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As 59 maiores e mais lucrativas empresas do setor sucroenergético em 2016

raizen usina 040315Resultados mostram recuperação econômica e trazem otimismo

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Vendas, custos de produção, despesas administrativas, retornos sobre investimentos, desvalorização de ativos, dívidas. O resultado financeiro de uma empresa é o total de todas as contas, positivas e negativas, que são acertadas ano a ano. E esse indicador mostra que, em 2016, a retomada dos preços de açúcar e etanol permitiu uma recuperação nos valores e um fim de ano mais lucrativo, especialmente para as usinas mais saudáveis do setor.

Comparando com os anos anteriores, em 2016 sobrou mais dinheiro em caixa para as empresas de açúcar e etanol do que em todos os anos desde 2010, de acordo com o ranking que traz informações sobre as mil principais companhias do país, dentre as quais 89 são do setor sucroenergético.

Dessas empresas, 59 terminaram 2016 com o lucro líquido ajustado positivo, ou seja, fecharam o ano com as contas no azul. Enquanto em 2015 o número de companhias nessas condições foi de 46, a quantidade do ano seguinte bateu o recorde de 2009.

Com o aumento na quantidade de empresas que lucraram, além do crescimento dos valores de cada uma, a média por usina também aumentou e foi a segunda maior desde 2009, com US$ 25,9 milhões de lucro médio. O recorde atual, considerando apenas as sucroenergéticas com resultados positivos, é de US$ 30,26 milhões, em 2011.

Já o lucro total das 59 empresas bateu o recorde desde 2009, com US$ 1,52 bilhões.

Outro aspecto que faz diferença no resultado financeiro é o endividamento geral das 20 maiores companhias. Ele é calculado pela soma das dívidas e obrigações de curto prazo e de longo prazo em relação ao ativo total ajustado, representando a participação equivalente de recursos financiados por terceiros na operação da empresa. Os detalhes completos na reportagem a seguir.

E mais:

- Ranking das 59 empresas com os maiores lucros do setor
- Histórico de ganhos das empresas mais lucrativas
- Lucro médio das maiores sucroenergéticas desde 2009
- Vendas líquidas e endividamento médio desde 2009
- Evolução dos lucros do setor de 2009 a 2016

Vendas, custos de produção, despesas administrativas, retornos sobre investimentos, desvalorização de ativos, dívidas. O resultado financeiro de uma empresa é o total de todas as contas, positivas e negativas, que são acertadas ano a ano. E esse indicador mostra que, em 2016, a retomada dos preços de açúcar e etanol permitiu uma recuperação nos valores e um fim de ano mais lucrativo, especialmente para as usinas mais saudáveis do setor.

Comparando com os anos anteriores, o período de janeiro a dezembro de 2016 foi o que deixou mais dinheiro em caixa para as empresas de açúcar e etanol desde 2010, conforme publicação da Revista Exame. O ranking, feito em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi), traz informações sobre as mil principais companhias do país em receita, dentre as quais 89 são do setor sucroenergético.

Dessas empresas, 59 terminaram 2016 com lucro líquido ajustado positivo, ou seja, fecharam as contas no azul. Enquanto em 2015 o número de companhias nessas condições foi de 46, a quantidade do ano seguinte bateu o recorde de 2009.

lucro exame 1 lucro medio 2018.01.16

Com o aumento na quantidade de empresas que lucraram, além do crescimento dos valores de cada uma, a média por usina também aumentou e foi a segunda maior desde 2009, com US$ 25,9 milhões. O recorde atual, considerando apenas as sucroenergéticas com resultados positivos, é de US$ 30,26 milhões, em 2011.

Já o lucro total das 59 empresas bateu o recorde desde 2009, com US$ 1,52 bilhões, e ficou 119% acima da média dos últimos sete anos (US$ 694,12 milhões).

lucro exame 2 lucro soma 2018.01.16

As 20 maiores

Em uma comparação entre as empresas do setor desde 2010, é possível observar vários indicadores para entender a melhora nos rendimentos no último ano. Em 2016, o total do lucro líquido das 20 maiores companhias é de US$ 1,13 bilhões, um recorde para o período – o segundo maior resultado foi em 2011, com US$ 979,3 milhões.

lucro exame 3 lucro 20 2018.01.16

Já no resultado das vendas líquidas, que são decisivas para o lucro total das empresas, a soma dos valores das 20 maiores companhias em 2016 foi de US$ 7,39 bilhões. Esse é o segundo maior valor desde 2010, ficando apenas atrás de 2014, com US$ 7,55 bilhões. Ainda assim, este montante está 9,13% acima da média dos últimos anos (US$ 6,77 bilhões).

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Outro aspecto que faz diferença no resultado financeiro é o endividamento geral das 20 maiores companhias. Ele é calculado pela soma das dívidas e obrigações de curto prazo e de longo prazo em relação ao ativo total ajustado, representando a participação equivalente de recursos financiados por terceiros na operação da empresa.

Em 2016, a média de endividamento geral das 20 maiores foi de 53,8%, enquanto a média entre 2010 e 2015 é de 64,03%. A influência desse indicador é tão grande que, quando as empresas tiveram o maior volume de vendas líquidas dos últimos anos – US$ 7,56 bilhões em 2014 –, sua média de endividamento era de 66%, o que teve um impacto sobre o lucro líquido ajustado.

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Sendo assim, a recuperação do cenário para as sucroenergéticas depende de fatores estratégicos que vão além da melhora nos preços do setor. Com maiores rendimentos, é possível investir na produção, mas também focar em diminuir custos e dívidas, aumentando o lucro líquido total e melhorando a situação de muitas empresas.

Recuperação e quedas

O recorte do ranking da Exame feito pelo NovaCana ainda contempla os dados de outras 30 empresas do setor de açúcar e álcool, sendo que 24 finalizaram 2016 com prejuízo e seis não informaram o seu resultado líquido no exercício.

Em relação a 2015, a lista das empresas que mais lucraram trouxe várias mudanças. Enquanto 14 companhias deixaram a lista, seja porque tiveram prejuízo no novo ano ou porque não tiveram seus resultados referentes ao lucro líquido divulgados, outras 27 registraram lucros e passaram a integrar o grupo em 2016, chegando ao novo recorde (59).

Um exemplo dessa mudança é a Cevasa, que havia lucrado US$ 2,2 milhões em 2015, mas terminou 2016 com US$ 49,9 milhões em prejuízos. Por outro lado, a Alcoeste fechou 2015 com um prejuízo de US$ 200 mil, porém se recuperou e fechou o ano seguinte com US$ 8,8 milhões de lucro.

Até mesmo o topo do ranking, que era ocupado pela Usina São Martinho, Usina Coruripe, Adecoagro Vale do Ivinhema, Raízen Energia e Usina Eldorado entre o 1º e o 5º lugares, respectivamente, também teve mudanças.

Enquanto a Usina São Martinho e a Adecoagro Vale do Ivinhema tiveram pequenas quedas nos seus rendimentos, de 17,54% e 4,52% respectivamente, a Usina Coruripe teve uma queda expressiva, passando de US$ 76,8 milhões de lucro em 2015 para US$ 2,1 milhões em 2016, ficando em um dos últimos lugares da lista.

Quem não teve a mesma sorte foi a Usina Eldorado, do atual grupo Atvos, antiga Odebrecht Agroindustrial, que teve o quinto maior lucro em 2015, mas saiu da lista das empresas que terminaram o ano no azul em 2016. Com uma queda de 196,09%, a usina passou de US$ 28,1 milhões de lucro para US$ 27 milhões de prejuízo em 2016.

Por outro lado, a Raízen Energia, que estava em quarto lugar em 2015, fechou 2016 com o maior lucro do ano – e dos últimos sete anos –, como demonstra o gráfico específico da empresa (ver abaixo).

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O portal NovaCana compilou essa base de dados e elaborou gráficos e planilhas interativas que podem ser acessadas na plataforma NovaCana DATA (acesso exclusivo para assinantes).

Raízen Energia

A Raízen Energia encabeçou o ranking em 2016, batendo vários recordes. Após encerrar 2015 com rendimento de US$ 41,1 milhões, ficando em quarto lugar, a empresa fechou 2016 com US$ 351,5 milhões de lucro, o maior valor do setor nos últimos sete anos.

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Usina Colombo

A Usina Colombo não tem seus resultados de lucro líquido divulgados desde 2013, quando lucrou US$ 31,5 milhões, um resultado 173,9% superior ao de 2012 (US$ 11,5 milhões).

Em 2016, a companhia ficou em segundo lugar, com US$ 89,6 milhões, graças a uma melhora no seu indicador de vendas líquidas – US$ 468,9 em 2016, 65,5% maior que o ano anterior –, o que pode ser um reflexo do aumento da sua produção de etanol durante o ano.

lucro exame 8 colombo 2018.01.16

Alto Alegre

Desde 2011, a Usina Alto Alegre, controlada pelo grupo Lincoln Junqueira, vem passando por uma queda nos seus rendimentos, chegando a ter um prejuízo de US$ 14,7 milhões em 2015, quando seu endividamento e suas despesas aumentaram enquanto sua receita permaneceu estável. Em 2016, contudo, a unidade se recuperou e ficou em terceiro lugar, com o lucro líquido de US$ 72,1 milhões, 590% maior do que no ano anterior.

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Grupo São Martinho

A Usina São Martinho e a Usina Boa Vista, ambas pertencentes ao Grupo São Martinho, ficaram em quarto e sexto lugares do ranking de 2016, respectivamente, com lucros de US$ 65,8 milhões e US$ 52,2 milhões cada. Em 2015, as unidades ocupavam o primeiro e o nono lugares, assim, houve uma diminuição dos lucros da Usina São Martinho (-17,54%) e uma melhora nos rendimentos da Boa Vista (+182,16%).

Para o grupo, isso resultou em um aumento de 20% no lucro combinado em relação ao ano anterior, mantendo a tendência de crescimento vista desde 2014 e a sequência de resultados positivos registrada desde 2010.

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Jalles Machado

O quinto lugar no ranking dos maiores rendimentos em 2016 está ocupado pelo grupo Jalles Machado, com US$ 59 milhões. Com um aumento de 837,5% em relação a 2015, quando amargou prejuízo de US$ 8 milhões, o grupo teve seu maior valor de lucro líquido no ano passado.

Mesmo com uma taxa de endividamento alta, a empresa aproveitou os preços favoráveis do açúcar no mercado internacional para melhorar sua geração de caixa, terminando com um resultado positivo.

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Metodologia aplicada

A lista de Maiores e Melhores da Exame 2016 é o produto da avaliação dos dados de mais de três mil empresas com a coordenação da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi). O resultado são as mil maiores companhias do ano, utilizando as vendas líquidas como critério de classificação, de acordo com os resultados financeiros publicados no Diário Oficial dos estados até o dia 15 de maio de 2017.

Todos os dados publicados são ajustados, ou seja, a inflação é levada em consideração. Além disso, os valores são divulgados em dólares, de acordo com a flutuação e o câmbio do último dia do ano analisado. Dessa forma, nenhuma empresa é prejudicada ou beneficiada pelo dia do fechamento de cada balanço, o que também deixa a comparação com o ano anterior o mais precisa possível.

Para o setor sucroenergético, a metodologia escolhida é problemática, pois considera o ano civil de 2016 e não o ano fiscal das empresas, que envolve a safra inteira – deixando de fora, assim, o último trimestre da safra, já que seus resultados começam a ser divulgados em junho do ano seguinte. Dessa forma, os números informados no ranking não necessariamente correspondem à situação da companhia em uma safra completa.

Além disso, o ranking não agrupa o balanço dos grupos, permitindo uma repetição de empresas de grande porte, como a Copersucar e a Biosev, por exemplo. Isso acontece pela existência de CNPJs diferentes.

Adicionalmente, as empresas de porte significativo que estão entre as mais conhecidas no mercado, mas não divulgam seus números, aparecem na lista graças às estimativas de faturamento feita pelos analistas da revista.

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Rafaella Coury – NovaCana

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