NovaCana

CRAs da Cerradinho e da CMAA têm nota elevada pela S&P Global Ratings

De acordo com relatório da agência de classificação de risco, sucroenergéticas apresentaram uma geração de caixa “robusta”

NovaCana 4 min de leitura

Seis emissões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) feitas por sucroenergéticas subiram um degrau na classificação de risco da agência S&P Global Ratings. Destas, duas são da Cerradinho e quatro da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA), alcançando um saldo equivalente a R$ 1,26 bilhão. Os relatórios foram divulgados na última quarta-feira, 24.

Em todos os casos, as notas passaram de AA- para AA na escala nacional. Este patamar, de acordo com a S&P, significa que as companhias são capazes de suportar um forte nível de estresse e, ainda assim, cumprir suas obrigações financeiras. Para chegar a AAA, a S&P precisa se assegurar de que as sucroenergéticas aguentariam um quadro de estresse extremo.

Em relação à Cerradinho, a agência de classificação de risco já esperava por uma elevação desde setembro, quando as emissões foram colocadas em uma lista de CreditWatch positivo. “A ação de rating indica a revisão de nossa opinião de crédito sobre os ativos que lastreiam ambas as operações e que possuem a Cerradinho como devedora dos ativos subjacentes ou como fiadora”, afirma.

Saiba mais sobre as emissões de CRA e a opinião da S&P Global Ratings sobre a situação financeira das sucroenergéticas no texto completo (exclusivo para assinantes).

Seis emissões de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) feitas por sucroenergéticas subiram um degrau na classificação de risco da agência S&P Global Ratings. Destas, duas são da Cerradinho e quatro da Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA), alcançando um saldo equivalente a R$ 1,26 bilhão. Os relatórios foram divulgados na última quarta-feira, 24.

Em todos os casos, as notas passaram de AA- para AA na escala nacional. Este patamar, de acordo com a S&P, significa que as companhias são capazes de suportar um forte nível de estresse e, ainda assim, cumprir suas obrigações financeiras. Para chegar a AAA, a S&P precisa se assegurar de que as sucroenergéticas aguentariam um quadro de estresse extremo.

Em relação à Cerradinho, a agência de classificação de risco já esperava por uma elevação desde setembro, quando as emissões foram colocadas em uma lista de CreditWatch positivo. “A ação de rating indica a revisão de nossa opinião de crédito sobre os ativos que lastreiam ambas as operações e que possuem a Cerradinho como devedora dos ativos subjacentes ou como fiadora”, afirma.

Os CRAs em questão correspondem à 25ª emissão, realizada pela Vert, com saldo de R$ 219,03 milhões em 30 de setembro deste ano e vencimento em maio de 2024; e à 32ª emissão, da Virgo, com saldo de R$ 265,99 milhões na mesma data e vencimento em março de 2026. Juntas, as duas emissões somam R$ 485,02 milhões.

A Cerradinho também é avaliada pela S&P e, atualmente, possui nota AA em escala nacional. De acordo com relatório da agência, a companhia tem apresentado uma geração de caixa “robusta” e um “colchão consistente de liquidez”, tendo se beneficiado dos preços recordes de etanol e otimizado seu custo caixa.

“Além disso, a empresa está expandindo sua escala por meio de um projeto greenfield de etanol de milho no estado do Mato Grosso do Sul e ampliando sua capacidade de processamento de cana-de-açúcar e milho na planta atual no estado de Goiás”, reforça.

Por sua vez, os CRAs da CMAA foram gerados pela Eco Securitizadora e representavam um compromisso de R$ 772,49 milhões em 30 de setembro. O valor mais elevado, de R$ 342,18 milhões, corresponde à 26ª emissão e tem vencimento em novembro de 2025.

Na sequência, a 69ª emissão vence em novembro de 2026 e equivale a R$ 200,67 milhões. Já a 176ª série da 1ª emissão, de R$ 154,02 milhões, vai até outubro de 2022. E, por fim, a 1ª série da 6ª emissão tem um saldo R$ 75,62 milhões, com vencimento em fevereiro de 2023.

Nas avaliações empresariais da S&P, o grupo é representado pela companhia Vale do Tijuco, que também possui nota AA em escala nacional. Segundo o relatório, a sucroenergética tem fortalecido suas métricas e, assim como a Cerradinho, apresenta uma geração de caixa “robusta”.

Além disso, a agência observa que a companhia deve registrar uma alavancagem bruta abaixo de 2,5 vezes na safra atual por conta dos preços do etanol e do aumento na capacidade de moagem observado após a incorporação da usina Canápolis, localizada no município mineiro homônimo.

Em contrapartida, a seca e a geada tiveram um impacto negativo no volume de cana-de-açúcar das outras duas usinas do grupo, situadas em Uberaba (MG) e Limeira do Oeste (MG).

Renata Bossle – NovaCana

Compartilhar: