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Etanol: Preços

Combustíveis em queda: Etanol volta a ser competitivo em São Paulo

Redução média no preço do renovável e no de seu concorrente fóssil foi de 2,55% nos postos brasileiros; relação entre os valores permaneceu em 73,3%


NovaCana - 01 ago 2022 - 10:14

Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 24 a 30 de julho:

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  1. Os preços do etanol subiram somente em três unidades da federação e no Distrito Federal, já os da gasolina subiram somente no Distrito Federal

  2. O consumo de etanol é considerado economicamente vantajoso em Mato Grosso e São Paulo

  3. O valor do hidratado aumentou nas usinas paulistas e reduziu nas mato-grossenses e goianas

  4. Levantamento de preços da ANP foi realizado em 440 municípios, cinco a menos do que na semana anterior


Os preços do etanol e da gasolina seguiram em queda na média nacional na última semana. Esta é a décima terceira baixa consecutiva para o renovável e a quinta redução seguida do combustível fóssil.

Entre 24 e 30 de julho, o biocombustível passou de R$ 4,32 por litro para R$ 4,21/L, queda de 2,55% e o menor valor desde o período de 2 a 8 de maio de 2021. Já a gasolina foi de R$ 5,89/L para R$ 5,74/L – menor valor para o combustível desde o período de 27 de junho a 6 de julho de 2021 –, também com diminuição de 2,55%.

Os valores correspondem ao levantamento semanal realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

De acordo com a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil nos postos foi de 73,3%. O valor é o mesmo do período anterior, pois a gasolina e o etanol tiveram uma queda equivalente. Assim, o preço do renovável segue acima de 70% do valor da gasolina, ultrapassando a faixa em que é tido como economicamente vantajoso para os consumidores.

Esta é a primeira estabilidade no indicador após quatro aumentos consecutivos. Nas médias estaduais, o renovável só é considerado competitivo em Mato Grosso e São Paulo.

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Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 2,9344/L para R$ 2,9426/L, aumento de 0,28%, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Por outro lado, houve queda de 0,56% nas produtoras mato-grossenses e de 1,28% nas goianas.

Um fator que pode refletir nos preços nas próximas semanas foi o novo corte no preço da gasolina nas refinarias, desta vez de 3,9%, conforme divulgado pela Petrobras na última quinta-feira, 28.

Variações nos estados

Segundo a ANP, de 24 a 30 de julho, os preços do etanol e da gasolina caíram em 23 unidades da federação, subiram em três e no Distrito Federal. Já os da gasolina reduziram em todos os estados, menos no Distrito Federal.

Entretanto, as comparações de valores nos postos não são exatamente precisas, já que o levantamento dos preços de combustíveis ainda não está sendo realizado em todas as cidades brasileiras e o número de localidades pesquisadas muda. Na semana analisada, foram obtidos dados de 440 municípios, cinco a menos do que no período anterior.

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Em São Paulo, maior produtor e consumidor de etanol do país, o biocombustível teve um decréscimo de 2,7%, custando R$ 3,94/L em média, o menor valor dentre todas as unidades da federação. Já a gasolina foi vendida a R$ 5,65/L, redução de 2,25%.

Com isso, a relação entre os preços no estado ficou em 69,7%, abaixo do índice de uma semana antes, de 70,1%, e voltando a ser economicamente favorável ao etanol. A pesquisa foi feita em 108 cidades, mesma quantidade do último levantamento.

Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,16/L na média da semana analisada, aumento de 1,46%. Enquanto isso, a gasolina caiu 1,06%, para R$ 5,60/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 74,3%, um índice desfavorável para o etanol e superior ao visto anteriormente, de 72,4%. Segundo a ANP, 17 cidades goianas foram consideradas no levantamento, mesmo número da semana anterior.

Por sua vez, Minas Gerais registrou um decréscimo de 5,37% no preço médio do etanol, que foi comercializado a R$ 4,23/L. A gasolina passou por uma retração de 2,6% e foi negociada a R$ 5,61/L, em média. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 75,4% do preço do combustível fóssil, inferior aos 77,6% vistos na semana anterior, mas com o etanol permanecendo não competitivo na média do estado. No total, 58 municípios mineiros participaram da pesquisa, um a menos do que uma semana antes.

Em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve uma alta de 2,07%, indo para R$ 3,95/L. Na semana, a gasolina teve uma redução de 1,86%, passando a custar R$ 5,79/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 68,2%, superior aos 65,6% de uma semana antes, mas ainda economicamente vantajosa ao consumidor. Além disso, esta é a menor relação de preços entre os combustíveis dentre todos os estados. A ANP fez a pesquisa em sete municípios mato-grossenses, mesma quantia do total registrado no último levantamento.

Já em Mato Grosso do Sul, o etanol caiu 1,32%, ficando em R$ 4,49/L. A gasolina, por sua vez, teve uma baixa de 3,07%, para R$ 5,37/L. Assim, o biocombustível custou o equivalente a 83,6% do preço de seu concorrente fóssil, acima dos 82,1% de uma semana antes e ainda a mais alta relação dentre os seis principais estados produtores de etanol do país. Sete cidades participaram do levantamento.

Por fim, no Paraná, o biocombustível custou o equivalente a 80,2% do preço da gasolina. No período, o renovável teve uma queda de 2,78%, sendo vendido por R$ 4,54/L na média estadual, o valor mais alto entre os maiores produtores do biocombustível. Já a gasolina baixou 2,08%, indo para R$ 5,66/L. No total, 28 cidades foram pesquisadas no estado, uma a menos do que o visto uma semana antes.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Comparação comprometida

Após mais de dois meses em pausa, o levantamento de preços nos postos voltou a ser realizado semanalmente no final de outubro de 2020. Ainda assim, as comparações entre as análises não são precisas, já que o número de municípios pesquisados vem mudando semanalmente, conforme já era previsto pela ANP.

Entre 24 a 30 de julho, 440 cidades foram pesquisadas, cinco a menos do que no período anterior. O levantamento inclui todas as capitais dos estados brasileiros. Algumas localidades deixaram de participar no comparativo semanal, mudando o número de municípios de alguns estados.

Apesar da progressão no número de cidades, o total está abaixo do objetivo divulgado pela ANP: 459. A agência vem demonstrando dificuldades em cumprir com o esperado em relação ao levantamento desde a pausa, quando tinha uma expectativa de data de retomada que não foi atingida e atrasou mais de um mês.

Com este retorno gradual, os números seguem não correspondendo à média dos postos dos estados como ocorria antes da pausa. A comparação semanal também deve ser observada com cautela, já que a amostra pode aumentar ou diminuir semanalmente.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana


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