A experiência da Raízen com o etanol de segunda geração

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Investir em inovação durante tempos de crise é uma aposta arriscada em qualquer setor.

novaCana.com13/06/2016

Para muitas empresas sucroenergéticas o etanol celulósico é algo que está no radar, mas os empresários ainda aguardam o desenvolvimento do processo.

No estágio atual, para o etanol de segunda geração avançar, é preciso resolver os problemas na preparação da matéria-prima em uma escala nunca estabelecida antes. Este é um dos motivos pelo qual, em abril de 2015, Antonio Alberto Stucchi assumiu o cargo de diretor executivo de tecnologias e projetos na Raízen. A missão? Consolidar o projeto de etanol de segunda geração da companhia.

Sempre focado no melhoramento de processos para cortar custos e tornar a produção mais eficiente, diminuindo os custos unitários, o profissional possui 32 anos de atuação no setor sucroenergético. Nesse período, Stucchi já havia passado quatro anos como diretor industrial da Cosan e outros três como diretor executivo de produção agroindustrial da Raízen. Na nova posição, além de liderar a equipe responsável pela usina de E2G, ele também participou da definição da otimização do projeto para expansão e implementou a fermentação para açúcares de cinco carbonos (xylose) na planta.

Com esta experiência, ele será um dos palestrantes do NovaCana Ethanol Conference, evento que acontece em São Paulo (SP) durante os dias 27 e 28 de junho. Stucchi contribuirá com o painel “O desenvolvimento do etanol celulósico em larga escala” e, na sequência, participará de um debate moderado pelo diretor do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE), Paulo Mazzafera. Ao seu lado, estarão o vice-presidente de negócios da GranBio, Alan Hiltner, e o diretor de negócios do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Viler Janeiro.

 

Palestra: A experiência da Raízen com E2G e perspectivas para o futuro

Por: Antonio Alberto Stucchi
Data: 28 de junho às 14h30
Local: Local: Hotel Tivoli - Mofarrej

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O E2G mais barato do mundo

Stuchi está otimista e aposta no ganho de escala. "Se nossa planta performar os 290 litros por tonelada, quando conseguirmos trazer toda a biomassa do campo, já teremos custo mais competitivo", disse.

E competitividade tem sido a palavra-chave para a atuação da Raízen em relação ao etanol celulósico. Com base em um estudo da Lux Research, empresa de consultoria com sede em Boston (EUA), a companhia possui o menor custo potencial de produção – US$ 0,26 – e preço de venda – US$ 0,57 – por litro de etanol celulósico.

Na comparação com as seis usinas de larga escala atualmente em operação, a Raízen se beneficiou principalmente por causa do preço do bagaço, estimado em US$ 38/ton. Outra vantagem foi a tecnologia de pré-tratamento adotada, o ácido diluído, que também propicia o menor preço por litro de etanol fabricado.

Para uma comparação mais clara, basta pensar que, para produzir mil litros de etanol, a unidade da Raízen teria custos de US$ 260,00, podendo vender o produto sem prejuízo a partir de US$ 570,00. Já a Abengoa, que possui o mais alto preço mínimo de venda, teria custos de US$ 540,00 e só poderia comercializar o combustível a partir de US$ 1.200,00.

Para conhecer todos fatores que influenciaram os preços do gráfico acima e os demais infográficos detalhando o processo de cada empresa envolvida com o E2G em larga escala, acesse a reportagem: Exclusivo: Custo de produção estimado do etanol celulósico nas 6 maiores usinas do mundo.

A programação completa do NovaCana Ethanol Conference 2016 está disponível aqui e o cadastro para participar pode ser feito aqui.

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