Etanol: Preços

Preços nos postos: Gasolina tem queda, enquanto valor do etanol sobe

De acordo com pesquisa da ANP, biocombustível perdeu competitividade na média nacional durante a primeira semana de novembro


novaCana.com - 10 nov 2020 - 11:28 - Última atualização em: 16 nov 2020 - 11:29

 Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 1º a 7 de novembro:

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  1. Preço médio da gasolina nas cidades analisadas caiu 0,25%, enquanto o do etanol subiu 0,49%

  2. Na média nacional, o valor do renovável correspondeu a 70,2% do preço de comercialização do combustível fóssil

  3. O etanol subiu nos postos em 16 capitais e no Distrito Federal, caiu em nove e não foi divulgado em Macapá

  4. O consumo de etanol é economicamente vantajoso para os motoristas das cidades analisadas de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso

  5. Valor do renovável caiu nas usinas de São Paulo e subiu nas de Mato Grosso e Goiás


Pela terceira semana consecutiva, o etanol vem perdendo competitividade segundo pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O levantamento não foi publicado por nove semanas, de modo que não há dados referentes ao período de 22 de agosto a 18 de outubro.

De 1º a 7 de novembro, conforme dados da agência, o preço do etanol nos postos das capitais brasileiras foi equivalente a 70,2% do valor cobrado pela gasolina. Esta porcentagem está no limite considerado comercialmente favorável para o biocombustível. Uma semana antes, o índice era de 69,7%.

Como o período anterior foi marcado por um aumento considerável do etanol, de 2,05%, bastou uma pequena elevação para que o renovável perdesse competitividade. Ele passou de R$ 3,04 por litro para R$ 3,05/L – uma alta de 0,49% no comparativo semanal.

No período, o etanol hidratado teve uma queda de 0,15% nas usinas de São Paulo, além de aumentos de 0,49% e 0,01% em Mato Grosso e Goiás, respectivamente.

Ao mesmo tempo, o combustível fóssil teve uma queda de 0,25% nos postos, passando de R$ 4,35/L para R$ 4,34/L.

Comparação comprometida

A terceira semana após a retomada da pesquisa por parte da ANP, contemplou uma amostra um pouco maior do que a observada até então. Além das capitais estaduais e do Distrito Federal, outras 19 cidades foram pesquisadas, totalizando 45 municípios. Mas o Amapá segue sem dados.

São Paulo é o estado com o maior número de cidades pesquisadas, com a capital e outros oito municípios. Ele é seguido pelo Rio de Janeiro, que conta com cinco cidades, incluindo a capital. Já o Espírito Santo teve consulta de preços em três cidades. Outros quatro estados tiveram análise em duas cidades, enquanto 18 estados seguem com análise apenas na capital.

Apesar do aumento na amostra, o número está bem abaixo das 459 localidades prometidas pela ANP em sua “gradual expansão das amostras e dos municípios integrantes, até que se atinja cerca de 6 mil postos e aproximadamente 4.400 revendas de GLP semanalmente”, conforme divulgação realizada em 23 de outubro.

Desta forma, os atuais números não correspondem ao preço médio dos estados, como ocorria antes da pausa. Além disso, com as diferenças nas amostragens, a comparação semanal é prejudicada.

Em agosto, a ANP implementou um formato diferente para a divulgação de seu levantamento. O plano inicial envolvia a retomada da publicação semanal a partir de 14 de setembro, com uma pausa entre 23 de agosto de 7 de setembro, porém isso não ocorreu. Em atualização do comunicado à época, a ANP explicou que “as ações cabíveis estão sendo adotadas a fim de permitir, o mais brevemente possível, o início da primeira etapa da pesquisa”.

Preços semanais

De acordo com os dados da ANP, considerando somente as capitais, o preço médio do etanol registrou aumentos em 16 delas e no Distrito Federal, quedas em nove e não foi divulgado em Macapá (AP).

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Nas nove cidades pesquisadas em São Paulo, o renovável chegou a um preço médio de R$ 2,913/L. Como a gasolina custou R$ 4,162/L na média, a relação entre eles foi de exatos 70%, no limite considerado comercialmente favorável para o biocombustível.

Já as duas cidades representantes de Minas Gerais – Belo Horizonte e Contagem –, registraram um preço médio de R$ 2,956/L para o etanol e de R$ 4,478/L para a gasolina. Assim, a relação os valores foi de 66%, favorável para etanol e o melhor indicador de toda a análise.

Cuiabá (MT), por sua vez, registrou uma redução de 0,03% para o renovável, chegando a R$ 2,984/L. Já a gasolina subiu 0,07%, fazendo com que a relação entre os preços se mantivesse em 66,7%.

Já Goiás, representado pela sua capital Goiânia e por Anápolis, teve um custo médio para o renovável de R$ 3,180/L. Como a gasolina custou R$ 4,748/L, a relação entre os valores ficou em 67%, favorável ao biocombustível.

No Paraná, com análise incluindo Curitiba e Maringá, o biocombustível custou R$ 3,161/L e a gasolina R$ 4,126/L. Desta forma, a relação entre os preços foi de 76,6%, acima do limite considerado favorável para o renovável. Este também foi o maior indicador dentre as capitais dos seis estados com maiores produções.

O segundo maior indicador neste grupo foi visto em Campo Grande (MS), com 72,38%. Na capital sul-mato-grossense, o etanol foi vendido, em média, a R$ 3,265/L, enquanto a gasolina foi comercializada a R$ 4,392/L.

Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Gabrielle Rumor Koster – novaCana.com