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Política

Bolsonaro não descarta subsídios ou mudar política de preços de combustíveis

Presidente afirmou que se cenário do conflito entre Rússia e Ucrânia persistir e preço do petróleo aumentar, outras medidas podem ser tomadas para “economia não parar”


O Globo - 14 mar 2022 - 08:39

Logo depois de sancionar o projeto que unifica a cobrança do ICMS sobre combustíveis em todo o país, o presidente Jair Bolsonaro não descartou adotar medidas mais incisivas contra o aumento da gasolina e do diesel, como a introdução de subsídios ou até mesmo uma mudança na política de preços da Petrobras.

Bolsonaro participou na manhã deste sábado, 12, de um evento de filiação de deputados federais na sede do Partido Liberal. Logo depois, ao falar com jornalistas, ele admitiu que o preço dos combustíveis está caro, mas destacou que a sanção fez com que o aumento de 90 centavos no litro da gasolina seja reduzido para 30 centavos.

O presidente afirmou, contudo, que a situação ainda depende do desenrolar do conflito na Ucrânia, que pode pressionar ainda mais o preço do petróleo no mercado internacional. Na quinta-feira, a Petrobras já reajustou combustíveis em até 25%.

Para se contrapor a isso, segundo o Bolsonaro, o governo poderá adotar medidas para a economia não parar. “A gente prefere não ter que gastar com subsídio, mas se preciso for, para a economia do Brasil aqui não parar, não travar, nós preferimos, com toda certeza o Paulo Guedes vai preferir uma medida como essa ou uma alternativa equivalente”, afirmou.

Questionado sobre a política de preços da Petrobras, o presidente voltou a atacar a paridade com os preços internacionais, que atrela o valor da gasolina ao dólar. Segundo Bolsonaro, a regra agrada os acionistas da estatal, mas penaliza o consumidor.

“Lá atrás fizeram, no começo do governo Temer, essa política de paridade com o preço internacional. É coisa que ninguém entende, né? Estamos respeitando, se tiver que mudar isso aí, a Petrobras tem que apresentar uma proposta. Agora não pode, a Petrobras trabalhar exclusivamente visando lucro no mundo em crise, né? E com preço de combustível bastante alto aqui no Brasil”, afirmou.

Desde a decisão sobre o reajuste dos preços dos combustíveis, o presidente voltou a atacar a Petrobras. Em live nas suas redes sociais, na última quinta-feira, Bolsonaro afirmou que a empresa poderia ter esperado mais uma semana antes de anunciar o reajuste, uma vez que o governo estava avançando com o projeto que reformulou a cobrança do ICMS.

Ao falar com jornalistas, Bolsonaro não criticou o presidente da Petrobras, Joaquim Silva e Luna. Entretanto, quando perguntado se ele poderia ser trocado, respondeu que “qualquer um no governo pode ser trocado”, exceto ele e o vice-presidente, Hamilton Mourão.

“Tem certas coisas que não preciso comentar. Ele (Silva e Luna) vai ligar para mim e falar ‘está satisfeito com o reajuste?’. Não vai ligar. Ele sabe o que eu penso e o que qualquer brasileiro pensa. Agora, o brasileiro tem que entender que quem decide esse preço não é o presidente da república. É a Petrobras com seus diretores e os seus conselhos”, afirmou.

Dimitrius Dantas


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