Etanol: Preços

Afrouxamento em quarentena gera aumento no preço dos combustíveis nos postos

Etanol e gasolina têm nova elevação nas bombas; maior variação foi para o renovável, que perdeu competitividade


novaCana.com - 16 jun 2020 - 12:43

Os destaques sobre o preço do etanol na semana de 7 a 13 de junho:

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  1. Na média nacional, preço da gasolina subiu 0,41% e o do etanol, 1,24%

  2. Com isso, o preço do renovável correspondeu a 66,8% do valor de comercialização do combustível fóssil

  3. O consumo de etanol segue economicamente vantajoso para os motoristas de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso

  4. O preço do etanol nos postos caiu em 11 estados e no Distrito Federal, subiu em 14 e se manteve no Amapá

  5. O biocombustível teve nova alta nas usinas dos principais estados produtores do país


Mesmo que os números relacionados à pandemia de coronavírus sigam subindo, grande parte dos estados têm registrado queda nos índices de isolamento social e um aumento da movimentação de pessoas nas últimas semanas.

Com o afrouxamento das medidas, a maior circulação de automóveis movimentou o comércio de combustíveis, causando um aumento na demanda. Isso, somado ao otimismo com uma possível recuperação econômica nos Estados Unidos e na China, levaram a uma leve recuperação do petróleo, o que resultou em um aumento nos preços dos combustíveis.

Nos postos do país, tanto a gasolina como o etanol registraram novas elevações de preço na semana de 7 a 13 de junho. De acordo com as informações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o renovável passou de R$ 2,579 por litro para R$ 2,611/l, um aumento de 1,24% – menor que o observado na semana anterior.

Já o seu concorrente fóssil passou de R$ 3,895/l para R$ 3,911/l, registrando um crescimento de 0,41%, também menor que o anterior.

Porém, com essas variações, o índice que mede a competitividade do etanol teve uma piora ao subir para 66,8%. Com o aumento de 0,91% no indicador entre as duas últimas análises, ele se aproximou do limite comercialmente estabelecido de 70%. Ainda assim, este segue como um dos menores patamares do indicador no ano.

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Usinas

O aumento do etanol nos postos tem relação direta com o valor nas usinas que, de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP, apresenta altas há mais de um mês. Na semana analisada, o Indicador Cepea/Esalq do hidratado foi de R$ 1,6746/l, o que representa um avanço de 3,24% em relação ao da semana anterior.

As unidades de Goiás e Mato Grosso também apresentaram aumentos na análise, porém um pouco mais expressivos, de 3,56% e 3,49% respectivamente.

Variação nos estados

De acordo com os dados da ANP, na semana de 7 a 13 de junho, o preço médio do etanol diminuiu nos postos de 11 estados e no Distrito Federal, subiu em 14 e se manteve no Amapá. Já a gasolina registrou queda em nove estados e se manteve em Roraima.

Neste cenário, o consumo do biocombustível segue economicamente vantajoso apenas para os motoristas de Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso.

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Em São Paulo, estado que mais produz e consome etanol no país, o biocombustível subiu 1,64%, chegando a R$ 2,424/l, o segundo menor valor da análise pela primeira vez em semanas. Como a gasolina aumentou menos, 0,64%, a relação entre os preços subiu para 64,5%, ainda favorável para o etanol.

Já Mato Grosso registrou a queda de 0,21% para o biocombustível e atingiu o menor valor no período: R$ 2,393/l. A gasolina apresentou a mesma redução, fazendo com que a relação entre eles permanecesse em 62%, o que mantém o estado com o etanol mais competitivo do país.

Por outro lado, Minas Gerais registrou o terceiro maior aumento para o etanol na análise, 2,12%, chegando a R$ 2,649/l. Como a gasolina caiu 0,07%, a relação entre eles subiu para 65,3%, ainda favorável para o biocombustível.

Em Goiás, o renovável apresentou um aumento de 0,33%, chegando ao custo médio de R$ 2,725/l. Como a gasolina também subiu, mas menos – 0,13% –, a relação entre eles se elevou para 69,6%, mais uma vez se aproximando do limite da competitividade para o renovável.

No Paraná, o etanol subiu 0,98% e a gasolina, 0,56%. Desta forma, a relação entre os preços também aumentou, chegando a 71,5% e mantendo o biocombustível acima do limite considerado favorável.

O estado apresenta o segundo indicador mais alto dentre os seis grandes produtores. O primeiro, Mato Grosso do Sul, se manteve em 76% na análise mais recente, acima do limite da competitividade para o renovável, mas ainda o menor valor registrado desde outubro de 2018.

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Os preços do etanol e da gasolina por região, estado ou cidade desde 2001 estão disponíveis na planilha interativa (exclusivo para assinantes). Também estão disponíveis gráficos avançados e filtros interativos sobre o comportamento dos preços.

Rafaella Coury – novaCana.com