Pleito é o sétimo do ano e o 12º desde que a companhia recebeu autorização da ANP para comercializar o biocombustível acumulado em seus dutos
A Petrobras divulgou no Diário Oficial da União (DOU) de ontem, 13, que vai realizar mais um leilão do etanol armazenado nos seus dutos, conforme autorizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em novembro de 2018.
O sétimo pleito do ano – e o 12º desde que recebeu a autorização – refere-se a 9,7 milhões de litros de etanol anidro. O montante está dividido entre o terminal de Paulínia (SP), com 2,6 milhões; a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR), com 1,7 milhões de litros; o terminal de Biguaçu (SC), com 3,01 milhões; e o de Itajaí (SC), com 2,9 milhões de litros.
Os lances ocorrerão às 14h do dia 12 de novembro, de forma eletrônica, por meio do Portal do Cliente da Petrobras.
Da mesma forma que nos pleitos anteriores, foi divulgado no DOU que os interessados em participar do leilão devem consultar o edital no site da Petrobras, em que constam informações sobre lotes, valores e deveres do comprador. O documento, porém, não foi disponibilizado até o momento da publicação deste texto.
Confira, na versão completa (restrita para assinantes), o histórico das localidades que acumularam etanol e a evolução dos leilões da Petrobras desde 2018.
A Petrobras divulgou no Diário Oficial da União (DOU) de ontem, 13, que vai realizar mais um leilão do etanol armazenado nos seus dutos, conforme autorizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em novembro de 2018.
O sétimo pleito do ano – e o 12º desde que recebeu a autorização – refere-se a 9,7 milhões de litros de etanol anidro. O montante está dividido entre o terminal de Paulínia (SP), com 2,6 milhões; a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária (PR), com 1,7 milhões de litros; o terminal de Biguaçu (SC), com 3,01 milhões; e o de Itajaí (SC), com 2,9 milhões de litros.
Os lances ocorrerão às 14h do dia 12 de novembro, de forma eletrônica, por meio do Portal do Cliente da Petrobras.
Paulínia, inicialmente, possuía 7,7 milhões de litros armazenados. De novembro de 2018 para cá, este volume foi a pleito quatro vezes – em agosto e outubro de 2019, e em julho e setembro de 2020 –, porém nunca em sua totalidade. A maior quantia colocada à venda foi de 3,9 milhões de litros, nos dois leilões de 2019.
Já os 2,25 milhões de litros armazenados na Repar foram a leilão pela primeira vez este ano, em setembro. Assim como a do próximo pleito, a quantia foi inferior à divulgada no estoque: também 1,7 milhão de litros.
A localidade foi uma das que menos esteve presente nos leilões até então, apenas duas vezes, junto com a Refinaria Gabriel Passos (MG). Guaramirim, em Joinville (SC), teve sua quantia total leiloada apenas uma vez, em agosto de 2019, o que poderia indicar que todo o acúmulo já foi vendido.
Biguaçu, por outro lado, tem 3,01 milhões de litros armazenados e foi a segunda localidade que mais apareceu nos leilões de etanol da Petrobras, chegando a seis vezes até agora. Foi oferecida a totalidade em agosto e outubro de 2019 e em janeiro de 2020; e 2,98 milhões de litros em setembro de 2020, em dois pleitos separados. O fato de que a quantia total esteja novamente sendo vendida indica que nenhum dos leilões realizados até então teve compradores.
Já Itajaí tinha 7,9 milhões de litros de anidro armazenados em seus dutos em novembro de 2018 e já foi a pleito quatro vezes: 3,8 milhões em setembro de 2019; 3,9 milhões em agosto de 2020; e 2,45 milhões de litros em setembro de 2020, em dois pleitos separados.
Como a Petrobras não divulga os resultados dos leilões, não é possível identificar se parte dos volumes já foram comprados ou se a companhia ainda está trabalhando com a venda de parcelas do total. Também é possível que nenhum leilão tenha eliminado toda a quantia pretendida.
Da mesma forma que nos pleitos anteriores, foi divulgado no DOU que os interessados em participar do leilão devem consultar o edital no site da Petrobras, em que constam informações sobre lotes, valores e deveres do comprador. O documento, porém, não foi disponibilizado até o momento da publicação deste texto.
Histórico e mudanças
A petroleira vem se dedicando a zerar seus estoques de etanol desde 2019, conforme era seu objetivo ao pedir a autorização da ANP para o primeiro leilão do biocombustível. A ideia inicial era eliminar todo o volume armazenado até o final do ano passado – o que, considerando que ainda estão ocorrendo leilões em 2020, não se concretizou.
Em novembro de 2018 foi divulgado que, no total, 80,09 milhões de litros de etanol estavam estocados em Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Minas Gerais, sendo que a maioria estava no estado paulista.
Em maio de 2019, porém, a quantia se manteve, mas houve uma transferência entre o terminal de Guararema, em São Paulo, para a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, no caso do anidro, e para Guarulhos (SP), no caso do hidratado. Desta forma, o estado fluminense passou a concentrar a maior parte do etanol da Petrobras a ser vendido.

A justificativa da petrolífera ao solicitar essa movimentação era que “a comercialização no terminal de Guararema teria elevado custo aos adquirentes, o que poderia inviabilizar a operação”.
Conforme proposta de ação da ANP, a Petrobras teria informado que Guararema é um terminal intermediário, onde não há entregas para os clientes, sendo possível somente o bombeio para outros terminais e/ou refinarias.
“Com isso, os adquirentes do produto teriam que, além de pagar pelos produtos, acrescentar, necessariamente, a contratação de serviços de armazenagem neste terminal, de transporte dutoviário para outros terminais que possuem infraestrutura para retirada rodoviária do produto pelos clientes, e, ainda, de armazenagem no terminal de destino”, complementa.
Na mesma proposta, a Logum Logística (Logum) – responsável, junto com a Transpetro, pelo acúmulo de etanol – solicitou autorização para participar, como possível compradora, dos leilões de etanol da Petrobras, “relatando a necessidade de aquisição de etanol para lastrear o sistema interconectado, e assim viabilizar e assegurar a continuidade operacional das instalações”.
Ambos os pleitos foram aceitos pela ANP, de forma que o etanol de Guararema foi transferido e a Logum foi incluída entre os possíveis compradores do biocombustível a ser comercializado pela Petrobras.
Desde 2018, já foram divulgados doze pleitos, sendo cinco em 2019 e sete em 2020. Segundo nota técnica da ANP, o acúmulo de etanol pela petrolífera é “oriundo da degradação da interface de movimentação entre gasolina e etanol de terceiros nos polidutos operados pela Petrobras Transporte”. Devido a estes fatores, a agência permitiu a venda do biocombustível, que estaria atrapalhando o sistema logístico da petrolífera.
Rafaella Coury – NovaCana