Etanol: Preços

Etanol: Preços

Preços nos postos: Etanol e gasolina iniciam 2023 com aumentos na casa dos 3%

Na primeira semana de janeiro, o litro do renovável custou R$ 4,01 na média nacional, enquanto o da gasolina chegou a R$ 5,12


NovaCana - Publicado: 09 Jan 2023 - 10:52

Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 1 a 7 de janeiro:

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  1. Os valores do etanol e da gasolina subiram na maioria dos estados

  • O consumo do biocombustível não é considerado economicamente vantajoso em nenhuma unidade da federação

  • O preço do etanol hidratado teve redução nas usinas paulistas, mato-grossenses e goianas

  • Levantamento de preços da ANP foi realizado em 279 cidades brasileiras, 15 a mais em relação à última semana do ano passado


  • O ano de 2023 começou com alta no preço dos combustíveis nos postos brasileiros, apesar da confirmação da desoneração dos impostos federais que desagradou o setor de etanol. Na primeira semana de janeiro, o valor do biocombustível subiu 3,6%, saindo de R$ 3,87 por litro para R$ 4,01/L. A gasolina, por sua vez, registrou um acréscimo de 3,2%, de R$ 4,96/L para R$ 5,12/L.

    Nas últimas semanas de 2022, tanto o combustível fóssil quanto o renovável apresentaram três quedas de preço, mas finalizaram o ano com um aumento.

    Os valores foram divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e correspondem a 279 cidades, incluindo a maioria das capitais brasileiras.

    Desta forma, o etanol inicia o ano registrando desvantagem comercial ante a gasolina. De acordo com a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil nos postos foi de 78,3% na média nacional. Assim, ela supera o limite considerado economicamente vantajoso para o etanol, de 70%, além de ser a maior média registrada desde novembro de 2021.

    Nas médias estaduais, por sua vez, o renovável também não é considerado competitivo em nenhum caso.

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    Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,8893/L para R$ 2,8092/L. A redução foi de 2,8%, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Além disso, houve baixa de 1,5% produtoras goianas e de 2,3% nas mato-grossenses.

    Variações nos estados

    Com a troca da empresa terceirizada responsável pelo levantamento da ANP, a amostragem de municípios tem mudado a cada análise. No período mais recente, a pesquisa foi feita em 279 cidades, 15 a mais do que uma semana antes. Com um aumento gradual, a diferença no número compromete a comparação.

    Segundo a ANP, de 1 a 7 de janeiro, os preços do etanol subiram em 22 estados e caíram em três e no Distrito Federal. Já os da gasolina subiram em 22 unidades da federação, tiveram redução em três e ficaram estáveis em um. Os dados do Acre, entretanto, não foram divulgados nas últimas duas semanas.

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    Em São Paulo, o biocombustível teve um acréscimo de 4,2%, custando R$ 3,94/L em média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,07/L, aumento de 4,1%. Com isso, a relação entre os preços ficou em 77,7%, um resultado que não é economicamente favorável ao renovável.

    Já em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,96/L na média, aumento semanal de 5,3%. A gasolina subiu 2,2%, para R$ 5,11/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 77,5%, desfavorável ao etanol.

    Por sua vez, Minas Gerais registrou um acréscimo de 4,7% no preço médio do etanol, que foi comercializado a R$ 4/L, enquanto a gasolina também subiu 4,1%, sendo comercializada por R$ 5,05/L, em média. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 79,2% do preço do combustível fóssil, com o etanol ainda sem competitividade.

    Em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve uma alta de 2,5%, indo para R$ 3,66/L – menor valor entre os seis maiores produtores. No período, a gasolina subiu 2,9%, indo para R$ 5,06/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 72,3%, ainda desvantajosa ao biocombustível, mas a menor média entre os principais produtores.

    Já em Mato Grosso do Sul, o etanol aumentou 1,1%, para R$ 3,85/L. A gasolina, por sua vez, subiu 1,7%, para R$ 4,81/L. Assim, o valor biocombustível correspondeu a 80% do preço de seu concorrente fóssil.

    Por fim, no Paraná, o biocombustível custou o equivalente a 83,3% do preço da gasolina, a mais alta relação dentre os seis principais estados produtores de etanol do país. No período, o renovável teve um aumento de 1,2%, sendo vendido por R$ 4,25/L na média estadual, também o maior valor entre os maiores fabricantes do biocombustível. Já a gasolina teve um decréscimo de 1%, para R$ 5,10/L.

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    Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

    Atos terroristas

    No último domingo, 8, após invasões coordenadas nas sedes dos Três Poderes em Brasília, houve certa preocupação em relação ao abastecimento nacional de combustíveis. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou, em nota oficial, que o funcionamento normal de refinarias, terminais e bases de distribuição, estão garantidos.

    “Além de monitorar o status de protestos nessas estruturas, seguimos atentos e em articulação com outras Pastas e Estados para assegurar o suprimento”, confirmou.

    Ausência de dados

    No ano passado, os dados estaduais de preços dos combustíveis referentes à semana de 18 a 24 de setembro não foram divulgados pela ANP e, portanto, não puderam ser comparados. Isso ocorreu, conforme a agência, por conta do fim do contrato com a empresa que realizava o levantamento de preços de combustíveis, em 13 de setembro.

    Nas semanas de 25 de setembro a 1º de outubro e de 2 a 8 de outubro, foram divulgados números apenas das capitais brasileiras. Nas semanas subsequentes, outras cidades passaram a elencar a pesquisa, sendo que o levantamento mais recente totalizou 279 municípios.

    Atualmente, a empresa contratada pela ANP para a realização do levantamento é a Triad Research Consultoria e Pesquisa de Mercado. A vigência do acordo começou em 26 de setembro e o cronograma prevê um crescimento gradual da amostragem, atingindo 459 municípios até 16 de abril deste ano.

    Giully Regina – NovaCana