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Etanol: Preços

Preço do etanol aumenta 4,5% na semana; para gasolina, crescimento foi de 2,26%

Biocombustível continua sendo economicamente desvantajoso nos postos, custando o equivalente a 78,9% do valor de seu concorrente fóssil


NovaCana - 09 nov 2021 - 11:56

Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 31 de outubro a 6 de novembro:

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  1. O preço médio da gasolina cresceu 2,26% nas cidades pesquisadas, enquanto o do etanol aumentou 4,5%

  2. O consumo de etanol é considerado economicamente desvantajoso em todos os estados do país

  3. O valor do hidratado teve aumento nas principais usinas mato-grossenses, paulistas e goianas

  4. Levantamento de preços da ANP foi realizado em 351 municípios, dois a mais do que na semana anterior


Pela quinta semana consecutiva, a gasolina sofreu aumento na média nacional. Enquanto isso, o etanol engata sua 14ª ampliação. Além disso, os crescimentos foram mais evidentes no comparativo com os do período anterior.

Entre os dias 31 de outubro e 6 de novembro, na média nacional, o preço da gasolina teve uma elevação de 2,26% nos postos, passando de R$ 6,562 por litro para R$ 6,710/L. Já o etanol subiu ainda mais, 4,5%, saindo de R$ 5,066/L para R$ 5,294/L.

Os aumentos repercutem parcialmente a ampliação de 7% no valor da gasolina nas refinarias, anunciada no último dia 25. Entretanto, esses reflexos não são automáticos.

A relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil foi de 78,9% no período – uma semana antes, ela era de 77,2%. Com isso, o renovável segue não sendo comercialmente competitivo e fica ainda mais distante do limite estabelecido de 70% do custo da gasolina, faixa em que é considerado vantajoso para os consumidores.

Os valores correspondem ao levantamento semanal realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

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No entanto, as comparações de valores nos postos não são exatamente precisas, já que o levantamento dos preços de combustíveis ainda não está sendo realizado em todas as cidades brasileiras e o número de localidades pesquisadas muda. Na semana analisada, foram levantados os dados de 351 municípios, dois a mais do que na anterior.

Nas usinas, por sua vez, dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, mostram que o etanol passou por aumentos nos principais estados produtores.

Nas unidades paulistas, o preço do hidratado subiu 1,67%, passando de R$ 3,828/L para R$ 3,891/L. Enquanto isso, nas produtoras mato-grossenses, a elevação foi de 5,41% e, nas goianas, de 1,47%.

Os mais recentes acontecimentos

Durante viagem à Itália, no começo do mês, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou que soube “extraoficialmente” sobre um novo aumento dos combustíveis que estaria sendo planejado pela Petrobras para os próximos dias. De acordo com ele, um novo reajuste não pode ocorrer e, por isso, trataria do assunto na volta ao Brasil.

O presidente voltou a criticar o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e ainda abordou a privatização da Petrobras como possível estratégia para redução dos preços. Sobre o imposto, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) já aprovou o congelamento por 90 dias.

A petroleira, por outro lado, desmentiu o presidente sobre novos aumentos, afirmando que não antecipa decisões de reajuste de preços dos combustíveis. De acordo com a estatal, os valores são atualizados seguindo as políticas comerciais vigentes.

Variações nos estados

Segundo a ANP, entre 31 de outubro e 6 de novembro, o preço do etanol subiu na média de 21 estados e no Distrito Federal, caiu em quatro e não foi contabilizado no Amapá. A gasolina, por sua vez, aumentou em todas as unidades da federação.

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Em São Paulo, o maior estado produtor e consumidor de etanol do país, o biocombustível teve um incremento de 5,56%, maior aumento entre os principais produtores nacionais, custando R$ 5,147/L na média semanal – ainda assim, segue com o menor valor registrado. Já a gasolina foi vendida a R$ 6,332/L, crescimento de 2,39%.

Com o maior incremento para o biocombustível, a relação entre os preços voltou a subir, ficando em 81,3% ante os 78,8% do período anterior. Desta forma, o índice se afasta ainda mais da marca de 70%, limite da faixa em que o etanol é considerado economicamente favorável ao consumidor. A pesquisa foi feita em 105 cidades paulistas, três a mais do que na semana anterior.

Já em Goiás, o etanol foi vendido a R$ 5,222/L na média da semana analisada. No período, houve um aumento de 1,56% no preço do biocombustível, enquanto a gasolina apresentou alta de 1,92%, sendo vendida a R$ 7,175/L.

Com a menor elevação dentre os principais estados produtores de etanol, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 72,8% em Goiás, pouco abaixo dos 73% de uma semana antes e ainda a menor dentre todas as unidades da federação. Segundo a ANP, 13 cidades goianas foram consideradas no levantamento, mesma quantidade do período anterior.

Por sua vez, Minas Gerais registrou aumento de 4,83% no preço médio do etanol, que foi comercializado a R$ 5,444/L, o maior valor dentre os seis grandes estados produtores. A gasolina também passou por um acréscimo, de 1,92%, e foi negociada a R$ 6,968/L, em média. Com isso, o renovável custou o equivalente a 78,1% do preço do combustível fóssil, índice acima do visto na semana anterior, de 76%. No total, 41 municípios mineiros participaram da pesquisa, um a menos do que na semana anterior.

Já em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve um incremento de 3,87% e foi vendido a R$ 5,150/L. Já a gasolina foi ampliada em 2,16%, passando a custar R$ 6,713/L. Desta forma, a relação entre os preços ficou em 76,7%, acima dos 75,5% de uma semana antes. A ANP fez a pesquisa em sete municípios mato-grossenses, mesma quantia do período anterior.

Em Mato Grosso do Sul, o valor do etanol cresceu 5,20%, para R$ 5,301/L. A gasolina, por sua vez, teve um aumento de 2,27%, ficando em R$ 6,530/L. Assim, o biocombustível custou o equivalente a 81,2% do preço de seu concorrente fóssil, acima dos 78,9% de uma semana antes. Somente Campo Grande, Dourados, Ponta Porã e Três Lagoas participaram do levantamento.

Por fim, o Paraná segue apresentando a mais alta relação dentre os seis principais estados produtores de etanol do país, com o biocombustível custando o equivalente a 83,4% do preço da gasolina. No período, o renovável teve uma elevação de 3,76%, sendo vendido por R$ 5,349/L na média estadual. Já a gasolina teve um incremento de 1,37%, para R$ 6,416/L. No total, 21 cidades foram pesquisadas no estado, uma a mais do que uma semana antes.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Comparação comprometida

Após mais de dois meses em pausa, o levantamento de preços nos postos voltou a ser realizado semanalmente no final de outubro de 2020. Ainda assim, as comparações entre as análises não são precisas, já que o número de municípios pesquisados vem mudando semanalmente, conforme já era previsto pela ANP.

Entre 31 de outubro e 6 de novembro, 351 cidades foram pesquisadas, duas a mais do que no período anterior. O levantamento inclui todas as capitais dos estados brasileiros. Algumas localidades deixaram de participar no comparativo semanal, mudando o número de municípios de alguns estados.

Apesar da progressão no número de cidades, o total está abaixo do objetivo divulgado pela ANP: 459. A agência vem demonstrando dificuldades em cumprir com o esperado em relação ao levantamento desde a pausa, quando tinha uma expectativa de data de retomada que não foi atingida e atrasou mais de um mês.

Com este retorno gradual, os números seguem não correspondendo à média dos postos dos estados como ocorria antes da pausa. A comparação semanal também deve ser observada com cautela, já que a amostra pode aumentar ou diminuir semanalmente.

Giully Regina – NovaCana


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