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Etanol: Preços

Preço nos postos: Após oito semanas de alta, etanol cai 1,8%; gasolina sobe 0,2%

Na média nacional, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 74,6%


NovaCana - 09 mai 2022 - 10:46

Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 1º a 7 de maio:

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  1. O preço do etanol subiu em 19 estados, enquanto o da gasolina aumentou em 16 unidades da federação

  2. O consumo de etanol não é considerado economicamente vantajoso em todos os estados brasileiros

  3. O valor do hidratado caiu nas usinas paulistas, mato-grossenses e goianas

  4. Levantamento de preços da ANP foi realizado em 415 municípios, três a menos do que na semana anterior


Depois de oito semanas de aumentos, o etanol apresentou uma queda de preço na média dos postos brasileiros. Já a gasolina teve uma nova alta, entrando em sua quarta semana seguida de acréscimos.

Entre 1 e 7 de maio, o biocombustível passou de R$ 5,539 por litro para R$ 5,441/L na média nacional, decréscimo de 1,77%. Por sua vez, a gasolina foi de R$ 7,283/L para R$ 7,295/L, elevação de 0,16%.

Os valores correspondem ao levantamento semanal realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A redução do etanol é justificada pelo início da colheita de cana-de-açúcar na região Centro-Sul, que derrubou os preços nas usinas. Assim, os postos já começam a sentir os efeitos do produto mais barato.

Nas unidades paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 3,4965/L para R$ 3,3198/L, redução de 5,05%, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Também houve queda de 5,01% nas produtoras mato-grossenses e de 5,27% nas goianas.

Já em relação ao combustível fóssil, o mercado espera novos reajustes para cima. De acordo com a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), o preço da gasolina nas refinarias está 25% abaixo da paridade de importação e, para equiparar o valor com o mercado internacional, seria necessário um aumento de R$ 0,78/L. O último ajuste da Petrobras aconteceu há dois meses.

Com a defasagem e a dificuldade de importação, alguns postos já falam em racionamento seletivo na oferta de combustíveis, especialmente em regiões mais dependentes de volumes vindos de fora do país.

Na semana, de acordo com a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil foi de 74,6%, abaixo do resultado do período anterior, de 76,1%. Esta é a primeira baixa no indicador depois de seis aumentos consecutivos.

Ainda assim, o etanol permanece sem competitividade nas médias nacional e estaduais. Ou seja, o preço do biocombustível ficou acima de 70% do custo da gasolina, faixa em que o renovável é tido como economicamente vantajoso para os consumidores.

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As comparações de valores nos postos não são exatamente precisas, já que o levantamento dos preços de combustíveis realizado pela ANP ainda não está sendo realizado em todas as cidades brasileiras e o número de localidades pesquisadas muda. Na semana analisada, foram levantados os dados de 415 municípios, três a menos do que no período anterior.

Variações nos estados

Segundo a ANP, entre 1 e 7 de maio, o preço do etanol subiu na média de 19 estados e caiu em sete e no Distrito Federal. A gasolina, por sua vez, subiu em 16 unidades da federação.

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Em São Paulo, maior produtor e consumidor de etanol do país, o biocombustível teve um decréscimo de 2,92%, custando R$ 5,192/L em média; já a gasolina foi vendida a R$ 6,948/L, queda de 0,63%. Com isso, a relação entre os preços ficou em 74,7%, abaixo do índice de uma semana antes de 76,5%, mas ainda desfavorável ao etanol. A pesquisa foi feita em 101 cidades paulistas, sete a menos do que no último levantamento.

Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 5,333/L na média da semana analisada, queda de 1,35%. Enquanto isso, a gasolina caiu 0,25%, para R$ 7,559/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 70,6%, menor que os 71,3% de uma semana antes e ainda desfavorável ao etanol. Segundo a ANP, 17 cidades goianas foram consideradas no levantamento, mesma quantidade da semana anterior.

Por sua vez, Minas Gerais registrou um decréscimo de 1,84% no preço médio do etanol, que foi comercializado a R$ 5,643/L. A gasolina passou por uma queda de 0,43% e foi negociada a R$ 7,603/L, em média. Com isso, o renovável custou o equivalente a 74,2% do preço do combustível fóssil, abaixo dos 75,3% vistos na semana anterior, com o etanol mantendo uma média não competitiva no estado. No total, 52 municípios mineiros participaram da pesquisa, um a menos do uma semana antes.

Em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve uma queda de 0,32%, indo para R$ 4,941/L, o menor valor dentre todas as unidades da federação. Na semana, a gasolina teve um aumento de 0,76%, passando a custar R$ 7,051/L. Desta forma, a relação entre os preços ficou em 70,1%, abaixo dos 70,8% de uma semana antes, o melhor índice entre os seis principais produtores, mas ainda não sendo economicamente vantajosa ao consumidor. A ANP fez a pesquisa em cinco municípios mato-grossenses, um a mais do total registrado no último levantamento.

Já em Mato Grosso do Sul, o etanol caiu 0,49%, ficando em R$ 5,667/L. A gasolina, por sua vez, teve uma queda de 0,17%, para R$ 7,097/L. Assim, o biocombustível custou o equivalente a 79,9% do preço de seu concorrente fóssil, abaixo dos 80,1% de uma semana antes, porém ainda sendo a mais alta relação entre os seis principais estados produtores de etanol do país. Sete cidades participaram do levantamento.

Por fim, no Paraná, o biocombustível custou o equivalente a 78,7% do preço da gasolina. No período, o renovável teve uma queda de 1,43%, sendo vendido por R$ 5,736/L na média estadual, o valor mais alto entre os maiores produtores do biocombustível. Já a gasolina caiu 0,07%, indo para R$ 7,293/L. No total, 28 cidades foram pesquisadas no estado, uma a mais do que o visto uma semana antes.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Comparação comprometida

Após mais de dois meses em pausa, o levantamento de preços nos postos voltou a ser realizado semanalmente no final de outubro de 2020. Ainda assim, as comparações entre as análises não são precisas, já que o número de municípios pesquisados vem mudando semanalmente, conforme já era previsto pela ANP.

Entre 1º e 7 de maio, 415 cidades foram pesquisadas, três a menos do que no período anterior. O levantamento inclui todas as capitais dos estados brasileiros. Algumas localidades deixaram de participar no comparativo semanal, mudando o número de municípios de alguns estados.

Apesar da progressão no número de cidades, o total está abaixo do objetivo divulgado pela ANP: 459. A agência vem demonstrando dificuldades em cumprir com o esperado em relação ao levantamento desde a pausa, quando tinha uma expectativa de data de retomada que não foi atingida e atrasou mais de um mês.

Com este retorno gradual, os números seguem não correspondendo à média dos postos dos estados como ocorria antes da pausa. A comparação semanal também deve ser observada com cautela, já que a amostra pode aumentar ou diminuir semanalmente.

Giully Regina – NovaCana


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