Etanol: Preços

[Atualizado] Levantamento de preços da ANP segue em pausa indefinidamente

Novo formato de pesquisa entrará em vigor em 8 de setembro; depois de duas semanas em pausa, não há previsão de retorno


novaCana.com - 14 set 2020 - 10:00

Atualização em 14/09, às 10h: O texto foi atualizado com as novas informações divulgadas pela ANP sobre o retorno do acompanhamento dos preços dos postos, que não começou hoje como o esperado.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgou, no dia 25 de agosto, que vai implementar um novo formato de divulgação do levantamento de preços de combustíveis (LPC) nos postos a partir deste mês.

A mudança envolveu a contratação de outra empresa para prestar os serviços de pesquisa. A escolhida é a Análise e Síntese Pesquisa e Marketing, que assinou um contrato com vigência de um ano contando a partir do dia 8 de setembro. Conforme divulgado no Diário Oficial da União, o valor do contrato foi de R$ 2,99 milhões.

De acordo com o site da agência à época, “como o contrato com a empresa anterior já foi encerrado, haverá uma interrupção na pesquisa entre 23 de agosto e 7 de setembro”. Porém o anúncio foi atualizado recentemente, explicando que a previsão de retomada de publicação semanal dos dados de preços de combustíveis automotivos foi revista “em decorrência de ajustes necessários ao processo de implantação do LPC”.

Desta forma, o novaCana seguirá sem divulgar a evolução dos preços do etanol e da gasolina nos postos do país, como é feito toda segunda-feira. Com o início da vigência do novo contrato, a expectativa era que a publicação retornasse hoje (14), o que não se confirmou. A recente atualização da ANP explica que “as ações cabíveis estão sendo adotadas a fim de permitir, o mais brevemente possível, o início da primeira etapa da pesquisa”.

A ANP ainda explica que a nova pesquisa utilizará um “formulário eletrônico”, que permitirá a localização em tempo real do pesquisador e solicitará fotos do posto e do painel de preços, “garantindo a confiabilidade e a rastreabilidade dos dados”.

Outra mudança é que a pesquisa não trará mais os preços pagos pelos postos às distribuidoras. “Atualmente, as Resoluções ANP nº 729/2018 e nº 795/2019 já obrigam os distribuidores a fornecerem esses dados por meio do Sistema de Movimentação de Produtos (SIMP)”, justifica a agência.

Já a abrangência geográfica da pesquisa segue a mesma: 459 localidades. Elas serão atingidas em oito etapas, divididas ao longo dos meses, já que a contratação prevê uma expansão gradual das amostras. Assim, a pesquisa iniciará com as 26 capitais dos estados e o Distrito Federal e, após quatro semanas, envolverá mais 65 cidades.

A periodicidade semanal também se mantém, assim como o número de postos (cerca de 6 mil).

Rafaella Coury – novaCana.com


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