Etanol: Preços

Preço nos postos: Todos os estados registram queda para etanol e gasolina

Na média nacional, biocombustível caiu 3,5% e a opção fóssil teve retração de 2,8%; relação entre os valores ficou em 73,1%, desfavorável para o renovável


NovaCana - 29 ago 2022 - 10:32 - Última atualização em: 05 set 2022 - 09:21

Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 21 a 27 de agosto:

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  1. Os preços do etanol e da gasolina caíram em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal

  2. O consumo de etanol é considerado economicamente vantajoso apenas em Mato Grosso

  3. O valor do hidratado teve redução nas usinas paulistas, mato-grossenses e goianas

  4. Levantamento de preços da ANP foi realizado em 438 municípios, oito a mais do que na última semana


Errata: Na semana em questão, o preço médio nacional do etanol foi R$ 3,84 e não R$ 3,52 como noticiado anteriormente. O texto abaixo foi alterado.

Tanto os preços do etanol quanto os da gasolina seguem em queda na média nacional. Com isso, o país entrou na 17ª semana de baixa consecutiva para o renovável e na nona redução seguida para o combustível fóssil.

Entre 21 e 27 de agosto, o biocombustível passou de R$ 3,98 por litro para R$ 3,84/L, queda de 3,5%. Já a gasolina foi de R$ 5,40/L para R$ 5,25/L, uma diminuição de 2,8%.

Os valores correspondem ao levantamento semanal realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil nos postos foi de 73,1%. O valor não apresentou muitas oscilações entre as últimas semanas, pois tanto a gasolina, quanto o etanol, tiveram quedas equivalentes no período.

Assim, o preço do renovável segue acima de 70% do valor da gasolina, ultrapassando a faixa em que é tido como economicamente vantajoso para os consumidores. Nas médias estaduais, por sua vez, o renovável só se manteve competitivo em Mato Grosso.

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Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,5902/L para R$ 2,4132/L. A queda de 6,8% foi a quarta redução consecutiva, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.

Da mesma forma, houve uma retração de 4,6% nas produtoras goianas e de 5,9% nas mato-grossenses.

Política de preços

No começo da semana passada, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, determinou que a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) prestassem informações relacionadas à transparência e regularidade dos preços dos combustíveis. O prazo de cinco dias, termina hoje, 29.

Além disso, também em relação aos valores dos combustíveis, reportagem do jornal O Estado de São Paulo apontou que a redução forçada, vista com a diminuição dos impostos federais e estaduais, poderá custar mais de R$ 50 bilhões neste ano.

Segundo o texto, R$ 33 bilhões seriam referentes à isenção de PIS/Cofins do diesel, gás, gasolina e etanol. Já os R$ 20 bilhões restantes seriam referentes ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que os estados deixarão de arrecadar com combustíveis e energia elétrica.

Variações nos estados

Segundo a ANP, de 21 a 27 de agosto, o preço do etanol caiu em 25 unidades da federação e no Distrito Federal, não sendo divulgados valores referentes ao Amapá. Já os da gasolina tiveram redução nos 26 estados e no Distrito Federal.

Entretanto, as comparações de valores nos postos não são exatamente precisas, já que o levantamento dos preços de combustíveis ainda não está sendo realizado em todas as cidades brasileiras e o número de localidades pesquisadas muda. Na semana analisada, foram obtidos dados de 438 municípios, oito a mais do que no período anterior.

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Em São Paulo, maior estado produtor e consumidor de etanol do país, o biocombustível teve um decréscimo de 3,7%, custando R$ 3,64/L em média. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,13/L, redução de 3,2%. Com isso, a relação entre os preços ficou em 71%, abaixo do índice de uma semana antes, de 71,3%, e ainda economicamente desfavorável ao renovável. A pesquisa foi feita em 107 cidades, mesma quantidade do último levantamento.

Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 3,62/L na média da semana analisada, queda de 4,7%. Enquanto isso, a gasolina caiu 2,9%, para R$ 5,02/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 72,1%, abaixo do índice de 73,5% da semana anterior e sem vantagem para o biocombustível. Segundo a ANP, 16 cidades goianas foram consideradas, uma a menos em relação à semana anterior.

Por sua vez, Minas Gerais registrou um decréscimo de 3% no preço médio do etanol, que foi comercializado a R$ 3,85/L. A gasolina passou por uma retração de 2,4%, para R$ 5,21/L, em média. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 73,9% do preço do combustível fóssil, índice inferior aos 74,3% vistos na semana anterior, mas com o etanol ainda sem competitividade na média do estado. No total, 58 municípios mineiros participaram da pesquisa, um a mais do que em uma semana antes.

Em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve uma retração de 2,75%, indo para R$ 3,53/L, menor valor entre todas as unidades da federação. Na semana, a gasolina teve uma redução de 2%, passando a custar R$ 5,30/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 66,6%, inferior aos 67,1% de uma semana antes e com o etanol se mantendo economicamente vantajoso ao consumidor. Esta também é a menor relação de preços entre os combustíveis dentre todos os estados. A ANP fez a pesquisa em sete municípios mato-grossenses, um a mais do que o total registrado no levantamento anterior.

Já em Mato Grosso do Sul, o etanol caiu 3,1%, ficando em R$ 4,04/L. A gasolina, por sua vez, teve uma baixa de 2,1%, para R$ 5,07/L. Assim, o biocombustível custou o equivalente a 79,7% do preço de seu concorrente fóssil, abaixo dos 80,5% de uma semana antes, mas ainda a mais alta relação dentre os seis principais estados produtores de etanol do país. Sete cidades participaram do levantamento.

Por fim, no Paraná, o biocombustível custou o equivalente a 77% do preço da gasolina. No período, o renovável teve uma queda de 4,2%, sendo vendido por R$ 4,12/L na média estadual, o valor mais alto entre os maiores produtores do biocombustível. Já a gasolina baixou 2%, indo para R$ 5,35/L. No total, 26 cidades foram pesquisadas no estado, duas a menos do que na semana anterior.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Comparação comprometida

Após mais de dois meses em pausa, o levantamento de preços nos postos voltou a ser realizado semanalmente no final de outubro de 2020. Ainda assim, as comparações entre as análises não são precisas, já que o número de municípios pesquisados vem mudando semanalmente, conforme já era previsto pela ANP.

Entre 21 e 27 de agosto, 438 cidades foram pesquisadas, oito a mais do que no período anterior. O levantamento inclui todas as capitais dos estados brasileiros. Algumas localidades deixaram de participar no comparativo semanal, mudando o número de municípios de alguns estados.

Apesar da progressão no número de cidades, o total está abaixo do objetivo divulgado pela ANP: 459. A agência vem demonstrando dificuldades em cumprir com o esperado em relação ao levantamento desde a pausa, quando tinha uma expectativa de data de retomada que não foi atingida e atrasou mais de um mês.

Com este retorno gradual, os números seguem não correspondendo à média dos postos dos estados como ocorria antes da pausa. A comparação semanal também deve ser observada com cautela, já que a amostra pode aumentar ou diminuir semanalmente.

Giully Regina – NovaCana


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