Etanol: Preços

Preço nos postos: Etanol cai 1,21% na semana e recupera competitividade

Renovável segue favorecido perante a gasolina em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso; levantamento foi realizado em 196 cidades


NovaCana - 19 abr 2021 - 10:10

Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 11 a 17 de abril:

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  1. Preço médio da gasolina nas cidades pesquisadas caiu 0,39% e o do etanol, 1,21%

  2. Na média nacional, o valor do renovável correspondeu a 69,2% do preço de comercialização do fóssil

  3. O consumo de etanol segue economicamente vantajoso em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso

  4. O biocombustível subiu nas principais usinas produtoras do país

  5. O levantamento de preços da ANP foi realizado em 196 municípios, dois a menos do que na semana anterior


Os preços médios dos combustíveis nos postos de todo o país novamente registraram queda. Na semana de 11 a 17 de abril, o etanol passou de R$ 3,804 por litro para R$ 3,758/L, uma redução de 1,21%, menor do que a observada na semana anterior. A gasolina, por sua vez, teve uma diminuição mais discreta, apesar de maior do que a registrada na análise anterior. Passando de R$ 5,448/L para R$ 5,427/L, a queda foi de 0,39%.

Os dados são da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo os números, a maior queda para o biocombustível o favoreceu perante seu concorrente fóssil.

Com as variações semanais de ambos os combustíveis, a média do preço do etanol correspondeu a 69,2% do valor da gasolina, uma redução de 0,86% no indicador, que deve estar abaixo de 70% para que o etanol seja considerado competitivo. Este é o menor valor em oito semanas.

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Apesar da queda nos postos, o movimento é de aumento nas principais usinas produtoras. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, o hidratado subiu 8,9% em São Paulo – indo de R$ 2,374/L para R$ 2,585/L, em média –, 8,32% em Goiás e 2,86% em Mato Grosso na semana de 12 a 16 de abril.

Já nas refinarias, foi registrado o aumento de 1,9% no preço da gasolina no último dia 16. A Petrobras ainda sinaliza, conforme importadores, que poderá haver novos acréscimos neste valor nas próximas semanas.

É importante reiterar que todas essas comparações não são exatamente precisas, já que o levantamento dos preços de combustíveis não está sendo realizado em todas as cidades brasileiras.

Na semana analisada, foram pesquisados os postos de 196 municípios, dois a menos do que os do período anterior. Desta forma, a comparação semanal segue comprometida, uma vez que o número de localidades pesquisadas muda a cada análise.

Variações nos estados

Na semana de 11 a 17 de abril, os preços do etanol nos postos subiram na média de sete estados do país e caíram em 19 e no Distrito Federal. Já a gasolina apresentou aumento em nove estados.

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São Paulo, maior produtor e consumidor de etanol no país, novamente registrou o segundo menor valor médio do renovável na análise, R$ 3,541/L, após a queda de 1,23% no comparativo semanal. A gasolina, por sua vez, caiu menos, 0,31%.

Com estas variações, a relação entre os preços reduziu para 68%, abaixo do limite estabelecido em 70% e mantendo o consumo de etanol economicamente favorável. A pesquisa foi feita em 59 cidades paulistas, uma a mais do que na semana anterior.

Já Minas Gerais apresentou uma relação mais competitiva para o renovável, de 67,1%, graças à redução de 0,88% no seu valor enquanto a gasolina caiu menos, 0,45%. Nos 18 municípios mineiros pesquisados, mesmo número das duas análises mais recentes, o biocombustível ficou em R$ 3,839/L, em média.

Goiás registrou quedas nos preços de ambos os combustíveis, de 0,61% para o etanol – que ficou em R$ 3,932/L – e de 0,32% para a gasolina. Desta forma, a relação entre os valores caiu ligeiramente no comparativo semanal, ficando em 69,2%, ainda favorável para o biocombustível. Foram pesquisadas cinco cidades goianas, uma a menos do que na semana anterior.

O estado com a menor relação entre os combustíveis, ou seja, com o etanol mais competitivo, segue sendo Mato Grosso, com 64,6%. Isso se deve à queda de 4,7% no preço médio do renovável – a segunda maior do país –, enquanto a gasolina caiu menos, 1,49%. Com esta redução, o biocombustível atingiu o menor valor da pesquisa, R$ 3,408/L. A quantidade de cidades participantes do levantamento no estado se manteve em quatro.

Mato Grosso do Sul registrou a queda de 2,39% no preço do etanol, que chegou aos R$ 4,038/L. Como a gasolina caiu menos, 0,64%, a relação entre os preços foi para 72,8%, ainda acima do limite estabelecido em 70%, mas a menor desde o início de março. No estado, a pesquisa segue sendo realizada apenas na capital Campo Grande e em Dourados.

Já o Paraná apresentou a queda de 0,29% no preço do renovável, que ficou em R$ 3,718/L. Com o aumento de 0,29% para a gasolina, a relação entre os valores foi para 71,8%, ainda acima do limite comercialmente estabelecido como favorável, mas a menor do ano, como a vista em fevereiro. No estado, o número de cidades pesquisadas se manteve em 11.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Comparação comprometida

Após mais de dois meses em pausa, o levantamento de preços nos postos voltou a ser realizado semanalmente no final de outubro de 2020. Ainda assim, as comparações entre as análises não são precisas, já que o número de municípios pesquisados vem mudando semanalmente, conforme já era previsto pela ANP.

Entre 11 e 17 de abril, 196 cidades foram pesquisadas, duas a menos do que no período anterior. O levantamento inclui todas as capitais dos estados brasileiros. Algumas localidades, porém, deixaram de participar no comparativo semanal, mudando o número de municípios de alguns estados.

Apesar da progressão no número de cidades, o total está bem abaixo do objetivo divulgado pela ANP: 459. A agência vem demonstrando dificuldades em cumprir com o esperado em relação ao levantamento desde a pausa, quando tinha uma expectativa de data de retomada que não foi atingida e atrasou mais de um mês.

Com este retorno gradual, os números seguem não correspondendo à média dos postos dos estados como ocorria antes da pausa. A comparação semanal também deve ser observada com cautela, já que a amostra pode aumentar ou diminuir semanalmente.

Rafaella Coury – novaCana.com


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