRAs, as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e formas de financiar esse setor, não dá para ficar tão tímido com tanto crescimento pela frente”, diz.

Além disso, o sócio fundador da Vectis acredita que é preciso começar a pensar em formas adicionais de financiamento, como a partir das fusões e aquisições (M&As).

Veja na versão restrita para assinantes mais detalhes sobre o Fiagro e críticas dos especialistas em relação à regulação do fundo.


EXCLUSIVO ASSINANTES

O texto completo desta página está
disponível apenas aos assinantes do site!

VEJA COMO É FÁCIL E RÁPIDO ASSINAR



Acompanhe as notícias do setor

Assine nosso boletim

account_box
mail

PUBLICIDADE
Card image


x