Após registrar recordes para a safra, valor do etanol hidratado cai 1,43%; no acumulado do ano, preço da gasolina nas refinarias subiu 86%
Por Nicolle Monteiro de Castro*
Os preços do etanol hidratado caíram 1,43% nesta quinta-feira (30), com o valor nas usinas avaliado em R$ 2.070/m³ em Ribeirão Preto (SP). A redução se deu em meio a uma queda de 4% no preço da gasolina, registrado no final da manhã.
Do ponto de vista econômico, a queda de preço do hidratado não pode ser explicada, pois não há certeza sobre o movimento dos preços da gasolina para os consumidores, para quem o impacto é relevante. Ainda assim, a redução retirou o principal suporte que mantinha os níveis recorde que vinham sendo observados na safra 2020/21 do Centro-Sul.
Na quarta-feira (29), a S&P Global Platts havia avaliado o etanol hidratado em Ribeirão Preto em R$ 2.100/m³, o valor mais alto para a atual temporada, que começou em 1º de abril.
Desde 7 de maio, a Petrobras vinha aumentando os preços da gasolina nas refinarias, acumulando uma alta de 86%. Ontem, porém, a estatal anunciou uma redução de 4%. Ao mesmo tempo, o preço médio da gasolina nas bombas do Sudeste subiu 7,12%, comprovando uma grande diferença entre as variações nas refinarias e o impacto para os consumidores.
O Sudeste respondeu por quase 37% do consumo total de gasolina no Brasil de janeiro a maio de 2020.
Saiba mais sobre as perspectivas da S&P Global Platts para o mercado de etanol no texto completo.
Por Nicolle Monteiro de Castro*
Os preços do etanol hidratado caíram 1,43% nesta quinta-feira (30), com o valor nas usinas avaliado em R$ 2.070/m³ em Ribeirão Preto (SP). A redução se deu em meio a uma queda de 4% no preço da gasolina, registrado no final da manhã.
Do ponto de vista econômico, a queda de preço do hidratado não pode ser explicada, pois não há certeza sobre o movimento dos preços da gasolina para os consumidores, para quem o impacto é relevante. Ainda assim, a redução retirou o principal suporte que mantinha os níveis recorde que vinham sendo observados na safra 2020/21 do Centro-Sul.
Na quarta-feira (29), a S&P Global Platts havia avaliado o etanol hidratado em Ribeirão Preto em R$ 2.100/m³, o valor mais alto para a atual temporada, que começou em 1º de abril.
Desde 7 de maio, a Petrobras vinha aumentando os preços da gasolina nas refinarias, acumulando uma alta de 86%. Ontem, porém, a estatal anunciou uma redução de 4%. Ao mesmo tempo, o preço médio da gasolina nas bombas do Sudeste subiu 7,12%, comprovando uma grande diferença entre as variações nas refinarias e o impacto para os consumidores.
O Sudeste respondeu por quase 37% do consumo total de gasolina no Brasil de janeiro a maio de 2020.
Com as variações nos preços, os grandes grupos produtores de etanol ficaram de fora do mercado à vista em 30 de julho ou até aumentaram suas ofertas de etanol hidratado para R$ 2.120/m³. Muitos estão apostando em uma estratégia de carrego para o renovável, contando com uma recuperação econômica no último trimestre de 2020 e no primeiro de 2021, quando o Centro-Sul estará no período de entressafra.
Por sua vez, os distribuidores saíram do mercado, aguardando uma estabilização de preços.
Variação no consumo
Até então, os produtores de etanol hidratado estavam otimistas com a alta dos preços iniciada em 20 de julho. O movimento foi causado principalmente pelo restabelecimento do consumo de combustível no Brasil e pelos preços mais altos da gasolina.
Comercialmente, é considerado que o hidratado é economicamente vantajoso sobre a gasolina sempre que o seu valor for menor que 70% do preço do combustível fóssil. De acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo, Biocombustível e Gás Natural (ANP), a relação de preços no Sudeste ficou em 64,31% na semana encerrada em 25 de julho – ou seja, dentro da faixa de competitividade para o renovável.
Segundo números preliminares, a demanda por combustíveis em julho foi superior em relação à do mês anterior. Ainda assim, de acordo com as maiores distribuidoras, a taxa de crescimento diário da demanda diminuiu quando comparada ao movimento observado de maio a junho.
“Estamos atingindo o novo teto no volume de vendas de combustíveis após a chegada da pandemia de coronavírus. As pessoas que tiveram que deixar suas casas já estão fazendo isso”, disse um representante de uma distribuidora de combustíveis.
Esta perspectiva foi compartilhada por vários participantes do mercado, que estimam que o crescimento das vendas de combustíveis dependerá da retomada nas atividades das escolas e nos escritórios, como antes do surto de coronavírus.
* Nicolle Monteiro de Castro é especialista sênior de preços da S&P Global Platts
Com tradução NovaCana