Financeiro

Apesar de prejuízo em 2020/21, Diana Bioenergia comemora resultados

Grupo teve perdas líquidas de R$ 14,45 milhões na temporada, mas Ebitda ajustado avançou 33% e chegou a R$ 108,13 milhões


NovaCana - 12 ago 2021 - 10:21

Enquanto muitas sucroenergéticas conseguiram multiplicar seus lucros na safra passada, a Diana Bioenergia manteve sua sequência de resultados negativos em 2020/21. No período, o prejuízo combinado das empresas do grupo chegou a R$ 14,45 milhões, 175,2% maior que as perdas de R$ 4,1 milhões vistas no período anterior.

O valor, presente em relatório auditado pela KPMG, engloba as empresas Diana Bioenergia Avanhandava, Renata Sodré Viana Egreja Junqueira e Avanhandava Agropecuária. “As demonstrações financeiras combinadas do grupo podem não ser um indicativo da posição e performance financeira e dos fluxos de caixa que poderiam ser obtidos se o grupo tivesse operado como uma única entidade independente”, ressalva o documento.

Por sua vez, os números individuais da unidade industrial Diana Bioenergia Avanhandava foram publicados pela companhia no Diário Oficial de São Paulo e reportam um prejuízo ainda maior, com R$ 16,87 milhões. Neste caso, o valor é 252,1% superior às perdas do ano-safra anterior.

Apesar do prejuízo no resultado líquido do exercício, o relatório de administração da Diana destacou o resultado ajustado, com um lucro de R$ 17,12 milhões, avanço de mais de 3.000% na comparação com os R$ 537 mil de 2019/20. “Tais ajustes se fazem necessário para demonstrar o real desempenho do grupo. Sendo eles: os efeitos de derivativos não realizados, ajuste a valor justo de ativo biológico e variação cambial (não caixa)”, justifica a empresa.

Em entrevista ao NovaCana, o diretor administrativo e financeiro da Diana Bioenergia, Leonardo Perossi, explica que o reajuste é importante porque o resultado financeiro da companhia contabilizou números que não têm efeito no caixa. O impacto, segundo ele, aconteceu pela diferença entre os preços recordes do açúcar, vistos nos últimos meses da safra, e os valores fixados pela usina.

“Seguindo uma política de hedge, a Diana busca um preço que dá uma rentabilidade de 15% a 20%, já considerando todos os custos e despesas financeiras”, relata, citando um preço médio de R$ 1.620 por tonelada de açúcar para esta e as próximas duas temporadas. “Mas o mercado mundial surpreendeu e o preço do açúcar bateu a máxima histórica, ficando em torno de R$ 2.100 por tonelada. Contabilmente, eu tenho que registrar a diferença do que está fixado e do que está no mercado”, completa.

Ainda segundo a Diana, o Ebitda ajustado (que mede o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, além de considerar especificidades do negócio) subiu 33,1% entre os dois últimos anos, indo de R$ 81,24 milhões na safra 2019/20 para R$ 108,13 milhões na temporada passada.

Leia mais sobre os resultados da Diana Bioenergia em 2020/21 e veja gráficos com o desempenho financeira do grupo e da usina no texto completo (exclusivo para assinantes).


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