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BTG projeta receitas trimestrais de R$ 844,2 mi e R$ 16,4 bi para São Martinho e Cosan

Banco de investimentos acredita em queda no resultado líquido da São Martinho em comparação com o mesmo período da safra passada; Cosan deve apresentar crescimento

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As perspectivas do banco BTG Pactual para o setor sucroenergético continuam apontando para uma queda. Assim como ocorreu no primeiro trimestre da safra 2019/20, o banco estima resultados menores – mas ainda positivos – para a São Martinho.

Em documento divulgado no dia 17 de outubro, o BTG projetou um resultado líquido de R$ 23,27 milhões para o grupo no 2º trimestre de 2019/20. O valor é 60,55% menor que o visto no mesmo período da safra 2018/19 e 74,42% inferior ao do 1º trimestre da atual temporada. Além disso, o número é 82,37% menor que o consenso de mercado divulgado pela Bloomberg, que prevê um resultado trimestral de R$ 132 milhões.

Em contrapartida, o BTG estimou um crescimento anual de 32,11% na receita, que deve chegar a R$ 844,19 milhões. Apesar do aumento, o valor segue inferior ao consenso de mercado, de R$ 897,67 milhões.

Em sua estimativa de resultados, o banco também projeta – para a São Martinho e também para a Cosan – receita, resultado líquido, Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização), margem Ebitda e margem líquida.

Além disso, são divulgados números de consenso de mercado e comparativos anuais e com o primeiro trimestre da safra 2019/20, e é feita uma análise sobre o mais recente projeto de cogeração da São Martinho, a partir dos resultados do leilão de geração de energia A-6.

As perspectivas do banco BTG Pactual para o setor sucroenergético continuam apontando para uma queda. Assim como ocorreu no primeiro trimestre da safra 2019/20, o banco estima resultados menores – mas ainda positivos – para a São Martinho.

Em documento divulgado no dia 17 de outubro, o BTG projetou um resultado líquido de R$ 23,27 milhões para o grupo no 2º trimestre de 2019/20. O valor é 60,55% menor que o visto no mesmo período da safra 2018/19 e 74,42% inferior ao do 1º trimestre da atual temporada. Além disso, o número é 82,37% menor que o consenso de mercado divulgado pela Bloomberg, que prevê um resultado trimestral de R$ 132 milhões.

Em contrapartida, o BTG estimou um crescimento anual de 32,11% na receita, que deve chegar a R$ 844,19 milhões. Apesar do aumento, o valor segue inferior ao consenso de mercado, de R$ 897,67 milhões.

O banco também projeta um Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 367,66 milhões – o que representa um crescimento anual de 16,35% – e uma margem Ebitda de 43,55%. Neste caso, porém, haveria uma queda de 5,9 pontos percentuais na comparação com o 2º trimestre da safra 2018/19.

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Leilão de cogeração

Em um relatório específico sobre a São Martinho, o BTG Pactual comentou os resultados do leilão de geração de energia A-6, envolvendo projetos de fornecimento de energia a partir de 2025. Na ocasião, a São Martinho ofereceu 210 GWh e vendeu 177 GWh ao preço de R$ 206/MWh.

“O contrato de venda de energia é válido por 25 anos e exigirá um investimento de R$ 321 milhões, que, segundo a empresa, deve ser concluído até abril de 2023. Ele envolve a aquisição de uma caldeira e de um gerador, e a realização de pequenos ajustes para seus ativos existentes”, detalha o BTG.

Com isso, os analistas do banco observam que a companhia deve obter uma receita fixa anual mínima de R$ 39 milhões a partir de 2025. Além disso, se o projeto for concluído em 2023, a São Martinho também poderá vender energia no mercado spot por dois anos.

Mesmo considerando que a São Martinho não faça vendas adicionais de energia ao longo dos anos do contrato, o BTG acredita que o projeto não deva afetar as avaliações da companhia. “Estamos assumindo que o projeto será financiado com 70% da dívida, um custo de capital próprio de 7% em termos reais e vendas à vista em 2023 e 2024 a R$ 230/MWh, com uma capacidade da planta de 23,8 MW médios”, aponta.

Segundo o BTG, o fluxo de caixa livre recorrente da São Martinho facilmente ultrapassa R$ 600 milhões ao ano. Este fator, somado ao “sólido histórico de alocação de capital” da empresa deve manter a recomendação de compra de ações da companhia. “Além disso, continuamos confiantes de que a combinação de demanda resiliente de etanol e preço de açúcar assimétrico (para cima) representa um bom ponto de entrada para as ações”, completa.

Além da São Martinho, outras cinco sucroenergéticas também venderam energia no leilão A-6. Entre elas está a unidade Univalem, da Raízen Energia, com um investimento calculado em R$ 157,33 milhões – o BTG, entretanto, não comentou o impacto do empreendimento sobre as ações da Cosan.

Perspectivas para a Cosan

Ao contrário do que acontece com a São Martinho, as perspectivas do BTG Pactual para os resultados da Cosan de julho a setembro deste ano envolvem um crescimento de 525,3% no resultado líquido em comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a R$ 275,13 milhões.

Apesar do grande crescimento percentual no comparativo, o número projetado pelo banco é inferior ao consenso de mercado da Bloomberg, que estima um lucro de R$ 530,5 milhões.

As perspectivas do banco ainda incluem uma receita líquida de R$ 16,42 bilhões (+6,53%) e um Ebitda de R$ 1,51 bilhão (+25,55%). Por sua vez, a margem Ebitda projetada é de 9,21% no trimestre, enquanto a margem líquida é de 1,68% – em ambos os casos, o aumento é de 1,4 ponto percentual.

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Além da Raízen Energia e da Raízen Combustível, as outras subsidiárias da Cosan são a Rumo Logística, a Moove e a Comgás.

Renata Bossle – NovaCana

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