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Etanol: Preços

Combustíveis em alta: Com aumento da gasolina, etanol se torna competitivo

Relação entre os preços caiu para 69,5%; ainda assim, ambos os combustíveis registraram elevação nas bombas


NovaCana - 14 mar 2022 - 12:03

Os destaques sobre o preço dos combustíveis na semana de 6 a 12 de março:

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  1. Etanol subiu em 13 estados e no Distrito Federal, enquanto a gasolina aumentou em 20 unidades da federação

  2. O consumo de etanol é considerado economicamente vantajoso em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e São Paulo

  3. O valor do hidratado subiu nas usinas paulistas, goianas e mato-grossenses

  4. Levantamento de preços da ANP foi realizado em 392 municípios, quatro a menos do que na semana anterior


Após seis semanas de queda, o etanol sofreu um aumento de preço na média dos postos brasileiros; para a gasolina, por sua vez, o incremento foi o segundo consecutivo.

Entre 6 e 12 de março, o biocombustível passou de R$ 4,615 por litro para R$ 4,646/L na média nacional, aumento de 0,67%. Já a gasolina subiu de R$ 6,577/L para R$ 6,683/L, alta de 1,61%.

Na semana, a relação entre o preço do biocombustível e o de seu concorrente fóssil foi de 69,5%, abaixo do resultado do período anterior, quando era de 70,2%. Isso ocorreu porque o aumento da gasolina foi superior ao do etanol.

Esta é a nona semana consecutiva de redução no indicador. Com isso, o etanol voltou a se tornar comercialmente competitivo na média nacional, ou seja, a relação entre os preços ficou abaixo do limite de 70% do custo da gasolina, faixa em que o produto é tido como vantajoso para os consumidores.

Considerando as médias estaduais, o biocombustível segue economicamente vantajoso nos estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e São Paulo.

Os valores correspondem ao levantamento semanal realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

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As comparações de valores nos postos não são exatamente precisas, já que o levantamento dos preços de combustíveis ainda não está sendo realizado em todas as cidades brasileiras e o número de localidades pesquisadas muda. Na semana analisada, foram levantados os dados de 392 municípios, quatro a menos do que no período anterior.

Por sua vez, o preço do hidratado subiu 8,2% nas usinas paulistas, indo de R$ 2,9211/L para R$ 3,1606/L. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP. Também houve um acréscimo de 8,2% nas produtoras goianas e de 3,5% nas mato-grossenses.

Reações ao aumento dos combustíveis

Na última sexta-feira, 11, passou a valer o reajuste feito pela Petrobras nos preços dos combustíveis. No caso da gasolina, a elevação para as distribuidoras foi de 18,8%, com o preço médio passando de R$ 3,25/L para R$ 3,86/L. Para o diesel, a alta foi de 24,9%.

Com isso, a defasagem em relação ao mercado internacional da gasolina caiu para 8%, e do diesel, para 9%, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Petróleo (Abicom).

A alteração causou reações imediatas. O presidente Jair Bolsonaro (PL) se defendeu afirmando que não decidia nada relacionado à Petrobras. Além disso, declarou que a estatal não tinha alternativa e que o desabastecimento seria pior que o aumento de preços.

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) criticou a alta e a considerou “um tapa na cara” do Brasil. Senadores também desaprovaram o aumento.

Mudanças na lei

No dia do aumento de preços feito pela Petrobras, o Senado aprovou o projeto que cria uma conta de estabilização para apaziguar os reajustes feitos pela estatal e estabelece diretrizes para uma nova política nacional de preços. A Câmara ainda deve votar o texto.

Além disso, na noite de sexta-feira, 11, Bolsonaro sancionou o projeto de lei que altera a cobrança de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis e zera as alíquotas de PIS/Cofins do diesel e gás até o final deste ano.

Logo após a sanção, o líder do executivo afirmou que medidas mais incisivas contra o aumento dos combustíveis, por meio de subsídios ou até mesmo de uma mudança na política de preços da Petrobras, não estão descartadas.

Variações nos estados

Segundo a ANP, entre 6 e 12 de março, o preço do etanol subiu na média de 13 estados e no Distrito Federal, caiu em 12 e não foi verificado no Amapá. A gasolina, por sua vez, subiu em 20 unidades da federação.

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Em São Paulo, maior produtor e consumidor de etanol do país, o biocombustível teve uma alta de 0,55%, custando R$ 4,389/L na média. Já a gasolina foi vendida a R$ 6,332/L, aumento de 0,68%. Com isso, a relação entre os preços caiu, ficando em 69,3% e se mantendo favorável ao etanol. A pesquisa foi feita em 106 cidades paulistas, duas a menos do que na semana anterior.

Em Goiás, o etanol foi comercializado a R$ 4,769/L na média da semana analisada, com um incremento semanal de 5,63%, o maior aumento dentre os seis maiores produtores. Enquanto isso, a gasolina subiu 4,27%, para R$ 6,987/L. Assim, a relação entre os preços dos combustíveis ficou em 68,3%, acima dos 67,4% de uma semana antes, mas ainda favorável ao etanol. Segundo a ANP, 17 cidades goianas foram consideradas no levantamento, uma a mais do que uma semana antes.

Por sua vez, Minas Gerais registrou aumento de 0,36% no preço médio do etanol, que foi comercializado a R$ 4,734/L. A gasolina passou por uma alta de 0,26% e foi negociada a R$ 6,902/L, em média. Com isso, o renovável custou o equivalente a 68,6% do preço do combustível fóssil, índice superior ao visto na semana anterior, de 68,5%, mas ainda mantendo a competitividade no estado. No total, 50 municípios mineiros participaram da pesquisa, dois a mais do que na semana anterior.

Em Mato Grosso, o preço médio do etanol teve uma queda de 0,33%, para R$ 4,203/L, o menor valor entre todas as unidades da federação. Na semana, a gasolina subiu 1,95%, passando a custar R$ 6,446/L. Desta forma, a relação entre os preços ficou em 65,2%, abaixo dos 66,7% de uma semana antes e seguindo economicamente vantajoso ao consumidor. A ANP fez a pesquisa em cinco municípios mato-grossenses, dois a menos do que no último levantamento.

Já em Mato Grosso do Sul, o etanol subiu 0,76%, ficando em R$ 4,921/L, o valor mais alto entre os principais produtores do biocombustível. A gasolina, por sua vez, teve um incremento de 1,38%, para R$ 6,525/L. Assim, o biocombustível custou o equivalente a 75,4% do preço de seu concorrente fóssil, inferior aos 75,9% de uma semana antes, mas ainda a mais alta relação dentre os seis principais estados produtores de etanol do país. Sete cidades participaram do levantamento.

Por fim, no Paraná, o biocombustível custou o equivalente a 74,9% do preço da gasolina. No período, o renovável teve uma queda de 0,49%, sendo vendido por R$ 4,879/L na média estadual. Já a gasolina subiu 0,23%, indo para R$ 6,512/L. No total, 25 cidades foram pesquisadas no estado, um a mais do que o visto uma semana antes.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2018 estão disponíveis na planilha interativa (exclusiva para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Comparação comprometida

Após mais de dois meses em pausa, o levantamento de preços nos postos voltou a ser realizado semanalmente no final de outubro de 2020. Ainda assim, as comparações entre as análises não são precisas, já que o número de municípios pesquisados vem mudando semanalmente, conforme já era previsto pela ANP.

Entre 6 e 12 de março, 392 cidades foram pesquisadas, quatro a menos do que no período anterior. O levantamento inclui todas as capitais dos estados brasileiros. Algumas localidades deixaram de participar no comparativo semanal, mudando o número de municípios de alguns estados.

Apesar da progressão no número de cidades, o total está abaixo do objetivo divulgado pela ANP: 459. A agência vem demonstrando dificuldades em cumprir com o esperado em relação ao levantamento desde a pausa, quando tinha uma expectativa de data de retomada que não foi atingida e atrasou mais de um mês.

Com este retorno gradual, os números seguem não correspondendo à média dos postos dos estados como ocorria antes da pausa. A comparação semanal também deve ser observada com cautela, já que a amostra pode aumentar ou diminuir semanalmente.

Gabrielle Rumor Koster – NovaCana


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