Etanol: Preços

Preços nos postos: Etanol inicia 2021 com leve queda; gasolina sobe

Na média dos postos analisados, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 70,4%, acima do limite considerado economicamente favorável ao etanol


NovaCana - 05 jan 2021 - 13:01

Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 27 de dezembro a 2 de janeiro:

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  1. Preço médio da gasolina nas cidades pesquisadas subiu 0,49% e o do etanol reduziu 0,09%

  2. Na média nacional, o valor do combustível renovável correspondeu a 70,4% do preço de comercialização do fóssil

  3. O consumo de etanol é economicamente vantajoso apenas em algumas cidades de Minas Gerais e Goiás

  4. O biocombustível subiu nas usinas de São Paulo e Goiás, mas caiu nas de Mato Grosso


Ainda que economicamente favorável em apenas dois estados, o preço do etanol iniciou o ano de 2021 com uma suave queda em relação a semana anterior. Entre 27 de dezembro e 2 de janeiro, o biocombustível custou aos consumidores brasileiros, na média da amostra analisada, R$ 3,180/L, retração de 0,09% no comparativo com o período anterior, quando o valor era de R$ 3,183/L.

Após uma sequência de aumento de dois meses encerrada no começo de dezembro, o etanol tem sofrido leves variações que formam um quadro geral de estabilidade nas bombas de combustíveis.

Por sua vez, o preço da gasolina teve um aumento de 0,49% na semana, indo de R$ 4,495/L para R$ 4,517/L. Com isso, a relação entre o valor do combustível fóssil e o do biocombustível foi, na média, de 70,4%, pouco acima da linha considerada economicamente favorável ao etanol, de 70%.

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Os dados, divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), fazem parte do levantamento dos preços de combustíveis realizado pela agência. Na primeira semana do ano, foram consideradas 120 cidades; ainda assim, a comparação semanal segue comprometida, uma vez que o número de municípios pesquisados aumenta a cada análise.

Nas usinas, a análise mais recente do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, corresponde ao período de 23 a 30 de dezembro. Em São Paulo, o valor aumentou 0,31%, enquanto em Goiás o aumento foi de 0,58%. Já em Mato Grosso houve uma redução de 0,50%.

O coordenador do curso de economia da FGV EESP, Joelson Sampaio, afirmou à Agência Estado que, em comparação com o ano passado, os preços dos combustíveis em 2021 deverão ficar até 10% mais altos, devido aos impactos gerados pela pandemia.

Destaques nos estados

Entre 27 de dezembro e 2 de janeiro, o preço do etanol subiu em 13 estados e no Distrito Federal, caiu em 12, e não pode ser comparado no Amapá. Enquanto isso, o preço da gasolina subiu em 15 unidades da federação.

O estado de maior produção e consumo de etanol no país, São Paulo, teve uma queda de 0,27% no preço do biocombustível, ficando em R$ 3,010/L. Por sua vez, a gasolina passou por um aumento de 0,33%, para R$ 4,235/L, fazendo com que a relação entre os preços dos dois combustíveis ficasse em 71,1%.

Ainda que o índice tenha ficado acima do limite considerado comercialmente favorável, o valor do etanol nas bombas foi o menor de toda a análise. No total, 35 cidades paulistas fizeram parte da pesquisa.

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Já dentre as cidades analisadas em Minas Gerais, o valor do etanol caiu 0,03%, para R$ 3,202/L, e o da gasolina se manteve em R$ 4,618/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 69,3%, ainda dentro do limite considerado favorável ao biocombustível. Neste caso, 10 municípios foram avaliados.

A mesma relação percentual entre etanol e gasolina se deu em Goiás, onde apenas duas cidades foram analisadas. No estado, o etanol caiu 1,18% na semana, atingindo R$ 3,271/L. A gasolina também sofreu queda, de 1,71%, ficando em R$ 4,722/L.

Já em Mato Grosso, que também contou com dois municípios participando da análise, o preço do etanol subiu 0,03% e o da gasolina 0,07%, ficando em R$ 3,256/L e R$ 4,558/L, respectivamente. Desta forma, a relação entre os valores ficou em 71,4%, acima do patamar economicamente favorável ao biocombustível.

Em Mato Grosso do Sul, a relação entre os combustíveis foi de 71,9%, em um cenário de aumento do preço do etanol de 0,27% e redução da gasolina de 0,17%.

Já no Paraná, tanto etanol quando gasolina tiveram reduções: o primeiro em 0,25%, e a segunda em 0,55%. Ainda assim, a relação de preços foi de 75,7%, desfavorável ao biocombustível.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Comparação comprometida

Após mais de dois meses em pausa, o levantamento de preços nos postos voltou a ser realizado semanalmente no final de outubro de 2020. Ainda assim, as comparações entre as análises não são precisas, já que o número de municípios pesquisados vem mudando semanalmente, conforme já era previsto pela ANP.

No período de 27 de dezembro a 2 de janeiro, 120 cidades foram pesquisadas pela entidade, oito a mais do que no período anterior. Todas as capitais foram incluídas, menos a do Amapá, no caso do etanol. O estado que não apresenta qualquer dado desde o retorno da análise após a pausa.

Apesar da progressão no número de cidades, o total está bem abaixo do objetivo divulgado pela ANP, que é de 459 cidades.

A ANP vem demonstrando dificuldade em cumprir com o esperado em relação ao levantamento desde a pausa, quando tinha uma expectativa de data de retomada que não foi cumprida e atrasou mais de um mês.

Com este retorno gradual, os números seguem não correspondendo à média dos postos dos estados como ocorria antes da pausa. A comparação semanal também deve ser observada com cautela, já que a amostra pode aumentar ou diminuir semanalmente.

Gabrielle Rumor Koster – novaCana.com


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