Etanol: Preços

Preço nos postos: Após duas semanas de aumento, etanol tem queda de 0,41%

Relação entre os preços do etanol e da gasolina caiu de 74,5% para 74,3%, ficando mais favorável ao renovável


NovaCana - 02 ago 2021 - 11:22 - Última atualização em: 02 ago 2021 - 16:04

Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 25 a 31 de julho:

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  1. O preço médio da gasolina nas cidades pesquisadas caiu 0,19%, enquanto o do etanol retraiu 0,41%

  2. O consumo de etanol é considerado economicamente vantajoso apenas em Mato Grosso

  3. O preço do hidratado subiu nas principais usinas mato-grossenses, goianas e paulistas

  4. O levantamento de preços da ANP foi realizado em 333 municípios, quatro a menos do que na semana anterior


Os preços dos combustíveis voltaram a cair na média dos postos brasileiros após aumentos de duas semanas consecutivas para o etanol e de três para a gasolina.

No período de 25 a 31 de julho, o biocombustível teve retração semanal de 0,41%, passando de médios R$ 4,344 por litro para R$ 4,326/L. Já o fóssil teve redução menos expressiva, de 0,19%, passando de R$ 5,833/L para R$ 5,822/L na média nacional entre as últimas duas semanas.

Os valores correspondem ao levantamento semanal realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Com a retração mais significativa para o etanol, este acabou ganhando em competitividade no período analisado, diferentemente do que ocorreu na pesquisa anterior. No período mais recente, o biocombustível custou o equivalente a 74,3% do preço de seu correspondente fóssil; na semana anterior, o índice era de 74,5%.

Ainda assim, mesmo ficando um pouco mais favorável economicamente, o valor do etanol segue acima do limite comercialmente estabelecido de 70% do valor da gasolina na média do país. Mato Grosso permanece como o único estado em que o biocombustível é vantajoso. Este é um cenário incomum para o atual período do ano, em que a safra está mais aquecida e a oferta de etanol tende a ser mais abundante, levando a uma redução nos preços. Fatores como uma menor produção do renovável, devido ao atraso no início safra, maior rentabilidade do açúcar para as usinas e menor disponibilidade de matéria-prima, por exemplo, são alguns dos motivos da mudança.

Nas usinas, por outro lado, o biocombustível sofreu com aumentos. Nas unidades paulistas, o acréscimo foi de 1,92%, passando de R$ 2,9116/L para R$ 2,9675/L. Já nas usinas goianas, o incremento foi de 1,19% e nas mato-grossenses, de 1,59%. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.

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É importante reiterar que as comparações de preços nos postos não são exatamente precisas, já que o levantamento do valor dos combustíveis ainda não está sendo realizado em todas as cidades brasileiras.

Na semana analisada, foram levantados os dados de postos de 333 municípios, quatro a menos do que no período anterior. Desta forma, a comparação semanal segue comprometida, uma vez que o número de localidades pesquisadas muda a cada análise.

Variações nos estados

De 25 a 31 de julho, os preços do etanol nos postos subiram na média de 13 estados e no Distrito Federal e caíram em 13. Já a gasolina teve aumentos em sete unidades da federação.

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Em São Paulo, o maior estado produtor e consumidor de etanol do país, o produto teve uma redução de preço de 0,63%, custando R$ 4,099/L na média semanal. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,487/L, retração de 0,31%. O aumento mais relevante do fóssil no comparativo com o renovável propiciou uma mudança na relação entre os preços a favor do segundo, ficando em 74,7% ante os 74,9% do período anterior. Ainda assim, o resultado está distante da marca de 70%, quando o etanol é considerado favorável ao consumidor. A pesquisa foi feita em 104 cidades, mesma quantidade do que na semana anterior.

Já em Goiás, o etanol foi adquirido pelo consumidor a R$ 4,546/L na média da semana analisada. No período, houve uma retração de 0,59% no preço do biocombustível, o que não impediu de o produto goiano seguir tendo o maior valor dentre os seis estados que mais produzem. Já a gasolina sofreu uma redução de 0,38%, sendo vendida a R$ 6,230/L, deixando a relação de preço do renovável com o fóssil em 73%, pouco mais favorável ante os 73,1% de uma semana antes. No total, 13 cidades foram consideradas no levantamento, uma a mais do que no período anterior.

Por sua vez, Minas Gerais teve uma diminuição no preço médio do etanol de 0,11%, tendo sido comercializado a R$ 4,354/L. A gasolina também passou por retração, de 0,2%, e foi negociada a R$ 6,016/L, em média. Com isso, o renovável custou 72,4% do preço do fóssil no estado, pouco acima do que na semana anterior. No total, 35 municípios mineiros participaram da pesquisa, um a mais do que na semana anterior.

Mato Grosso, segue com o etanol mais barato na média nacional pela segunda semana consecutiva. No período analisado, o produto teve queda de 2,05%, a maior dentre os seis maiores produtores. Com isso, o biocombustível foi comercializado no estado a R$ 4,007/L. Já a gasolina teve uma diminuição de 1,11%, passando a valer R$ 5,864/L. Dessa forma, a competitividade do renovável melhorou com a relação entre ele e o fóssil ficando em 68,3%, uma vez que na da semana anterior ela era de 69%.

Esta é a quinta semana consecutiva em que o etanol é vantajoso no estado após sete sendo não competitivo. A ANP fez a pesquisa em seis municípios mato-grossenses, a mesma quantidade que no período anterior.

Em Mato Grosso do Sul, o valor do etanol teve uma redução de 1,26%, sendo vendido a R$ 4,469/L. A gasolina também sofreu uma diminuição no preço, mas menos relevante, de 0,84%, ficando em R$ 5,790/L. Assim, o biocombustível passou a custar o equivalente a 77,2% do preço de seu concorrente fóssil, pouco abaixo dos 77,5% de uma semana antes. Somente Campo Grande, Corumbá e Dourados participaram do levantamento.

Por fim, o Paraná segue apresentando a mais alta relação de preços dentre os seis maiores produtores de etanol do país, com 78,32%, mas houve uma redução semanal neste índice. Afinal, o etanol passou por uma redução de 0,18%, sendo vendido por R$ 4,317/L na média estadual. Já a gasolina teve uma breve diminuição, de 0,02%, ficando em R$ 5,512/L. No estado, 23 cidades foram pesquisadas, uma a mais do que uma semana antes.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Comparação comprometida

Após mais de dois meses em pausa, o levantamento de preços nos postos voltou a ser realizado semanalmente no final de outubro de 2020. Ainda assim, as comparações entre as análises não são precisas, já que o número de municípios pesquisados vem mudando semanalmente, conforme já era previsto pela ANP.

Entre 25 e 31 de julho, 333 cidades foram pesquisadas, quatro a menos do que no período anterior. O levantamento inclui todas as capitais dos estados brasileiros. Algumas localidades deixaram de participar no comparativo semanal, mudando o número de municípios de alguns estados.

Apesar da progressão no número de cidades, o total está abaixo do objetivo divulgado pela ANP: 459. A agência vem demonstrando dificuldades em cumprir com o esperado em relação ao levantamento desde a pausa, quando tinha uma expectativa de data de retomada que não foi atingida e atrasou mais de um mês.

Com este retorno gradual, os números seguem não correspondendo à média dos postos dos estados como ocorria antes da pausa. A comparação semanal também deve ser observada com cautela, já que a amostra pode aumentar ou diminuir semanalmente.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana


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