Etanol: Preços

Preço nos postos: Etanol cai e gasolina sobe, favorecendo o renovável

Pesquisa foi realizada em apenas em 136 municípios; valor médio de Minas Gerais e Goiás é favorável para o biocombustível


NovaCana - 18 jan 2021 - 11:26 - Última atualização em: 18 jan 2021 - 14:26

Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 10 a 16 de janeiro:

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  1. Preço médio da gasolina nas cidades pesquisadas subiu 0,15%, enquanto o do etanol caiu 0,06%

  2. Na média nacional, o valor do renovável correspondeu a 70% do preço de comercialização do fóssil

  3. O consumo de etanol segue economicamente vantajoso apenas em Minas Gerais e Goiás

  4. O preço do biocombustível novamente subiu nas usinas de São Paulo, Mato Grosso e Goiás


Ao contrário do observado na primeira semana útil de 2021, o preço médio do etanol nos postos apresentou leve queda entre os dias 10 e 16 de janeiro, o que o favoreceu no comparativo com a gasolina.

Conforme levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a comparação entre os preços médios do combustível renovável e do fóssil ficou em 70% – exatamente o limite comercialmente estabelecido como favorável para o etanol.

A queda de 0,28% no indicador em relação à semana anterior se deve às variações nos valores médios de ambos os combustíveis: enquanto o renovável caiu 0,06%, passando de R$ 3,204 por litro para R$ 3,202/L, a gasolina subiu 0,15%, já que saiu de R$ 4,565/L para R$ 4,572/L no mesmo comparativo.

Na semana analisada, foram pesquisados os postos de 136 cidades do país, apenas cinco a mais do que no período anterior. Ainda assim, a comparação semanal segue comprometida, uma vez que o número de municípios pesquisados está aumentando a cada análise.

Nas principais usinas produtoras de etanol do país, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, os preços do biocombustível apresentaram aumento entre 11 e 15 de janeiro.

Em São Paulo, o acréscimo foi de 0,47%, passando de R$ 2,0639/L para R$ 2,0737/L, já considerando a mudança tributária que passa a vigorar no estado.

Já em Goiás, o acréscimo foi de 1,51% e, em Mato Grosso, de 0,27%.

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Destaques nos estados

Na semana de 10 a 16 de janeiro, o preço do etanol subiu em 12 estados, caiu em 13 e no Distrito Federal e, mais uma vez, não pôde ser comparado no Amapá. Já a gasolina apresentou aumento em 19 estados.

Em São Paulo, maior produtor e consumidor de etanol no país, o renovável caiu 0,03%, chegando a R$ 3,038/L, o menor valor da análise. Como a gasolina subiu 0,63%, a relação entre os combustíveis ficou em 70,5%, menor que a da semana anterior, porém ainda acima do limite considerado comercialmente favorável para o biocombustível.

O número de cidades pesquisadas no estado se manteve em 40 no comparativo semanal.

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Minas Gerais também teve o mesmo número de municípios pesquisados – dez –, onde, na média, o etanol caiu 0,22% e ficou em R$ 3,208/L, o segundo menor valor da análise. Como a gasolina teve queda similar, de 0,21%, a relação entre os preços se manteve em 68,8%, uma das únicas ainda dentro do patamar considerado favorável para o biocombustível.

Goiás é o segundo estado em que o etanol ainda é competitivo, apresentando queda semanal no indicador, que fechou o período em 68%. Isso se deveu à redução de 1,24% no valor do renovável – a segunda maior da análise –, que ficou em R$ 3,257/L. A gasolina, por sua vez, caiu apenas 0,1%.

O estado também manteve o número de municípios participantes da pesquisa, dois: Anápolis e a capital Goiânia.

Mato Grosso também segue com as mesmas duas cidades no levantamento, a capital Cuiabá e Várzea Grande. Nelas, o etanol caiu 0,31% no comparativo semanal, ficando em R$ 3,235/L. Como a gasolina subiu, mesmo que apenas 0,02%, a relação entre os preços caiu para 70,9%, abaixo da anterior, mas ainda acima do limite considerado favorável para o biocombustível.

Já Mato Grosso do Sul apresentou aumento na relação entre os preços dos combustíveis, ficando em 71,8% graças ao acréscimo de 0,24% no valor do etanol, enquanto a gasolina caiu 0,28%. O resultado do estado segue acima da linha comercialmente favorável para o biocombustível, porém vem registrando os menores valores desde 2018.

No Paraná, com os aumentos de 1,45% para o etanol e de 1,46% para a gasolina, a relação entre os preços se manteve em 74,7%, desfavorável para o biocombustível, como observado desde o final de 2019.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Comparação comprometida

Após mais de dois meses em pausa, o levantamento de preços nos postos voltou a ser realizado semanalmente no final de outubro de 2020. Ainda assim, as comparações entre as análises não são precisas, já que o número de municípios pesquisados vem mudando semanalmente, conforme já era previsto pela ANP.

Entre 10 e 16 de janeiro, 136 cidades participaram do levantamento, apenas cinco a mais do que no período anterior. O número inclui todas as capitais, exceto Macapá (AP), no caso do etanol. O estado não apresentou dado algum desde o retorno da análise.

Apesar da progressão no número de cidades, o total está bem abaixo do objetivo divulgado pela ANP: 459. A agência vem demonstrando dificuldades em cumprir com o esperado em relação ao levantamento desde a pausa, quando tinha uma expectativa de data de retomada que não foi atingida e atrasou mais de um mês.

Com este retorno gradual, os números seguem não correspondendo à média dos postos dos estados como ocorria antes da pausa. A comparação semanal também deve ser observada com cautela, já que a amostra pode aumentar ou diminuir semanalmente.

Rafaella Coury – novaCana.com