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Etanol: Preços

Combustíveis em baixa: Gasolina e etanol têm queda nos postos após desoneração

Na média nacional, preço do renovável teve retração de 3,1% enquanto o seu concorrente fóssil caiu 3,6%


NovaCana - 04 jul 2022 - 11:18

Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 26 de junho a 2 de julho:

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  1. O preço do etanol caiu em 21 estados e no Distrito Federal, já o da gasolina teve queda em todas as unidades da federação

  2. O consumo de etanol é considerado economicamente vantajoso em Goiás, São Paulo Mato Grosso e Minas Gerais

  3. O valor do hidratado reduziu nas usinas paulistas, goianas e mato-grossenses

  4. Levantamento de preços da ANP foi realizado em 440 municípios, cinco a menos do que na semana anterior


O preço do etanol permaneceu em queda na média nacional na última semana e o da gasolina voltou a cair. Esta é a nona baixa consecutiva para o renovável e a primeira redução do combustível fóssil após uma semana de alta.

Entre 26 de junho e 2 de julho, o biocombustível passou de R$ 4,873 por litro para R$ 4,723/L, queda de 3,08%. Já a gasolina foi de R$ 7,39/L para R$ 7,127/L, diminuição de 3,56%.

Os valores correspondem ao levantamento semanal realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Mesmo que a queda no valor da gasolina tenha sido superior a do etanol, o biocombustível segue economicamente competitivo na média nacional. Ou seja, o preço do etanol segue abaixo de 70% do custo da gasolina, faixa em que o renovável é tido como economicamente vantajoso para os consumidores.

Na semana, de acordo com a ANP, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil nos postos foi de 66,3%, acima do resultado do período anterior, de 65,9%. Esta é o primeiro aumento no indicador após oito reduções seguidas.

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Nas usinas paulistas, o etanol hidratado saiu de R$ 3,0644/L para R$ 2,9634/L, retração de 3,3%, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Além disso, houve queda de 5,18% nas produtoras mato-grossenses e de 3,72% nas goianas.

Desoneração

As reduções nas bombas vêm de encontro às medidas governamentais que visam reduzir os preços dos combustíveis em ano eleitoral. Em 23 de junho, o presidente Jair Bolsonaro zerou impostos federais e sancionou o teto de 17% para o ICMS sobre combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e transporte coletivo.

Ao longo da semana, 19 estados e o Distrito Federal anunciaram a redução do imposto.

Entretanto, por mais que a queda do preço do petróleo no mercado internacional tenha zerado a defasagem do preço do diesel no mercado interno, a gasolina ainda registrava diferença de preços de 6%. Os dados são da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).

Variações nos estados

Segundo a ANP, entre 26 junho a 2 de julho, o preço do etanol subiu na média de cinco estados e caiu em 21 e no Distrito Federal. A gasolina, por sua vez, teve queda em todas as unidades da federação.

Entretanto, as comparações de valores nos postos não são exatamente precisas, já que o levantamento dos preços de combustíveis realizado pela ANP ainda não está sendo realizado em todas as cidades brasileiras e o número de localidades pesquisadas muda. Na semana analisada, foram levantados os dados de 440 municípios, cinco a menos do que no período anterior.

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Em São Paulo, maior produtor e consumidor de etanol do país, o biocombustível teve um decréscimo de 2,98%, custando R$ 4,392/L em média; já a gasolina foi vendida a R$ 6,697/L, redução de 3,97%. Com isso, a relação entre os preços ficou em 65,6%, acima do índice de uma semana antes, de 64,9%, mas ainda permanecendo economicamente favorável ao etanol. A pesquisa foi feita em 108 cidades paulistas, mesmo número do último levantamento.

Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,615/L na média da semana analisada, retração de 4,35%. Enquanto isso, a gasolina caiu 5,35%, para R$ 7,078/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 65,2%, acima do índice de 64,5% de uma semana antes, mas com o etanol seguindo favorável no estado. Segundo a ANP, 16 cidades goianas foram consideradas no levantamento, uma a menos do que na semana anterior.

Por sua vez, Minas Gerais registrou um decréscimo de 2,16% no preço médio do etanol, que foi comercializado a R$ 4,851/L. A gasolina passou por uma retração de 3,01% e foi negociada a R$ 7,385/L, em média. Desta forma, o renovável custou o equivalente a 65,7% do preço do combustível fóssil, superior aos 65,1% vistos na semana anterior, mas com o etanol permanecendo competitivo na média do estado. No total, 56 municípios mineiros participaram da pesquisa, duas a menos do que uma semana antes.

Em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve uma baixa de 6,25%, indo para R$ 4,212/L, o menor valor dentre todas as unidades da federação. Na semana, a gasolina teve uma redução de 2,92%, passando a custar R$ 6,918/L. Com isso, a relação entre os preços ficou em 60,9%, inferior aos 63,1% de uma semana antes e economicamente vantajosa ao consumidor. Além disso, essa é a menor relação de preços entre os combustíveis dentre todos os estados. A ANP fez a pesquisa em sete municípios mato-grossenses, mesmo valor do total registrado no último levantamento.

Já em Mato Grosso do Sul, o etanol caiu 3,62%, ficando em R$ 4,896/L. A gasolina, por sua vez, teve uma baixa de 4,23%, para R$ 6,809/L. Assim, o biocombustível custou o equivalente a 71,9% do preço de seu concorrente fóssil, acima dos 71,4% de uma semana antes. Sete cidades participaram do levantamento.

Por fim, no Paraná, o biocombustível custou o equivalente a 73,1% do preço da gasolina, a mais alta relação entre os seis principais estados produtores de etanol do país. No período, o renovável teve uma queda de 4,98%, sendo vendido por R$ 5,004/L na média estadual, o valor mais alto entre os maiores produtores do biocombustível. Já a gasolina baixou 7,68%, indo para R$ 6,842/L. No total, 29 cidades foram pesquisadas no estado, mesmo número do que o visto uma semana antes.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Comparação comprometida

Após mais de dois meses em pausa, o levantamento de preços nos postos voltou a ser realizado semanalmente no final de outubro de 2020. Ainda assim, as comparações entre as análises não são precisas, já que o número de municípios pesquisados vem mudando semanalmente, conforme já era previsto pela ANP.

Entre 26 de junho e 2 de julho, 440 cidades foram pesquisadas, cinco a menos do que no período anterior. O levantamento inclui todas as capitais dos estados brasileiros. Algumas localidades deixaram de participar no comparativo semanal, mudando o número de municípios de alguns estados.

Apesar da progressão no número de cidades, o total está abaixo do objetivo divulgado pela ANP: 459. A agência vem demonstrando dificuldades em cumprir com o esperado em relação ao levantamento desde a pausa, quando tinha uma expectativa de data de retomada que não foi atingida e atrasou mais de um mês.

Com este retorno gradual, os números seguem não correspondendo à média dos postos dos estados como ocorria antes da pausa. A comparação semanal também deve ser observada com cautela, já que a amostra pode aumentar ou diminuir semanalmente.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana


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