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Etanol: Preços

Preços nos postos: Etanol volta a ser competitivo em Goiás e Mato Grosso

Na média nacional, preço do renovável caiu 2,17% na semana analisada; já o da gasolina subiu 0,04%


NovaCana - 16 mai 2022 - 10:15

Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 8 a 14 de maio:

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  1. O preço do etanol caiu em 16 estados, e no Distrito Federal, enquanto o da gasolina reduziu em 16 unidades da federação

  2. O consumo de etanol é considerado economicamente vantajoso em Goiás e Mato Grosso

  3. O valor do hidratado subiu nas usinas paulistas e goianas e caiu nas mato-grossenses

  4. Levantamento de preços da ANP foi realizado em 419 municípios, quatro a mais do que na semana anterior


Repetindo o movimento da semana anterior, o preço do etanol nas bombas caiu na média nacional, enquanto a gasolina passou por um aumento. Com isso, o renovável tem a sua segunda retração consecutiva depois de oito semanas de acréscimos, enquanto a gasolina teve sua quinta alta seguida.

Entre 8 e 14 de maio, o biocombustível passou de R$ 5,441 por litro para R$ 5,323/L na média nacional, queda de 2,17%. Por sua vez, a gasolina foi de R$ 7,295/L para R$ 7,298/L, elevação de 0,04%, além de novo recorde de preço desde o início da série histórica da pesquisa, em 2002.

Os valores correspondem ao levantamento semanal realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Nas unidades paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 3,3198/L para R$ 3,3587/L, aumento de 1,17%, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Também houve aumento de 2,73% nas produtoras goianas, mas queda de 0,89% nas mato-grossenses.

Já a gasolina completou dois meses sem aumento nas refinarias, registrando uma defasagem média de 17% em relação ao preço praticado no Golfo do México, conforme a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

Vantagem em dois estados

Na semana, de acordo com a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil foi de 72,9%, abaixo do resultado do período anterior, de 74,6%. Esta é segunda baixa no indicador depois de seis aumentos consecutivos.

Além disso, o etanol voltou a ser economicamente favorável em dois estados: Mato Grosso e Goiás. Em relação ao primeiro, o renovável não era competitivo desde a semana de 27 de março a 2 de abril. Já em Goiás, a vantagem não ocorria desde o período de 17 a 23 de abril.

Ainda assim, o etanol permanece sem competitividade na média nacional. Ou seja, o preço do biocombustível ficou acima de 70% do custo da gasolina, faixa em que o renovável é tido como economicamente vantajoso para os consumidores.

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As comparações de valores nos postos não são exatamente precisas, já que o levantamento dos preços de combustíveis realizado pela ANP ainda não está sendo realizado em todas as cidades brasileiras e o número de localidades pesquisadas muda. Na semana analisada, foram levantados os dados de 419 municípios, quatro a mais do que no período anterior.

Variações nos estados

Segundo a ANP, entre 8 e 14 de maio, o preço do etanol subiu na média de dez estados e caiu em 16 e no Distrito Federal. A gasolina, por sua vez, caiu em 16 estados e aumentou em outras dez unidades da federação.

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Em São Paulo, maior produtor e consumidor de etanol do país, o biocombustível teve um decréscimo de 2,75%, custando R$ 5,049/L em média; já a gasolina foi vendida a R$ 6,942/L, queda de 0,09%. Com isso, a relação entre os preços ficou em 72,7%, abaixo do índice de uma semana antes de 74,7%, mas ainda desfavorável ao etanol. A pesquisa foi feita em 107 cidades paulistas, seis a mais do que no último levantamento.

Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 5,199/L na média da semana analisada, queda de 2,51%. Enquanto isso, a gasolina subiu 0,46%, para R$ 7,594/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 68,5%, menor que os 70,6% de uma semana antes, com o etanol voltando a ser favorável no estado com o melhor índice entre os seis principais produtores. Segundo a ANP, 16 cidades goianas foram consideradas no levantamento, uma a mais do que na semana anterior.

Por sua vez, Minas Gerais registrou um decréscimo de 2,27% no preço médio do etanol, que foi comercializado a R$ 5,515/L. A gasolina passou por uma queda de 0,49% e foi negociada a R$ 7,566/L, em média. Com isso, o renovável custou o equivalente a 72,9% do preço do combustível fóssil, abaixo dos 74,2% vistos na semana anterior, com o etanol mantendo uma média não competitiva no estado. No total, 53 municípios mineiros participaram da pesquisa, um a mais do uma semana antes.

Em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve uma queda de 1,17%, indo para R$ 4,883/L, o menor valor dentre todas as unidades da federação e o único abaixo de R$ 5/L. Na semana, a gasolina teve um aumento de 0,16%, passando a custar R$ 7,062/L. Desta forma, a relação entre os preços ficou em 69,1%, abaixo dos 70,1% de uma semana antes, voltando a ser economicamente vantajosa ao consumidor. A ANP fez a pesquisa em sete municípios mato-grossenses, dois a mais do total registrado no último levantamento.

Já em Mato Grosso do Sul, o etanol caiu 1,22%, ficando em R$ 5,598/L. A gasolina, por sua vez, teve uma queda de 0,23%, para R$ 7,081/L. Assim, o biocombustível custou o equivalente a 79,1% do preço de seu concorrente fóssil, abaixo dos 79,9% de uma semana antes, porém ainda sendo a mais alta relação entre os seis principais estados produtores de etanol do país. Sete cidades participaram do levantamento.

Por fim, no Paraná, o biocombustível custou o equivalente a 77,2% do preço da gasolina. No período, o renovável teve uma queda de 1,97%, sendo vendido por R$ 5,623/L na média estadual, o valor mais alto entre os maiores produtores do biocombustível. Já a gasolina caiu 0,07%, indo para R$ 7,288/L. No total, 25 cidades foram pesquisadas no estado, três a menos do que o visto uma semana antes.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Comparação comprometida

Após mais de dois meses em pausa, o levantamento de preços nos postos voltou a ser realizado semanalmente no final de outubro de 2020. Ainda assim, as comparações entre as análises não são precisas, já que o número de municípios pesquisados vem mudando semanalmente, conforme já era previsto pela ANP.

Entre 8 e 14 de maio, 419 cidades foram pesquisadas, quatro a mais do que no período anterior. O levantamento inclui todas as capitais dos estados brasileiros. Algumas localidades deixaram de participar no comparativo semanal, mudando o número de municípios de alguns estados.

Apesar da progressão no número de cidades, o total está abaixo do objetivo divulgado pela ANP: 459. A agência vem demonstrando dificuldades em cumprir com o esperado em relação ao levantamento desde a pausa, quando tinha uma expectativa de data de retomada que não foi atingida e atrasou mais de um mês.

Com este retorno gradual, os números seguem não correspondendo à média dos postos dos estados como ocorria antes da pausa. A comparação semanal também deve ser observada com cautela, já que a amostra pode aumentar ou diminuir semanalmente.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana


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