Demonstrações financeiras no vermelho têm sido frequentes no setor sucroenergético. Apesar de uma parcela capitalizada conseguir investir e avançar, existem usinas que sofrem amplamente com a volatilidade de preços do setor, apresentam dificuldades em captar recursos e acabam entrando em um ciclo de problemas financeiros.
Porém, analisando a publicação anual da revista Exame que apresenta os resultados financeiros das 1.000 maiores empresas do país, a situação em 2018 foi ligeiramente melhor do que em 2017 – ao menos para as usinas que demonstraram prejuízo.
Os dados do setor sucroenergético foram reunidos pelo novaCana e demonstram que, em 2018, 24 empresas do setor apresentaram prejuízo – o mesmo número que em 2016 e 2017. Porém as companhias não são as mesmas.
Além disso, apesar do número de empresas no vermelho permanecer o mesmo, o prejuízo líquido ajustado foi menor em relação a 2017 – passou de US$ 918,6 milhões para US$ 889,6 milhões, uma redução de 3,16% e o menor resultado em sete anos. Comparando com 2016, a redução foi de 47,34%, mostrando uma sequência de resultados menos piores.
Com isso, a média dos prejuízos baixou 3,2%: em 2018, ela foi de US$ 37,07 milhões, enquanto, em 2017, o valor médio foi de US$ 38,3 milhões.
O ranking publicado – feito em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) – apresenta as 1.000 empresas brasileiras de maior receita líquida. Com isso, contempla apenas uma parte do setor sucroenergético e apresenta um panorama baseado apenas nos resultados das maiores companhias.
Entre as 82 companhias sucroenergéticas que entraram no ranking – uma a menos do que na publicação anterior – 52 apresentaram lucro, cinco a menos do que em 2017, e seis não tiveram seus dados de lucro ou prejuízo líquido ajustado divulgados.
Confira, na versão completa:
- Ranking das maiores perdas do setor em 2018
- Evolução do perdas das cinco empresas com maiores prejuízos (por unidade e por grupo)
- Maiores prejuízos por grupo em 2018
- Prejuízos médio e total do setor em 2018
EXCLUSIVO PARA ASSINANTES
VEJA COMO É FÁCIL E RÁPIDO ASSINAR