O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a falar da Petrobras e, nesta manhã, durante entrevista à Rede RDR de rádio do Paraná, prometeu que, se eleito, vai acabar com a paridade internacional de preços da estatal.
“Nós não vamos manter o preço da gasolina dolarizado. É importante que o acionista receba seus dividendos quando a Petrobras der lucro, mas eu não posso enriquecer o acionista e empobrecer a dona de casa que vai comprar um quilo de feijão e paga mais caro por causa da gasolina”, disse o petista.
O ex-presidente também retomou as críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmando que o chefe do Executivo perdeu o poder de governar e está “de quatro para o Congresso”.
“Um presidente tem que saber conversar, articular e lidar com os partidos políticos. Um presidente não se rende como Bolsonaro se rendeu. Ele entregou para a Câmara cuidar do Brasil, enquanto ele fica sentado na biblioteca do Palácio do Alvorada contando mentira”, declarou.
Segundo o petista, o país está “quebrado” por causa da atual gestão. “Não há capitalismo em um país em que não há capital”, destacou o ex-presidente. “Nós esperávamos um Brasil desenvolvido em 2022, com 200 anos da Independência. E chegamos aqui com uma crise sanitária e um presidente irresponsável”.