Diferentes parâmetros podem ser utilizados para medir o crescimento do setor sucroenergético. A forma mais comum é por meio de seus dados financeiros, contabilizando por exemplo, receita líquida, lucro líquido, Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e o nível do seu endividamento oneroso, abrangendo débitos bancários.
Mas, indo além dos ganhos de uma empresa, ações ambientais, sociais e de governança (ESG, na sigla em inglês) também têm sido destacadas para elencar a evolução das companhias.
A publicação Valor 1000, por exemplo, utiliza anualmente a receita para ranquear as mil maiores empresas do país. No levantamento mais recente, 43 companhias de bioenergia aparecem na lista, dez a mais do que um ano antes, quando 33 sucroenergéticas ultrapassaram a linha de corte.
O aumento, entretanto, veio com uma mudança no critério. Agora, também foram contabilizadas companhias do setor de biodiesel; até 2020, elas eram classificadas como química e petroquímicas. Também nesse segmento constavam Inpasa e FS, que produzem etanol a partir do milho. Na publicação mais recente, entretanto, o Valor Econômico criou a categoria bioenergia, que contempla essas empresas junto às sucroenergéticas, da antiga seção de açúcar e álcool.
De qualquer modo, grande parte das maiores companhias de bioenergia demonstrou crescimento em sua receita líquida entre os anos 2020 e 2021. As únicas que tiveram retração foram Coruripe e Batatais, com variações negativas em 1,6% e 1%, respectivamente.
As demais chegaram a registrar aumentos entre 10,7% e 248,9%. Contabilizando os resultados de todas as companhias do ranking, a receita média do setor ficou em R$ 4,5 bilhões, um acréscimo anual de 41,8% – no ano anterior, o setor de açúcar e álcool teve uma receita média de R$ 3,15 bilhões.
Mesmo com a atualização de categoria, a Copersucar foi líder do ranking de receita líquida pelo décimo primeiro ano consecutivo, com um resultado de R$ 74,88 bilhões, aumento anual de 87,1%. Em 2020, a companhia reportou uma receita de R$ 40,03 bilhões.
Em comunicado, a empresa afirmou que seu resultado financeiro foi reflexo da capacidade de “capturar oportunidades em um cenário adverso”, citando a pandemia, conflitos geopolíticos e as condições climáticas desfavoráveis no Brasil.
No texto completo, exclusivo para assinantes NovaCana, confira mais detalhes sobre os resultados financeiros das maiores empresas de bioenergia:
- Receita líquida
- Lucro líquido
- Ebitda
- Endividamento oneroso
- Histórico das cinco maiores empresas de 2021
- Resultados da Raízen
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