Etanol: Mercado

Petrobras pretende leiloar 41,9 milhões de litros de etanol em julho e agosto

Comercialização foi autorizada pela ANP; volume é maior do que o esperado pela empresa em 2019


novaCana.com - 19 jun 2020 - 14:43 - Última atualização em: 22 jun 2020 - 16:08

Atualização (22/06, às 15h40): O texto abaixo foi alterado para incluir informações presentes em editais disponibilizados pela Petrobras.

A Petrobras divulgou no Diário Oficial da União de hoje (19) as datas dos dois próximos leilões de etanol da companhia, que vende o produto que fica em seus dutos. A comercialização está em conformidade com a autorização dada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em 2018.

O volume que será comercializado é de até 7,4 milhões de litros de etanol hidratado e de até 34,5 milhões de litros de anidro, que estão em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Minas Gerais. Os leilões serão realizados em 20 de julho e 10 de agosto, por meio eletrônico.

A maior parte do que segue armazenado no estoque da Petrobras está em Duque de Caxias (RJ), com mais de 27,7 milhões de litros. Assim, o Rio de Janeiro atualmente é o estado que concentra a maior quantidade do etanol da empresa, sendo que, no início, a maior concentração estava em São Paulo.

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Em novembro de 2018, a ANP permitiu que a Petrobras comercializasse pouco mais de 80 milhões de litros do etanol que estava em seus estoques. O acúmulo ocorreu pelo fato de que a Logum Logística (Logum) e a Transpetro são transportadoras interconectadas e, no processo, uma parcela do biocombustível acaba retido.

Dentre as regras para a comercialização estão que ela só poderá ser feita para distribuidores de combustíveis líquidos, produtores de etanol ou empresas comercializadoras de etanol autorizadas pela ANP. Além disso, a petrolífera deve divulgar, com antecedência mínima de 30 dias, as condições e os locais em que as vendas serão realizadas.

Em setembro de 2019, a estatal divulgou que pretendia zerar seus estoques até o final do ano e, para isso, estava realizando uma série de leilões. Porém, em dezembro, mesmo tendo completado vários deles, ainda restavam pelo menos 30 milhões armazenados, ficando o restante para 2020.

A informação mais recente era que, entre agosto e outubro de 2019, a Petrobras realizou cinco leilões, totalizando 45,5 milhões de litros. Caso todo o volume tivesse sido vendido, restaria um estoque de 34,6 milhões de litros para 2020. Já considerando o volume previsto para o primeiro leilão do ano, em janeiro, ainda restariam 11,1 milhões de litros de etanol para as futuras vendas da estatal, como essas que estão por vir.

Porém, considerando os volumes dos próximos pleitos divulgados, que somam 41,9 milhões de litros, é dedutível que os leilões que ocorreram até janeiro de 2020 não venderam toda a quantia pretendida. Caso os próximos limpem o estoque, é possível concluir que, até então, dos 80,1 milhões de litros estocados, apenas 38,2 milhões foram vendidos.

Os novos pleitos

Conforme os editais enviados ao novaCana, o primeiro leilão corresponde à venda de 7,43 milhões de litros de etanol hidratado e de 18 milhões de litros de anidro, localizados em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

Já o segundo envolve a comercialização apenas de 16,5 milhões de litros de anidro, divididos entre o Rio de Janeiro – que possui a maior parte – e São Paulo.

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Em ambos os casos, os preços são formados de acordo com o Indicador Semanal do Etanol Hidratado ou Anidro Combustível Cepea/Esalq em São Paulo somado ao prêmio em reais por litro. O indicador a ser considerado será o último publicado no momento da emissão da nota fiscal de venda.

Ainda segundo os documentos, os interessados que não possuem cadastro de cliente nacional com a Petrobras ou não tenham acesso ao Canal Cliente deverão fazer o pedido antes de 3 de julho para ambos os pleitos. Isso envolve a solicitação de participação e o envio de documentos determinados pelos editais.

Concluída esta etapa, as empresas interessadas devem solicitar inclusão no leilão até o dia 13 de julho, no caso do primeiro, e 3 de agosto, no caso do segundo.

Os documentos também informam que “os volumes disponibilizados para venda em leilão poderão sofrer variação de volume de +5% ou -5%. Caso seja detectada diferença no momento do faturamento, esta será informada ao comprador e corrigida antes do efetivo faturamento”.

Rafaella Coury – novaCana.com