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Etanol: Preços

Preço nos postos: Gasolina sobe e etanol se mantém em queda pela sexta semana

Na média nacional, relação entre os valores dos dois combustíveis foi de 70,2%


NovaCana - 08 mar 2022 - 11:16

Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 27 de fevereiro a 5 de março:

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  1. Etanol caiu em 16 estados, enquanto gasolina teve retração em 15 unidades da federação

  2. O consumo de etanol é considerado economicamente vantajoso em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e São Paulo

  3. O valor do hidratado subiu nas usinas paulistas, goianas e mato-grossenses

  4. Levantamento de preços da ANP foi realizado em 396 municípios, três a menos do que na semana anterior


Depois de cinco semanas de queda conjunta, a variação nos preços dos combustíveis teve divergência na média dos postos brasileiros. Entre 27 de fevereiro e 5 de março, o etanol passou por uma nova retração, de 0,37%, e saiu de R$ 4,632 por litro para R$ 4,615/L na média nacional. Já a gasolina subiu de R$ 6,560/L para R$ 6,577/L, aumento de 0,26%.

Na semana, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil foi de 70,2%, abaixo do resultado do período anterior, quando era de 70,6%. Isso ocorreu devido ao aumento da gasolina ante a queda vista pelo etanol.

Esta é a oitava semana consecutiva de redução no indicador, colocando o renovável cada vez mais próximo de se tornar comercialmente competitivo na média nacional. Entretanto, o resultado segue levemente acima do limite de 70% do custo da gasolina, faixa em que o etanol é tido como vantajoso para os consumidores.

Considerando as médias estaduais, o biocombustível segue economicamente vantajoso nos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e São Paulo.

Os valores correspondem ao levantamento semanal realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

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As comparações de valores nos postos não são exatamente precisas, já que o levantamento dos preços de combustíveis ainda não está sendo realizado em todas as cidades brasileiras e o número de localidades pesquisadas muda. Na semana analisada, foram levantados os dados de 396 municípios, três a menos do que no período anterior.

Por sua vez, o preço do hidratado subiu 1,81% nas usinas paulistas, indo de R$ 2,8692/L para R$ 2,9211/L. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Também houve um acréscimo de 0,26% nas produtoras goianas e de 0,03% nas mato-grossenses.

Preços sob pressão

Com o impacto da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o preço do petróleo, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou na semana passada que já colocou o pacote de projetos de lei que buscam reduzir o preço dos combustíveis na pauta de votação.

O governo também avalia a criação de um programa de subsídios para evitar a alta gasolina e do diesel, que teria validade de até seis meses e usaria o lucro da Petrobras pago à União. Porém, a proposta enfrenta resistência do Senado e do próprio Ministério da Economia. Segundo fontes ouvidas pela CNN Brasil, o ministro Paulo Guedes se encontrou com o presidente Jair Bolsonaro (PL) para lhe informar que é contra a criação do subsídio.

Nesta terça-feira, executivos da Petrobras informaram que iriam buscar aprovação do governo para aumentar os preços dos combustíveis em suas refinarias. Na semana passada, com a alta do petróleo, a defasagem entre o preço da gasolina da estatal e das principais bolsas internacionais chegou a 24%.

O presidente defendeu, na semana passada, que a petroleira reduzisse seus lucros para evitar alta nos combustíveis. E ainda nesta segunda-feira, 7, voltou a criticar a política de paridade de importação (PPI) praticada pela estatal.

Variações nos estados

Segundo a ANP, entre 27 de fevereiro e 5 de março, o preço do etanol subiu na média de dez estados, caiu em 15 e no Distrito Federal e ficou estável no Amapá. A gasolina, por sua vez, caiu em 15 unidades da federação.

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Em São Paulo, maior produtor e consumidor de etanol do país, o biocombustível teve uma redução de 0,82%, custando R$ 4,365/L na média. Já a gasolina foi vendida a R$ 6,289/L, queda de 0,22%. Com isso, a relação entre os preços caiu, ficando em 69,4% ante os 69,8% se mantendo favorável ao etanol. A pesquisa foi feita em 108 cidades paulistas, uma a mais do que na semana anterior.

Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,515/L na média da semana analisada, com uma retração semanal de 1,03%. Enquanto isso, a gasolina apresentou diminuição de 0,04%, para R$ 6,701/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 67,4%, abaixo dos 68% de uma semana antes e ainda favorável ao etanol. Segundo a ANP, 16 cidades goianas foram consideradas no levantamento, mesma quantidade do que uma semana antes.

Por sua vez, Minas Gerais registrou redução de 0,84% no preço médio do etanol, que foi comercializado a R$ 4,717/L. A gasolina passou por uma queda de 0,15% e foi negociada a R$ 6,884/L, em média. Com isso, o renovável custou o equivalente a 68,5% do preço do combustível fóssil, índice inferior ao visto na semana anterior, de 69%, e mantendo a competitividade no estado. No total, 48 municípios mineiros participaram da pesquisa, dois a menos do que na semana anterior.

Em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve uma queda de 1,13%, para R$ 4,217/L, o menor valor entre todas as unidades da federação. Na semana, a gasolina caiu 0,16%, passando a custar R$ 6,323/L. Desta forma, a relação entre os preços ficou em 66,7%, abaixo dos 67,3% de uma semana antes, seguindo economicamente vantajoso ao consumidor. A ANP fez a pesquisa em sete municípios mato-grossenses, mesmo número do último levantamento.

Já em Mato Grosso do Sul, o valor do etanol diminuiu 0,79%, ficando em R$ 4,884/L. A gasolina, por sua vez, teve uma queda de 0,19%, para R$ 6,436/L. Assim, o biocombustível custou o equivalente a 75,9% do preço de seu concorrente fóssil, inferior aos 76,3% de uma semana antes, mas ainda a mais alta relação dentre os seis principais estados produtores de etanol do país. Sete cidades do estado participaram do levantamento.

Por fim, no Paraná, o biocombustível custou o equivalente a 75,5% do preço da gasolina. No período, o renovável teve um aumento de 0,51%, sendo vendido por R$ 4,903/L na média estadual, o valor mais alto entre os principais produtores do biocombustível. Já a gasolina subiu 0,42%, indo para R$ 6,497/L. No total, 24 cidades foram pesquisadas no estado, três a menos do que o visto uma semana antes.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Comparação comprometida

Após mais de dois meses em pausa, o levantamento de preços nos postos voltou a ser realizado semanalmente no final de outubro de 2020. Ainda assim, as comparações entre as análises não são precisas, já que o número de municípios pesquisados vem mudando semanalmente, conforme já era previsto pela ANP.

Entre 27 de fevereiro e 5 de março, 396 cidades foram pesquisadas, três a menos do que no período anterior. O levantamento inclui todas as capitais dos estados brasileiros. Algumas localidades deixaram de participar no comparativo semanal, mudando o número de municípios de alguns estados.

Apesar da progressão no número de cidades, o total está abaixo do objetivo divulgado pela ANP: 459. A agência vem demonstrando dificuldades em cumprir com o esperado em relação ao levantamento desde a pausa, quando tinha uma expectativa de data de retomada que não foi atingida e atrasou mais de um mês.

Com este retorno gradual, os números seguem não correspondendo à média dos postos dos estados como ocorria antes da pausa. A comparação semanal também deve ser observada com cautela, já que a amostra pode aumentar ou diminuir semanalmente.

Giully Regina – NovaCana


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