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Etanol: Preços

Preço nos postos: etanol tem terceira semana seguida de queda; gasolina também cai

O preço médio do biocombustível caiu 1,85% na média nacional, enquanto a gasolina teve retração de 0,50%


NovaCana - 13 dez 2021 - 12:13 - Última atualização em: 20 dez 2021 - 11:22

Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 5 a 11 de dezembro:

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  1. O preço médio da gasolina diminuiu 0,5% nas cidades pesquisadas, enquanto o do etanol caiu 1,85%

  2. O consumo de etanol é considerado economicamente desvantajoso em todos os estados do país

  3. O valor do hidratado caiu nas usinas paulistas, goianas e mato-grossenses

  4. Levantamento de preços da ANP foi realizado em 358 municípios, dez a mais do que na semana anterior


O preço médio nacional do etanol nos postos entrou em sua terceira semana consecutiva de queda. Entre os dias 5 e 11 de dezembro, o valor do produto passou de R$ 5,308 por litro para R$ 5,210/L, retração de 1,85%.

A gasolina, por sua vez, sofreu sua quarta semana seguida de retração, com queda de 0,5%. O valor do combustível fóssil saiu de R$ 6,742/L para R$ 6,708/L na média nacional.

Com isso, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil no período foi de 77,7%, abaixo do resultado de uma semana antes, quando era de 78,7%. Isso ocorreu, pois a redução de preço da gasolina foi novamente inferior à do renovável.

Ainda assim, o renovável não é considerado comercialmente competitivo e segue distante do limite estabelecido de 70% do custo da gasolina, faixa em que é tido como vantajoso para os consumidores.

Os valores correspondem ao levantamento semanal realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

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No entanto, as comparações de valores nos postos não são exatamente precisas, já que o levantamento dos preços de combustíveis ainda não está sendo realizado em todas as cidades brasileiras e o número de localidades pesquisadas muda. Na semana analisada, foram levantados os dados de 358 municípios, dez a mais do que no período anterior.

Nas usinas paulistas, por sua vez, os preços do hidratado caíram 4,02%, de R$ 3,4594/L para R$ 3,3202/L. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Enquanto isso, nas produtoras goianas e mato-grossenses, a retração foi de 5% e 4,50%, respectivamente.

Últimos acontecimentos

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, aprovou na última terça-feira, 7, um projeto para mudar a política de preços de combustíveis praticado pela Petrobras. O texto prevê alterações como a criação de um programa de estabilização de preços do diesel, gasolina e gás liquefeito de petróleo, assim como a criação de um imposto de exportação do petróleo bruto.

Entretanto, a indústria do petróleo se manifestou contra o projeto. O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) afirma que a criação de um imposto para conter artificialmente os preços dos combustíveis afetaria diretamente o setor, retraindo investimentos. Já o relator do projeto, o senador Jean-Paul Prates (PT-RN) quer que ele seja aprovado ainda este ano.

Além disso, de acordo com registro do Índice Nacional de Preços do Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a gasolina ficou 50,8% mais cara nos últimos doze meses, considerando dados de dezembro de 2020 a novembro de 2021.

Já segundo estimativa da corretora Ativa Investimentos, realizada a pedido do jornal Gazeta do Povo, o preço do combustível fóssil brasileiro está alinhado ao mercado internacional, apontando que não há defasagem no preço doméstico em relação ao exterior.

Enquanto isto, o presidente Jair Bolsonaro (PL), negou ter informações privilegiadas dentro da Petrobras, mas a Comissão de Valores Imobiliários (CVM) abriu um processo administrativo contra a petroleira depois que o chefe de estado declarou, no último domingo, 5, que a estatal diminuiria o preço dos combustíveis. Ainda assim, a Petrobras comunicou, no dia seguinte, que não há decisões sobre os preços, contradizendo o presidente.

Apesar disso, o chefe do executivo voltou a afirmar que o preço dos combustíveis iria cair nas próximas semanas, na quinta-feira, 9.

Variações nos estados

Segundo a ANP, entre 5 e 11 de dezembro, o preço do etanol subiu na média de nove estados, caiu em 16 e no Distrito Federal, e se manteve no Amapá. A gasolina, por sua vez, aumentou em nove unidades da federação e caiu em 17.

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Em São Paulo, maior produtor e consumidor de etanol do país, o biocombustível teve uma redução de 1,85%, custando R$ 5,038/L na média. Já a gasolina foi vendida a R$ 6,390/L, queda de 0,16%.

Com isso, a relação entre os preços caiu, ficando em 78,8% ante os 80,2% do período anterior. Ainda assim, o índice segue longe da marca de 70%, limite da faixa em que o etanol é considerado economicamente favorável ao consumidor. A pesquisa foi feita em 107 cidades paulistas, mesma quantidade que na semana anterior.

Já em Goiás, o etanol foi vendido a R$ 5,067/L na média da semana analisada. No período, houve uma retração de 3,72% no preço do biocombustível, a maior queda entre os seis principais estados produtores. Enquanto isso, a gasolina apresentou retração de 1,96%, sendo vendida a R$ 6,966/L.

Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 72,7%, abaixo dos 74,1% de uma semana antes e a menor dentre todas as unidades da federação. Segundo a ANP, 13 cidades goianas foram consideradas no levantamento, mesma quantidade do período anterior.

Por sua vez, Minas Gerais registrou redução de 0,94% no preço médio do etanol, que foi comercializado a R$ 5,387/L. A gasolina passou por uma breve queda de 0,3% e foi negociada a R$ 6,963/L, em média. Com isso, o renovável custou o equivalente a 77,4% do preço do combustível fóssil, índice inferior ao visto na semana anterior, de 77,9%. No total, 42 municípios mineiros participaram da pesquisa, um a mais do que na semana anterior.

Em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve um decréscimo de 3,64% e foi vendido a R$ 5,001/L, menor valor entre os seis principais produtores. Na semana, a gasolina caiu apenas 0,09%, passando a custar R$ 6,689/L. Desta forma, a relação entre os preços ficou em 74,8%, abaixo dos 77,5% de uma semana antes. A ANP fez a pesquisa em sete municípios mato-grossenses, um a mais do que uma semana antes.

Já em Mato Grosso do Sul, o valor do etanol caiu 0,53%, para R$ 5,430/L. A gasolina, por sua vez, teve uma queda de 0,35%, ficando em R$ 6,521/L. Assim, o biocombustível valeu o equivalente a 83,3% do preço de seu concorrente fóssil, a mais alta relação entre os seis principais estados produtores de etanol do país. Somente Campo Grande, Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas participaram do levantamento.

Por fim, no Paraná o biocombustível custou o equivalente a 82,1% do preço da gasolina. No período, o renovável teve uma retração de 2,57%, sendo vendido por R$ 5,280/L na média estadual. Já a gasolina caiu 0,54%, para R$ 6,429/L. No total, 22 cidades foram pesquisadas no estado, uma a menos do que uma semana antes.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Comparação comprometida

Após mais de dois meses em pausa, o levantamento de preços nos postos voltou a ser realizado semanalmente no final de outubro de 2020. Ainda assim, as comparações entre as análises não são precisas, já que o número de municípios pesquisados vem mudando semanalmente, conforme já era previsto pela ANP.

Entre 5 e 11 de dezembro, 358 cidades foram pesquisadas, dez a mais do que no período anterior. O levantamento inclui todas as capitais dos estados brasileiros. Algumas localidades deixaram de participar no comparativo semanal, mudando o número de municípios de alguns estados.

Apesar da progressão no número de cidades, o total está abaixo do objetivo divulgado pela ANP: 459. A agência vem demonstrando dificuldades em cumprir com o esperado em relação ao levantamento desde a pausa, quando tinha uma expectativa de data de retomada que não foi atingida e atrasou mais de um mês.

Com este retorno gradual, os números seguem não correspondendo à média dos postos dos estados como ocorria antes da pausa. A comparação semanal também deve ser observada com cautela, já que a amostra pode aumentar ou diminuir semanalmente.

Giully Regina – NovaCana


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