Etanol: Preços

Preço nos postos: Gasolina em queda prejudica competitividade do etanol

Nos estados, combustível renovável chega ao limite da competitividade em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso


novaCana.com - 17 fev 2020 - 10:29 - Última atualização em: 19 fev 2020 - 11:33

Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 9 a 15 de fevereiro:

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  1. Preço médio da gasolina caiu 0,61% e o do etanol subiu 0,09%

  2. Com isso, na média nacional, o biocombustível correspondeu a 71,6% do valor de comercialização de seu equivalente fóssil

  3. Apenas em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso o consumo de etanol segue economicamente vantajoso para os motoristas

  4. O preço do etanol nos postos aumentou em 20 estados, diminuiu em seis e se manteve no Distrito Federal


Mesmo que leve um tempo entre a redução dos preços nas refinarias de petróleo e seu reflexo nas bombas dos postos do país, a gasolina está completando três semanas de quedas, o que desfavorece o mercado de etanol.

Na semana de 9 a 15 de fevereiro, de acordo com os dados divulgados pela agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a relação média entre os preços dos combustíveis chegou a 71,6%, mantendo-se acima do limite considerado favorável para o renovável.

O aumento de 0,7% é o maior desde o início de janeiro e fez com que o indicador atingisse o maior nível desde abril de 2018. Ele aconteceu porque o etanol subiu novamente 0,09%, passando de R$ 3,253 por litro para R$ 3,256/l, enquanto a gasolina caiu 0,61%, passando de R$ 4,578/l para R$ 4,55/l.

Mesmo que, em período de entressafra, seja comum que o renovável tenha aumentos de preço, este é o maior valor registrado na série histórica, acompanhada desde 2004.

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Variação nos estados

Conforme dados da ANP, na semana de 9 a 15 de fevereiro, o preço do etanol nos postos aumentou em 20 estados, diminuiu em seis e se manteve no Distrito Federal.

Assim, o biocombustível permanece competitivo apenas em Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo, porém, ele está perdendo posições semanalmente.

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Em São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, o preço do etanol aumentou 0,33%, mantendo o menor valor da análise, R$ 3,062/l, enquanto o da gasolina caiu 0,32%. Desta forma, o valor do renovável atingiu o limite da competitividade, com 69,9%.

Já Mato Grosso apresentou o aumento de 0,03% para o etanol, chegando a R$ 3,191/l. Como a gasolina caiu 0,23%, a relação entre os preços aumentou para 67,1%. Ainda assim, o estado segue registrando o biocombustível mais competitivo do país.

Minas Gerais registrou a segunda maior queda para o etanol no país, 1,04%. Porém, como a gasolina caiu 1,27%, a relação entre eles foi para 69,7%, aproximando-se um pouco mais do limite da competitividade para o renovável.

Em Goiás, o etanol teve uma redução de 0,41%, caindo para R$ 3,423/l. Como a gasolina baixou 0,63%, a relação entre os valores passou para 72,5%, considerada desfavorável para o etanol.

No Paraná, o etanol teve aumento de 0,43% enquanto a gasolina baixou 0,58%. Assim, a relação entre eles aumentou para 75,3%, acima do limite considerado favorável para o biocombustível.

O estado sulista apresenta o segundo indicador mais alto dentre os seis grandes produtores. O primeiro é Mato Grosso do Sul, com índice de 85,4%.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis naplanilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Usinas

Na análise mais recente, as usinas de São Paulo, Mato Grosso e Goiás apresentaram aumentos no valor de comercialização do etanol hidratado.

O Indicador Cepea/Esalq no estado paulista aumentou 0,61%, enquanto em Goiás ele cresceu 1,08%.

Já em Mato Grosso, o aumento foi de 1,04% na cotação do hidratado em relação à análise anterior.

Rafaella Coury – novaCana.com