A Petrobras vai realizar mais um leilão de etanol em 2020, o quinto do ano, na metade de setembro. A informação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de hoje (17) e está de acordo com a autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) de novembro de 2018.
Este novo pleito ocorrerá às 14h de 16 de setembro e pretende liquidar até 5,6 milhões de litros de etanol anidro. Deste volume, 1,7 milhão está na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR); 1,9 milhão está em Itajaí (SC); e 2 milhões de litros estão em Biguaçu (SC).
Conforme as informações divulgadas quando a ANP autorizou a venda do etanol armazenado nos dutos da petrolífera, o Paraná possuía 2,2 milhões de litros, Itajaí tinha 7,7 milhões e Biguaçu, 3 milhões de litros, todos de anidro.
Desde então, já haviam ido a leilão a totalidade do volume armazenado em Biguaçu, em 19 de agosto de 2019, e duas partes do que está em Itajaí: 3,8 milhões em 9 de setembro de 2019, e 3,9 milhões de litros em 20 de agosto de 2020. Com isso, os montantes ultrapassam o total dos estoques divulgado inicialmente, o que pode indicar que o primeiro pleito não liquidou o pretendido.
O anidro que está armazenado no Paraná ainda não havia sido leiloado. Assim, mesmo que o próximo leilão alcance todo o volume pretendido, ainda restarão 200 mil litros do biocombustível no local.
Desta forma, é possível concluir que os leilões já realizados pela Petrobras não atingiram a venda pretendida. A informação, entretanto, não pode ser confirmada, já que a empresa não divulga os resultados dos pleitos.
A Petrobras vem se dedicando a zerar seus estoques de etanol desde 2019. Em setembro, inclusive, divulgou que a expectativa era que isso ocorresse até o final do ano passado – o que, considerando que o quinto pleito de 2020 está se aproximando, não se concretizou.
No total, 80,09 milhões de litros de etanol estavam estocados em Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Minas Gerais, sendo que a maioria estava no estado paulista. Desde 2018, já foram divulgados dez pleitos, sendo cinco em 2019 e cinco em 2020.
Segundo nota técnica da ANP, o acúmulo de etanol pela petrolífera é “oriundo da degradação da interface de movimentação entre gasolina e etanol de terceiros nos polidutos operados pela Petrobras Transporte”. Por conta disso, a agência permitiu a venda do biocombustível, que estaria atrapalhando o sistema logístico da petrolífera.
Como ocorreu nos demais leilões, foi divulgado no DOU que os interessados em participar do pleito devem consultar o edital no site da Petrobras. O documento, porém, ainda não está disponível.
Rafaella Coury – novaCana.com