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Etanol: Preços

Preços nos postos: Etanol volta a ser competitivo em São Paulo e Minas Gerais

Na média nacional, o biocombustível custou 70,4% do preço da gasolina, aproximando-se da faixa em que é considerado economicamente vantajoso para os motoristas


NovaCana - 06 jun 2022 - 10:50 - Última atualização em: 13 jun 2022 - 09:23

Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 29 de maio a 4 de junho:

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  1. O preço do etanol caiu em estados 19 estados, já o da gasolina teve redução em 20 unidades da federação

  2. O consumo de etanol é considerado economicamente vantajoso em Goiás, São Paulo Mato Grosso e Minas Gerais

  3. O valor do hidratado caiu nas usinas goianas, paulistas e mato-grossenses

  4. Levantamento de preços da ANP foi realizado em 443 municípios, sete a mais do que na semana anterior


Os preços do etanol e da gasolina nas bombas permanecem em queda na média nacional, somando a quinta retração consecutiva para o renovável e a terceira seguida para o combustível fóssil.

Entre 29 de maio e 4 de junho, o biocombustível passou de R$ 5,186 por litro para R$ 5,083/L na média nacional, queda de 1,99%. Já a gasolina foi de R$ 7,252/L para R$ 7,218/L, baixa de 0,47%. Como a diminuição no valor do etanol foi superior, ele se tornou economicamente vantajoso em mais dos estados brasileiros: São Paulo e Minas Gerais.

Os valores correspondem ao levantamento semanal realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Na semana, de acordo com a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil nos postos foi de 70,4%, abaixo do resultado do período anterior, de 71,5%. Esta é a quinta baixa no indicador depois de seis aumentos consecutivos.

Mesmo assim, o etanol permanece sem competitividade na média nacional. Ou seja, o preço do biocombustível ficou acima de 70% do custo da gasolina, faixa em que o renovável é tido como economicamente vantajoso para os consumidores.

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Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 3,2486 /L para R$ 3,0861/L, queda de 5%, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Também houve retração de 3,01% nas produtoras mato-grossenses e de 3,69% nas goianas.

Por sua vez, conforme dados da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a defasagem de preço do combustível fóssil em relação ao mercado internacional já chega a 14%. Este valor pressiona a Petrobras por novos aumentos.

Além disso, as comparações de valores nos postos não são exatamente precisas, já que o levantamento dos preços de combustíveis realizado pela ANP ainda não está sendo realizado em todas as cidades brasileiras e o número de localidades pesquisadas muda. Na semana analisada, foram levantados os dados de 443 municípios, sete a mais do que no período anterior.

Variações nos estados

Segundo a ANP, entre 29 de maio e 4 de junho, o preço do etanol subiu na média de sete estados e Distrito Federal e caiu em 19. A gasolina, por sua vez, caiu em 20 unidades da federação.

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Em São Paulo, maior produtor e consumidor de etanol do país, o biocombustível teve um decréscimo de 2,72%, custando R$ 4,765/L em média, o menor preço para o renovável dentre todos os estados; já a gasolina foi vendida a R$ 6,892/L, retração de 0,46%. Com isso, a relação entre os preços ficou em 69,1%, abaixo do índice de uma semana antes de 70,7%, voltando a ser favorável ao etanol. A pesquisa foi feita em 107 cidades paulistas, uma a menos do que no último levantamento.

Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,951/L na média da semana analisada, retração de 2,96%. Enquanto isso, a gasolina decaiu 2,79%, para R$ 7,416/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 66,8%, menor que os 66,9% de uma semana antes, com o etanol seguindo favorável e com o melhor índice entre todos os estados. Segundo a ANP, 17 cidades goianas foram consideradas no levantamento, mesma quantia do que na semana anterior.

Por sua vez, Minas Gerais registrou um decréscimo de 2,17% no preço médio do etanol, que foi comercializado a R$ 5,238/L. A gasolina passou por uma queda de 0,28% e foi negociada a R$ 7,491/L, em média. Com isso, o renovável custou o equivalente a 69,9% do preço do combustível fóssil, abaixo dos 71,3% vistos na semana anterior, com o etanol voltando a ser competitivo na média do estado. No total, 58 municípios mineiros participaram da pesquisa, uma a mais do que uma semana antes.

Em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve uma alta de 2,9%, indo para R$ 4,904/L. Na semana, a gasolina teve um incremento de 0,73%, passando a custar R$ 7,062/L. Desta forma, a relação entre os preços ficou em 69,4%, acima dos 68% de uma semana antes, mas ainda economicamente vantajosa ao consumidor. A ANP fez a pesquisa em sete municípios mato-grossenses, um a mais do total registrado no último levantamento.

Já em Mato Grosso do Sul, o etanol caiu 1,68%, ficando em R$ 5,332/L. A gasolina, por sua vez, teve uma alta de 0,03%, para R$ 7,042/L. Assim, o biocombustível custou o equivalente a 75,7% do preço de seu concorrente fóssil, abaixo dos 77% de uma semana antes, porém ainda sendo a mais alta relação entre os seis principais estados produtores de etanol do país. Sete cidades participaram do levantamento.

Por fim, no Paraná, o biocombustível custou o equivalente a 75,1% do preço da gasolina. No período, o renovável teve uma queda de 1,23%, sendo vendido por R$ 5,448/L na média estadual, o valor mais alto entre os maiores produtores do biocombustível. Já a gasolina caiu 0,11%, indo para R$ 7,256/L. No total, 29 cidades foram pesquisadas no estado, mesma quantidade do que o visto uma semana antes.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Comparação comprometida

Após mais de dois meses em pausa, o levantamento de preços nos postos voltou a ser realizado semanalmente no final de outubro de 2020. Ainda assim, as comparações entre as análises não são precisas, já que o número de municípios pesquisados vem mudando semanalmente, conforme já era previsto pela ANP.

Entre 29 de maio e 4 de junho, 443 cidades foram pesquisadas, sete a mais do que no período anterior. O levantamento inclui todas as capitais dos estados brasileiros. Algumas localidades deixaram de participar no comparativo semanal, mudando o número de municípios de alguns estados.

Apesar da progressão no número de cidades, o total está abaixo do objetivo divulgado pela ANP: 459. A agência vem demonstrando dificuldades em cumprir com o esperado em relação ao levantamento desde a pausa, quando tinha uma expectativa de data de retomada que não foi atingida e atrasou mais de um mês.

Com este retorno gradual, os números seguem não correspondendo à média dos postos dos estados como ocorria antes da pausa. A comparação semanal também deve ser observada com cautela, já que a amostra pode aumentar ou diminuir semanalmente.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana


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