Etanol: Preços

Etanol: Preços

Preço do etanol segue acima de R$ 3,00, mas combustível volta a ser competitivo em SP

Pequena queda no valor favoreceu o biocombustível, que segue no limite da competitividade


NovaCana - Publicado: 07 Mai 2019 - 15:09

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Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 28 de abril a 4 de maio:

  1. Preço médio da gasolina subiu 0,02% enquanto o do etanol caiu 0,26%

  • Na média nacional, o preço do renovável correspondeu a 69,2% do valor de comercialização da gasolina

  • No período, foi vantajoso abastecer com etanol em Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo

  • O preço do etanol nos postos aumentou em 22 estados e no Distrito Federal, e diminuiu em quatro

  • A cotação do biocombustível caiu nas usinas de Mato Grosso, São Paulo e Goiás


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    Após o aumento recorde no preço médio do etanol na semana passada, a desvalorização média vista entre os dias 28 de abril e 4 de maio poderia significar um alívio para os consumidores de todo o país. Porém, na realidade, houve aumentos em quase todos os estados e a competitividade do biocombustível segue no limite.

    De acordo com os dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do etanol correspondeu a 69,2% do valor cobrado pela gasolina na semana, ficando no limite da paridade energética comercialmente estabelecida em 70%.

    O índice teve uma queda de 0,29% na análise, graças à elevação no preço médio do combustível fóssil. Enquanto ele passou de R$ 4,504 por litro para R$ 4,505/l, uma variação de 0,02%, o renovável foi de R$ 3,127/l para R$ 3,119/l, uma queda de 0,26% que representa um ligeiro favorecimento.

    Mesmo com a redução da análise mais recente, o etanol segue acima dos R$ 3,00, valor que não era atingido desde abril de 2018.

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    Variação nos estados

    De acordo com a ANP, entre 28 de abril e 4 de maio, o preço do etanol nos postos aumentou em 22 estados e no Distrito Federal, diminuindo apenas em São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Roraima.

    Com as variações nos preços observadas nos últimos meses, o biocombustível volta a ser competitivo em São Paulo, além de seguir favorável em Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais.

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    O estado paulista, que mais produz e consome etanol no país, registrou a maior queda para o biocombustível na análise, 1,37%, chegando a R$ 2,945/l. Como a variação da gasolina foi menor, 0,8%, a relação entre os combustíveis ficou em 69,9%, trazendo o renovável novamente para o limite da valorização.

    Já Mato Grosso apresentou um aumento de 3,6% para o etanol, o terceiro maior da análise. Mesmo assim, mantém o menor valor médio do país (R$ 2,703/l). Com o aumento de 0,22% para a gasolina, o índice de competitividade chegou a 59,7%, mantendo o biocombustível como o mais competitivo do país.

    Goiás teve o aumento de 0,19% para o etanol, um dos menores da análise, chegando a R$ 3,196/l. Como a gasolina subiu um pouco mais (0,46%), a relação entre eles caiu para 69,1%, também no limite do favorecimento para o renovável.

    Em Minas Gerais, tanto o etanol quanto a gasolina subiram 0,27%, mantendo a relação entre eles em 69,1%. Assim, o preço do biocombustível segue abaixo da linha da paridade energética comercialmente estabelecida.

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    Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

    Usinas

    Já nas usinas, o preço do biocombustível voltou a cair em Mato Grosso, São Paulo e Goiás.

    O Indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado no estado paulista mostra que sua cotação caiu 10,59%, chegando a uma alta de 19% nas últimas 35 semanas.

    Mato Grosso, por sua vez, teve redução de 1,3% na cotação do etanol hidratado em relação à última análise. No período acumulado, a valorização é de 20,1%.

    Já em Goiás, a cotação do etanol nas usinas caiu 11,42% entre as duas últimas análises. Assim, o acumulado das 88 semanas é de 35,4%.

    Rafaella Coury – novaCana.com